quarta-feira, 30 de abril de 2014

cativeiro e Liberdade

Continuação:

VII


Escravos todos os homens são e não o poderão refutar ainda que tentem. Do vil ao nobre, daquele que vive na sarjeta ao que se assenta no lugar dos ilustres e vice versa, pesam sobre todos os grilhões do cativeiro. Sobre o que nasce e o que morre, sobre aquele que vai e sobre aquele que está chegando. Não há distinção e nem o podem escapar de tal realidade por meras forças ou méritos. Desse cativeiro a liberdade não se compra por dinheiro, ainda que alguns talvez o possam imaginar conseguir. Aqui, o de poucos ou nenhum meio se equipara ao abastado e os dois estão no mesmo prato da balança. Em suma, todos estão sob um mesmo estigma. As cadeias sob que estamos sujeitos são o legado da desobediência daqueles de quem somos, segundo a bíblia, descendentes diretos ___ “Adão e Eva” ___assim, como produtos de uma mesma forma defeituosa, saímos à semelhança daqueles que nos produziram e, portanto, levarmos em nós, sem exceção, a terrível herança que por eles nos foi deixada e há apenas uma saída:


“Se, pois, o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. João 8:36

terça-feira, 29 de abril de 2014

Cativeiro e Liberdade

Continuação...


Parte VI


“Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo”. 2 Pedro 2:19

Geraldo Ribeiro Filho


Certo é que tendo o Mal como uma força que não descansa, mas que noite e dia peleja contra qualquer centelha do Bem que talvez haja em nós, vivemos então entre dois extremos onde mais fácil é ceder ao Mal que ao Bem e, desse modo, sendo que o Mal é uma força que induz de maneira sedutora apresentando o erro como algo de rápida satisfação, então cedemos. Mas, e o Bem? Por que este não se esforça contra o Mal e lute por sobrepujá-lo nessa guerra que parece sem fim e onde o alvo sempre será um ser humano aparentemente sem chances? Está ai mais uma boa pergunta, que merece uma boa resposta. Haja vista ser fruto de uma ação voluntaria fazer o que é correto, o Bem, aqui neste Tratado sobre “a escravidão humana”, não aparecerá como o fruto de algo imposto e, portanto, o único lado da história dos homens que não lhe é imposto. Assim sendo, visto que fazer o bem requer entrega voluntária em prol  do benefício, aparentemente, de outro e não de nós mesmos, então melhor se torna escolher a direção oposta já que por ali o beneficiado direto seremos nós mesmos e não o semelhante. Daí tornamo-nos escravos de um dos muitos filhos do Mal: O Egoísmo!   

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Romanos 12:21

Como algo que aos nossos olhos é visto como o caminho mais curto para se conseguir qualquer coisa, agir erradamente foi no início dos homens e será até não sei quando, a escolha de todos nós para alcançarmos aquilo que a nós produz satisfação, ainda que passageira, mesmo que para isso desprezemos princípios de justiça, lealdade e por ai vai.
Como descendentes de “Adão e Eva", primeiras pessoas a habitarem a terra segundo a bíblia, não poderíamos ser diferentes deles que escolheram um caminho que aparentemente traria algo de bom e que lhes pareceu estar sendo negado*. Não é assim que agimos ao olhar em volta e ver que alguém prospera e nos julgamos preteridos mesmo sendo merecedores, a nosso ver, mais do que aquele? E, então, induzidos pelo sentimento de egoísmo e movidos pela inveja somos levados a trilhar por caminhos escabrosos para também prosperarmos e ter com que peitar o outro que consideramos menor do que nós mesmos.  




(*Ver gênesis 3: 1-5.)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Cativeiro e Liberdade

Continuação...

