Pecado e Arrependimento
Lucas 15: 11
Vivemos em uma Era onde, na
concepção de
muitos, o pecado não
existe, e, se existe para outros tantos não parece se tratar, como o é na verdade, de um estado,
um ponto de separação entre
o homem e Deus, (Isaias 59: 2) mas apenas algo subjetivo da mente como um
fantasma que causa medo, embora só exista na mente do que acredita nele. Diante
disso, o que fazer? Falar desse terrível mal que começou nos primórdios da historia da humanidade (Gênesis 3:1-7) é algo
difícil de ser feito, embora ser mais do que necessário nesse “tempo do fim’,
sendo ainda algo para poucos ouvir e talvez até vir a acreditar.
A parábola do filho pródigo
contada por Jesus, e registrada pelo evangelista São Lucas em seu livro, capitulo 15 versículo 11, fala
de retorno; que, por sua vez fala de arrependimento. Porque podemos ver desse
modo?
Vejamos:
E disse: Certo homem tinha dois
filhos;
E o mais moço deles
disse ao pai:
Pai dê-me a parte da fazenda
que me pertence.
E ele repartiu por eles a
fazenda.
E, poucos dias depois, o filho
mais moço,
ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou a
sua fazenda, vivendo dissolutamente. (Lucas 15: 11,12)
O jovem rapaz tomou uma decisão.
____Por que ele fez isso?
____Fez ele essa decisão de um
momento para outro?
Quem sabe por alimentar um forte desejo de
“ver” o mundo? Conhecer outras terras, ou pessoas? Quem sabe, o desejo de ser
independente? Não
sabemos suas “razões”,
embora tenhamos muitos porquês a rondar a nossa mente, mas que ele, conforme a
parábol do Mestre decidiu deixar a casa de seu pai, a segurança do
lar e ir embora.
Surge uma pergunta:
____ O jovem rapaz cometeu
pecado ao deixar a casa de seu pai?
A resposta é não. Ele
não pecou
por deixar a casa de seu pai. A princípio, o que ele fez foi demonstrar
insensatez por se expor a perigos desnecessários a troco de aventuras mundanas.
O que veio a partir desse ponto é que se caracterizou em pecado, o que se pode
subtender do fato de que ele passou a “viver dissolutamente”. A partir desse
ponto; ao passar a viver de modo dissoluto,
foi que o rapaz entrou numa vida de erro, totalmente adversa aos
ensinamentos que sem dúvida recebera seu pai. (Dissoluto: Que é contrário aos bons
costumes, devasso ou libertino).
E, havendo gastado tudo, houve
naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidade.
(Lucas 15: 14)
Nada é como na casa do pai, no
seio e convivência familiar.
Ao passar a sofrer
necessidades, o jovem rapaz se deu conta do erro que cometera e ai começou o
seu arrependimento. Vendo-se em duro aperto ele percebeu que precisava tomar
uma decisão.
Precisava voltar pelo caminho em que tinha saído de casa e pedir o perdão de
seu pai e, quem sabe, conseguir pelo menos um lugar como empregado da fazenda.
(Luc 15: 17-19)
E ele foi, e encontrou de novo
o seu lugar!
Antes de falar de
arrependimento, essa bela passagem bíblica diz que o homem é dotado da
maravilhosa dádiva do livre arbítrio. Ele pode escolher entre o que quer ou não
fazer. Pode tomar decisões e
atitudes por si mesmo, e agir conforme o seu próprio ponto de vista. Porem, em
toda e qualquer decisão que
tomamos, há consequências, boas ou ruins. (Eclesiastes 11: 9) Não
existe uma ação, que
fique sem uma reação. É uma
“lei” irrevogável.
