sábado, 31 de agosto de 2013

Pecado e Arrependimento

                                       Pecado e Arrependimento
 
Lucas 15: 11

Vivemos em uma Era onde, na concepção de muitos, o pecado não existe, e, se existe para outros tantos não parece se tratar, como o é na verdade, de um estado, um ponto de separação entre o homem e Deus, (Isaias 59: 2) mas apenas algo subjetivo da mente como um fantasma que causa medo, embora só exista na mente do que acredita nele. Diante disso, o que fazer? Falar desse terrível mal que começou nos primórdios da historia da humanidade (Gênesis 3:1-7) é algo difícil de ser feito, embora ser mais do que necessário nesse “tempo do fim’, sendo ainda algo para poucos ouvir e talvez até vir a acreditar.

A parábola do filho pródigo contada por Jesus, e registrada pelo evangelista São Lucas em seu livro, capitulo 15 versículo 11, fala de retorno; que, por sua vez fala de arrependimento. Porque podemos ver desse modo?
Vejamos:
E disse: Certo homem tinha dois filhos;
E o mais moço deles disse ao pai:
Pai dê-me a parte da fazenda que me pertence.
E ele repartiu por eles a fazenda.
E, poucos dias depois, o filho mais moço, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. (Lucas 15: 11,12)

O jovem rapaz tomou uma decisão.
____Por que ele fez isso?
____Fez ele essa decisão de um momento para outro?
 Quem sabe por alimentar um forte desejo de “ver” o mundo? Conhecer outras terras, ou pessoas? Quem sabe, o desejo de ser independente? Não sabemos suas “razões”, embora tenhamos muitos porquês a rondar a nossa mente, mas que ele, conforme a parábol do Mestre decidiu deixar a casa de seu pai, a segurança do lar e ir embora.
Surge uma pergunta:
____ O jovem rapaz cometeu pecado ao deixar a casa de seu pai?
A resposta é não. Ele não pecou por deixar a casa de seu pai. A princípio, o que ele fez foi demonstrar insensatez por se expor a perigos desnecessários a troco de aventuras mundanas. O que veio a partir desse ponto é que se caracterizou em pecado, o que se pode subtender do fato de que ele passou a “viver dissolutamente”. A partir desse ponto; ao passar a viver de modo dissoluto,  foi que o rapaz entrou numa vida de erro, totalmente adversa aos ensinamentos que sem dúvida recebera seu pai. (Dissoluto: Que é contrário aos bons costumes, devasso ou libertino).

E, havendo gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidade. (Lucas 15: 14)

Nada é como na casa do pai, no seio e convivência familiar.

Ao passar a sofrer necessidades, o jovem rapaz se deu conta do erro que cometera e ai começou o seu arrependimento. Vendo-se em duro aperto ele percebeu que precisava tomar uma decisão. Precisava voltar pelo caminho em que tinha saído de casa e pedir o perdão de seu pai e, quem sabe, conseguir pelo menos um lugar como empregado da fazenda. (Luc 15: 17-19)
E ele foi, e encontrou de novo o seu lugar!

Antes de falar de arrependimento, essa bela passagem bíblica diz que o homem é dotado da maravilhosa dádiva do livre arbítrio. Ele pode escolher entre o que quer ou não fazer. Pode tomar decisões e atitudes por si mesmo, e agir conforme o seu próprio ponto de vista. Porem, em toda e qualquer decisão que tomamos, há consequências, boas ou ruins. (Eclesiastes 11: 9) Não existe uma ação, que fique sem uma reação. É uma “lei” irrevogável.
No que diz respeito ao arrependimento, o texto deixa claro que ações danosas, quer contra nós ou terceiros existem e que, acerca de tais, é preciso que haja uma mudança de atitude, um retorno, uma “volta” ao ponto de partida e, portanto à uma nova oportunidade de mudança de atitude. E, é isto que se diz do ato de se arrepender! É uma quinada na carreira. É dar meia volta, mudar a direção em cento e oitenta graus e ir em outra direção; direção esta, que nos leve a lugares de paz e descanso espiritual. Lugar este, que somente Deus pode proporcionar. (salmo 23: 1-6)
Sendo que pecar, é o mesmo que errar alvo; deixar de atingir um ponto preestabelecido, uma meta, e todos nos erramos em alguma coisa, e isso a todo o momento de nossa vida, então o Pecado existe e não é apenas algo subjetivo da mente humana.

Para raciocinar:

Quem nunca se sentiu triste por não alcançar certo objetivo, ou por ver algum plano seu fracassar? Por que isso aconteceu? Por que ficou triste e até mesmo, em alguns casos, deprimido? Seria por ser um competidor nato que jamais gostou de perder, e a competição com a existência e tudo nela é seu modo de vida e que, portanto não alcançar seus objetivos é algo inaceitável? Quem jamais se sentiu arrasado por magoar um amigo, um ente querido ou nunca sentiu uma pontinha de dor na consciência por falar algo que não devia de alguém, sem que este estivesse presente para se defender? Qual o cônjuge não se sentiu terrivelmente mal ao cometer uma traição contra o outro?
Se conseguir responder Sim a estas perguntas, é porque há em ti o mesmo conceito de justiça e retidão de Deus, pois fomos feito “à sua imagem e semelhança” e para Ele, o erro é inaceitável e o pecado é abominável!
Embora algumas das perguntas acima abordem temas comuns à natureza humana, trazendo a mente fatores cujo resultado é, na maioria das vezes, uma tristeza passageira, não se dá o mesmo com a tristeza provocada por aquilo que a bíblia chama de Pecado e, portanto o tema principal desse assunto.
A tristeza provocada pelo pecado consome as nossas forças e nos leva à depressão. O salmista se sentiu assim. (salmo 31: 9,10)
Por que isso acontece? Sendo feitos à imagem e semelhança de Deus, (gênesis 1: 26) há em nós algo que nos liga diretamente ao nosso Criador, O espirito que Ele pôs em nós. Está escrito que ao soprar, Deus, nas narinas do homem, este foi feito alma vivente. Ou seja, o homem formado do pó da terra, adquiriu  vida a partir do sopro de Deus.(gênesis 2: 7; Jó 33: 4; salmo 146: 4; Eclesiastes 12: 7) Sendo assim, o pecado nos separa de Deus, (Isaias 59: 2) e portanto sermos acometidos de tristeza; não uma tristeza comum e passageira como outra qualquer. Não uma tristeza da carne, mas do espirito. Por isso, dolorosa e tão profunda. (Leia 2corintios 7: 9,10)

O que fazer?
Existe uma saída?
Nisso está a misericórdia de Deus. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. 1 João 1: 9

É digno de nota que o primeiro pensamento do filho pródigo foi voltar e, segundo, confessar seu pecado. (Lucas 15: 18-19)

Que lição podemos tirar dai?

Que antes de tudo o homem precisa retornar ao seu lugar de origem. Precisa voltar aos pés de Cristo, confessar seu pecado e por Jesus suplicar a misericórdia Divina.

Sem retorno não há recomeço e, portanto o perdão ficará em suspenso. É necessário que cada homem se arrependa e volte-se para Deus. Ao contar essa parábola, em palavras resumidas, Jesus quis ensinar a importante lição de que ninguém há que perdido não possa ser encontrado e que Deus está pronto a perdoar o pecador arrependido que volta ao trono da graça. (Hebreus 4: 16)

Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. João 6: 37


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Geraldo R. Filho

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