V
                                                                                                                  
 “Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho em que deve escolher”. Salmos 25:12
                  
Geraldo Ribeiro Filho


Sendo que somos escravos e, portanto, sem o controle de nossas próprias vontades e desejos, por que, logo, temos que ser responsabilizados pelos erros que cometemos? Esta pode ser considerada uma boa pergunta, mas não boa o suficiente que não tenha uma boa resposta. Como já afirmado até aqui, os homens são cativos. Contudo, serem escravos em todos os aspectos de sua existência não os isenta de culpa, nem os permitem serem passivos quanto a ponderar sobre o que é certo ou errado qualquer que seja a decisão ou atitude a ser tomada. Não há dúvida de que a consciência do que é certo e do que é errado está presente em nossos sentidos, e diferenciar entre esses dois extremos é privilégio único e exclusivo dos humanos. Logo, como poderíamos nos eximir de culpa, haja vista termos a capacidade da distinção e, portanto, a oportunidade de escolher entre o que produz o que é bom e o que produz o que é mal? De fato não há desculpa. Mesmo porque havendo leis e diretrizes que rejam qualquer conduta, não há como negar falta de conhecimento quanto a certo ou errado. E isso é certo que há! E mesmo que não houvesse qualquer lei escrita, em nossa consciência reina uma lei natural que nos diz estarmos errados quando saímos da “linha”.

continua...


domingo, 27 de abril de 2014

Cativeiro e Liberdade

Continuação...

Parte IV


“Por que o salário do pecado é a morte...” Romanos 6: 23



Pelos meandros dos caminhos trilhados pelos homens na sua incessante busca pela conquista da liberdade, os percalços são inumeráveis. Sofrimentos terríveis e alegrias passageiras permeiam as linhas da história escrita pelos dedos do acaso durante sua jornada. Assim, pode-se dizer que aqueles que se engalfinham nas pelejas ainda hoje resistem numa sucessão sem fim de lutadores que caem e se erguem; que insanamente se empenham em uma luta que já começa sem vencedores e que prossegue assim até ao túmulo aonde se é encerrado no último estágio de todos os cativeiros vividos ao longo da existência, onde de fato cessam as penas daqueles que por toda a vida afligiram-se a si mesmo na busca de conquistas que não seriam para si, senão para aqueles que viriam depois.  Nesse caso considerar-mo-emos a morte como um privilégio e uma libertação para os escravos e encarcerados de sua existência turbulenta e repleta de disabores? Nada seria mais tolo que isso! A morte não é privilégio e nem mesmo libertação, mas sim o que diz exatamente o fragmento de texto retirado das Escrituras Sagradas, a bíblia, e transcrito acima. Sem meio-termo ou subterfúgios, o texto bíblico de Romanos 6 versículo 23 diz o que exatamente diz ___Os homens morrem porque a isso ficaram sujeitos desde o drama que se desenrolou no jardim do Éden e que já foi mencionado, ainda que sucintamente, em outra parte deste livro. Mas como pode ser isso? Como pode alguém cometer um crime e toda a sua geração ser culpada junto com o criminoso? Não duvide: Se alguém comete um crime, ainda que sua descendência não seja culpada na prática junto com este, contudo será referenciada como aqueles que vieram do fulano de tal que praticou certo delito. Assim, de certa forma, a descendência acaba levando a culpa do antepassado ou do parente criminoso. Em se tratando do “crime” cometido por “Adão e Eva”, de quem somos todos descendentes, a coisa muda completamente de figura e toma um rumo totalmente diferente ainda que muito parecido com o representado na rústica ilustração imediatamente acima. Porem eu não vou aqui entrar em pormenores ___quem sabe numa outra oportunidade ___deixando a todos e a qualquer que se interesse buscar as razões e os significados das coisas, pois tentar explicações muitos já o fizeram e pretender ser mais um ou querer ir além, não é o que gostaria jamais. De fato, a “pretensão” aqui, reconheço, é promover o pensamento e levar aqueles que tiverem acesso a esses escritos a um lugar muito além daquilo que lhes pareça comum e natural. Quero que todos se descubram como realmente são ___Cativos, cuja liberdade jamais será alcançada por meros meios físicos ou batalhas humanas!

Se viver como cativos é o estigma de todos os homens e morrer, a sua sina cruel, então o que há de importância em vir-se ao mundo e engendrar pelejas para que este se torne um “lugar melhor’? Esta, convenhamos, é uma boa pergunta. Porém, como viver de indagações é o mesmo que ser escravo da curiosidade; servo do desejo de saber, esta se torna mais uma das grandes perguntas que têm incomodado a mente dos homens através das Eras e não serei quem enfim vá respondê-la à atura de sua importância.