No que diz respeito ao
arrependimento, o texto deixa claro que ações danosas, quer contra nós ou terceiros existem e
que, acerca de tais, é preciso que haja uma mudança de atitude, um retorno, uma “volta” ao ponto de
partida e, portanto à uma nova oportunidade de mudança de atitude. E, é isto que se diz do ato de se
arrepender! É uma
quinada na carreira. É dar
meia volta, mudar a direção em cento e oitenta graus e ir em outra direção; direção esta,
que nos leve a lugares de paz e descanso espiritual. Lugar este, que somente
Deus pode proporcionar. (salmo 23: 1-6)
Sendo que pecar, é o mesmo que
errar alvo; deixar de atingir um ponto preestabelecido, uma meta, e todos nos erramos
em alguma coisa, e isso a todo o momento de nossa vida, então o
Pecado existe e não é
apenas algo subjetivo da mente humana.
Para raciocinar:
Quem nunca se sentiu triste por
não alcançar
certo objetivo, ou por ver algum plano seu fracassar? Por que isso aconteceu?
Por que ficou triste e até mesmo, em alguns casos, deprimido? Seria por ser um
competidor nato que jamais gostou de perder, e a competição com a existência e tudo nela é seu modo de vida e
que, portanto não alcançar seus
objetivos é algo inaceitável? Quem jamais se sentiu arrasado por magoar um
amigo, um ente querido ou nunca sentiu uma pontinha de dor na consciência por
falar algo que não devia
de alguém, sem que este estivesse presente para se defender? Qual o cônjuge não se
sentiu terrivelmente mal ao cometer uma traição contra o outro?
Se conseguir responder Sim a
estas perguntas, é porque há em ti o mesmo conceito de justiça e
retidão de
Deus, pois fomos feito “à sua imagem e semelhança” e para Ele, o erro é inaceitável e o pecado é
abominável!
Embora algumas das perguntas
acima abordem temas comuns à natureza humana, trazendo a mente fatores cujo
resultado é, na maioria das vezes, uma tristeza passageira, não se dá
o mesmo com a tristeza provocada por aquilo que a bíblia chama de Pecado e,
portanto o tema principal desse assunto.
A tristeza provocada pelo
pecado consome as nossas forças e nos leva à depressão. O salmista se sentiu assim. (salmo 31: 9,10)
Por que isso acontece? Sendo
feitos à imagem e semelhança de Deus, (gênesis 1: 26) há em nós algo que nos liga
diretamente ao nosso Criador, O espirito que Ele pôs em nós. Está escrito que ao soprar, Deus, nas
narinas do homem, este foi feito alma vivente. Ou seja, o homem formado do pó
da terra, adquiriu vida a partir do
sopro de Deus.(gênesis 2: 7; Jó 33: 4; salmo 146: 4; Eclesiastes 12: 7) Sendo
assim, o pecado nos separa de Deus, (Isaias 59: 2) e portanto sermos acometidos
de tristeza; não uma
tristeza comum e passageira como outra qualquer. Não uma tristeza da carne, mas do espirito. Por isso,
dolorosa e tão
profunda. (Leia 2corintios 7: 9,10)
O que fazer?
Existe uma saída?
Nisso está a misericórdia de
Deus. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e
justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. 1 João 1: 9
É digno de nota que o primeiro pensamento do filho
pródigo foi voltar e, segundo, confessar seu pecado. (Lucas 15: 18-19)
Que lição podemos tirar dai?
Que antes de tudo o homem
precisa retornar ao seu lugar de origem. Precisa voltar aos pés de Cristo,
confessar seu pecado e por Jesus suplicar a misericórdia Divina.
Sem retorno não há
recomeço e,
portanto o perdão
ficará em suspenso. É
necessário que cada homem se arrependa e volte-se para Deus. Ao contar essa
parábola, em palavras resumidas, Jesus quis ensinar a importante lição de
que ninguém há que perdido não possa ser encontrado e que Deus está pronto a
perdoar o pecador arrependido que volta ao trono da graça. (Hebreus 4: 16)
Todo o
que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei
fora. João 6: 37
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Geraldo R. Filho

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