Com o enfileirar dos questionamentos que nos oprimem, e arrastados pelos desejos que nos consomem, decerto prosseguiremos em girar dentro de um círculo limítrofe onde aquele que parte, deixa ao recém-chegado a incumbência de prosseguir naquilo que começou em algum lugar no distante tempo dos homens sobre a terra ___Perguntar e desejar. E o lucro? Bem, esse redunda apenas naquilo que realmente é: Apenas perguntas e desejos. Por quê? Ora, porque ainda que tenhamos nossas perguntas respondidas, as respostas gerarão novos questionamentos, e ainda que todos os nossos desejos sejam satisfeitos, estes geraram outros. Querem um exemplo? Conclua que alguém lhe dê uma resposta que o convença do motivo pelo qual estamos aqui. Por acaso não quererá saber de onde foi que aquele alguém tirou resposta tão convincente? E ainda, imagine que seu desejo de ficar rico de uma hora para outra se concretize. Por acaso não passará a desejar que aquela vida de rico jamais acabe, ou que gostaria de viver eternamente para desfrutar da plenitude daquilo que muito desejou? E assim somos realmente escravos, repito. A liberdade do ponto de vista dos homens é um desejo impossível de concretizar, e ainda que se concretize, produzirá o medo de que um dia venha acabar. Assim sendo, sai-se de um pesadelo a outro e os anseios não têm fim.

Se voltarmos ao início do que se conhece do surgimento do homem sobre a terra, encontraremos, ao fim do drama a se desenrolar no jardim do Éden, uma boa explicação para as angustias sofridas pelos homens ao longo de sua vida. Chama-nos a atenção esse fragmento de texto: “Porquanto deste ouvido à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também te produzirão; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”. Gênesis 3:17-19
Apropriadamente este trecho das Escrituras Sagradas retrata de forma muito objetiva o tipo e a origem das dores da humanidade. Assim, adquirir a peso de dores; e ajuntar  haveres à custa daquilo que poderia ser o mais almejado por cada um de nós ___paz interior ___nos é imposto e está longe de ser uma escolha como a princípio talvez pudéssemos imaginar.  Mas, diante de um quadro dessa natureza, quando aquele que dá a sentença é o próprio Criador do homem, sem dúvida alguma surgirá alguém para atribuir a Deus a culpa, então, por todos os males sofridos pelos homens. O que se pode fazer quanto a isso? Não se julgam os homens “livres” para fazerem e pensarem o que bem entenderem?  Então que pensem e digam o que quiserem! Contudo não se esqueçam de que, ainda que tenhamos aquilo que se chame de Livre-arbítrio ou liberdade para escolher ir em que direção melhor nos parecer, somos escravos do mal em nossa natureza. Ainda que queiramos praticar aquilo que é correto, o mal sempre estará lá a nos perseguir e induzir-nos ao erro. Assim sendo, se alguém quiser atribuir crueldade ao Criador em nos tratar de acordo com a justiça, mais culpados então nos tornamos por nossos desacertos. Enfim, a moral da história aqui é: O pagamento em troca de qualquer ação praticada é, e sempre será à altura do valor merecido. Nada há que não tenha seu preço e seu valor. Ainda que  nos pareça ser alto demais o preço que nos é requerido por qualquer ação, não nos resta alternativa senão acatar e pagar. Afinal, é apenas mais punhado na medida do escravo.


 Geraldo Ribeiro Filho





sábado, 26 de abril de 2014

Cativeiro e Liberdade

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Parte III

 “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. João 8:36


Geraldo Ribeiro Filho


Embora orbitemos em torno de um “sonho de liberdade”, não cabe a nós libertar-nos a nós mesmo. O fragmento de texto bíblico acima diz isso. De fato vemos a libertação como algo obliquo, quando na verdade ser livre tem uma abrangência que vai muito além do que aparentemente vemos. Então a liberdade existe? Sim, embora do ponto de vista meramente humano seja apenas uma utopia. O que quer dizer? Bem, nós vemos apenas o que vemos, mas há muito mais que ser visto e o que está além é o que realmente contém substância e, portanto, é verdadeiro.

Vivendo de limitações, presos ao tempo e este, inexorável que é, não nos permite galgar todos os degraus que gostaríamos. Assim, chegamos e saímos sem que possamos ser ou ter aquilo que gostaríamos. E, eu diria, esta é das piores torturas infligidas aos homens durante a sua existência de cativeiro. Como um exator implacável, o Tempo chama-nos a seguir o seu curso, mas impossível que é, o resultado redunda em sofrimentos e anseios que fazem doer a alma. Há o que fazer diante disso? Ora, onde já se viu um escravo decidir sobre o que fazer, senão que deve seguir o correr das coisas e obedecer a seu senhor, cumprindo todas as tarefas que lhe são designadas? Desse modo sua vontade é apenas algo a mais no conjunto de seus Sentidos sobre o que não há domínio. 

De escravos do tempo damos um salto à escravidão do estigma da morte. À espreita, esta inimiga implacável, sorrateira pode atacar ao próximo passo e ainda assim nos apressamos na jornada, ansiando pelo amanhã que ___imaginamos ___trará algo melhor; quem sabe a tão sonhada libertação: financeira, do patrão; dos pais; da doença que aflige...? O rosário de desejos, anseios e sonhos não tem fim e por causa de uns nos tornamos escravos de outros e por ai vai. Não duvide! Somos prisioneiros e quando achamos que fomos soltos, o que se fez foi apenas a transferência de um cárcere para outro. Acreditem, e que fiquem cientes os desavisados cujo ímpeto suicida os coloca cara a cara com a morte na sua ânsia por alívio: Nem a morte pode ser a libertação, haja vista nos lançar no cativeiro da sepultura donde sair, só por um milagre!

Felizmente para os tem fé genuína, um “tipo” de Libertação paira sobre sua alma e o faz tranqüilo diante de situações desesperadoras. Porém, não se enganem, não falo do tipo de “fé” que hoje superlotam as “igrejas”, mas daquela “Fé” cuja força e certeza levaram homens e mulheres do passado distante a realizarem atos que atravessaram a história e chegaram até nossos dias e que, não duvidem, perdurará pelo futuro até muito distante. Sobre a fé daqueles, saibam que o poder foi além dos limites da compreensão e talvez por isso, ao nos compararmos com eles, julguemos serem eles melhores do que nós e, portanto, o fato de conseguirem ir tão longe, para não dizer ao extremo em suas demonstrações de crença. Contudo saibam que aqueles em nada eram melhores que nós em matéria de humanidade e imperfeições. Eles padeciam das mesmas ansiedades que nós e viviam sob as mesmas condições de tentações e duvidas, sendo eles, como nós mesmos, cativos de seus medos e buscas incessantes. Sendo feitos do mesmo “barro” que nós, aqueles sem dúvida passaram por dificuldades e provas talvez até mais duras que as que sofremos devido às condições materiais em que viviam e da distancia em que se achavam do avanço tecnológico. Mas o que isso tem a ver com a fé? Acredite, tem muito a ver. Naqueles dias, ficar sabendo de algo era passível de levar dias ou até meses. Hoje, têm-se as novidades ao vivo e no momento em que estão acontecendo. Quando naquele tempo a Palavra de Deus era levada por boca ou por carta, hoje esta viaja via satélite e chega em questões de segundos aos ouvidos de todas as nações. Entretanto, está aí outro pormenor em que não quero me deter, mas deixar que as conclusões se tirem por si, aqueles que o desejarem ou julgarem ser importante.

No que tange achar a libertação promovida pela Fé, é necessário que se empenhe na busca por esta tanto quanto se empenha, ou mais, na busca instigada por anseios fúteis e passageiros. Privilegiada em oposição a qualquer bem que se possa alcançar ou desejar, a genuína Fé conduz-no ao estado de ser capaz de permanecer inabalável na esperança daquilo que não se pode provar pela ciência natural. Certo de que aquilo que se não vê está lá, ainda que não possa ser visto. Foi firmado nesse tipo de Fé que aqueles notáveis do passado puderam, ainda que peregrinos e forasteiros em terra que não era sua, seguir adiante na esperança de sua libertação. Contudo, podiam dizerem-se livres porque ainda que peregrinos e forasteiros em terra estranha, tinham bem firmes a certeza de uma “Pátria” futura, Pátria da qual poderiam dizer realmente suas. De fato, eram livres na mente por terem a esperança promovida pela Fé.

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Cativeiro e Liberdade

Continuação:

 “Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus”. Romanos 8: 21

Parte II

Mas alguém diria: “Que enxurrada de asneiras e maluquices é essa? Bem, que sejam “livres” para pensar o que quiserem, todavia não se esquecem que ser escravos de questionamentos é algo que tem feito parte da jornada de todos nós nesta vida. É, somos escravos na mente e no corpo. Quando soltamos pensamentos que parecem nos fazer voar, de fato estamos tentando sair de um cativeiro que nos oprime e que nós, ainda que de certa forma inconsciente, julgamos ser uma maneira de sermos livres. De fato não há liberdade! Não nesta vida, e por isso levantamos hipóteses de que, quem sabe, esta espere por nós além do dia em que partirmos definitivamente do plano dos viventes. Tomara! Compartilho desse mesmo sentimento e espero que haja um lugar onde cada homem possa ser completo em toda a sua essência e viva realmente a liberdade com que tanto sonha. Mas, haja vista não haver quem voltasse para relatar algo que nos faça cientes do que será depois, continuamos como cativos das dúvidas, dos medos aterrorizantes, castigados pela incerteza do será após o fechar das cortinas tendo sido consumado o último Ato. O que podemos fazer à respeito?  Eu digo. Resta-nos exercitar a Esperança e darmo-nos como escravos desta que torna a vida um tanto quanto mais leve, capacitando-nos a ir em frente. Pelo menos no que diz ser senhora, a Esperança dá certo refrigério aos tormentos que nos consomem dia-a-dia, para os quais inventamos e reinventamos maneiras de evitar, não sendo possível haja vista haver em nós combustível que  alimenta  a sua fonte incessantemente.  Como assim? Perceba que não há como viver sem que haja formas de sustentar aquilo que mantém a chama desse mistério ___ a Vida ___acessa dentro de cada um de nós.  Assim sendo, seguimos rituais que, antes de serem aprendidos de nossos antepassados ou atos impressos pela natureza, são nossa maneira de “cultuar” à vida com o que podemos chamar de oferendas que a mantém acesa; presente em nós e não deixe-nos. Por isso, por termos a ciência de que a Vida precisa de ações específicas de nossa parte para que sua chama não se apague é que não nos importamos, embora às vezes lamuriemos bastante, de nos entregarmos ao sol e à chuva para irmos atrás daquilo de que precisamos para viver. Julgaria você ser isso algo natural? Pode até parecer sim, mas eu digo que não é! Por quê? Para os que acreditam nas “Escrituras Sagradas” dos cristãos, vamos retornar algum tempo na história e falar um pouco sobre aquilo que ___se crê ___lançou as bases para a carceragem em que foi trancada toda humanidade. No livro de Gênesis, ou livro dos inícios, lê-se que houve um momento na história dos homens em que um episódio em especial marcou o começo das calamidades as quase sofrem os humanos ao longo de sua existência no mundo. Sei que muitos não acreditam no relato, mas mesmo assim atrevo-me a mencioná-lo aqui para que vejam por si mesmos que, embora talvez não sendo daqueles que acreditam, faz todo sentido aquilo que se subtende da escritura. ___Para os que quiserem saber, o relato se acha no livro de Gênesis capítulo 3 do versículo 1, indo até o versículo 23. ___Um drama se desenrola no lugar que a bíblia chama de jardim do Éden. Os atores da peça, onde Deus obriga-se a crítico e juiz do desempenho final de cada um, são Adão, sua mulher Eva e a serpente, esta última a vilã da história, que inicia um debate sobre o que estaria por trás das palavras ditas por Deus  ___”no dia em que dela comerdes certamente morrerás” ___e acaba levando o casal àquilo que, acredita-se, trouxe todos os males em que a humanidade se encontra atolada. Seria absurdo crer que de algo supostamente ocorrido a milênios advém as amarguras e dores dos homens e, por conseguinte, o seu  inexorável cativeiro? Acreditem se quiser. Eu, porém, acredito e estou certo de que faz todo sentido as palavras escritas naquela parte das escrituras sagradas à respeito desse assunto. Contudo não quero me deter em questões e conclusões cujo direito de refutar ou não, está nas mãos de outrem, entretanto achar que “direito” é algo subjetivo como o é a “liberdade” que se diz possuir.  Por isso vamos em frente e continuemos para o objetivo destas linhas amontoadas uma sobre as outras, que não são mais que os impulsos desordenados de uma mente que, cativa de uma multidão de pensamentos e conclusões, deseja expor o interior confuso das muitas idéias ao redor das quais, como planetas miúdos, orbitamos, procurando um lugar que seja nosso e que realmente nos dê sentido.


Continua...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cativeiro e Liberdade


“Se existe alguma distinção entre os dois extremos __Cativeiro e Liberdade__ tal é tão ínfima que se faz imperceptível”.  Geraldo R filho
Parte I

Por seus ideais de liberdade, homens de todas as nações e épocas travaram as mais ferrenhas batalhas, derramaram sangue, tiveram seu sangue derramado, e incontáveis outros deram suas vidas pela pregação da utopia particular de alguém que soube traduzir em palavras eloqüentes e cativantes, algo que parecia ser grandioso e finalmente a salvação dos homens  ___“O sonho da Liberdade”!

Não é obscuro a ninguém que todas as fronteiras do mundo foram forjadas à base do aço que retinia nas ferrenhas batalhas e que as nações foram concebidas sob as mais terríveis dores, tendo os seus alicerces sobre o sangue daqueles que morreram para que fosse fundada.  Pelo sonho da liberdade os homens davam-se aos braços da morte onde o ganho, segundo aqueles que os instigavam na peleja, era um mundo livre para seus filhos e netos. Enfim, seus descendentes depois deles, e por isso eram imolados sobre o altar de um “futuro” que não seria deles, mas de outros.  Quão sensata era tal filosofia e quão nobre era esse pensamento? Se estivessem vivos para ver o resultado de suas lutas, concluiriam que a liberdade do ponto de vista concebido pelos homens não vai alem do que já foi escrito acima ___uma mera utopia.  Por quê? Passaremos a entender nas linhas que se seguem.

O que se entende por Liberdade ou, antes, o que significa ser livre? Isso é algo difícil de definir. Contudo, ao entendermos a que nos leva o suposto sentimento de liberdade, então descobriremos que enquanto o homem for carne, jamais será um Ser livre.

Para começo de conversa, todos nós somos escravos de desejos, muitos deles impróprios, contra os quais vivemos em uma batalha épica e em um sem número de vezes fomos suplantados, vencidos por eles e acabamos no cativeiro da culpa e na prisão do remorso. Até ai tudo bem, pelo menos aparentemente. Em determinados casos um pedido de perdão sincero, motivado por um arrependimento genuíno pode sanar o problema e nos libertar. Porém, acabamos aqui por nos tornar escravos de um compromisso gerado pelo ato da confissão, que por sua vez é como a assinatura de um documento que diz: não vamos mais passar por aquele caminho que nos levaram até àquele ponto de nossa vida. Vê como é uma sucessão de prisões, ainda que com nomes e condições diferentes? Ufh! Então estamos irremediavelmente perdidos? No que depender única e exclusivamente de nós, é provável que não haja cura. Mas, vamos esperar para ver. Continuemos em frente. Quem sabe não acharemos uma brecha pela qual escapar? Mas continuemos do ponto em que começamos ___as guerras pela liberdade e independência.

Quando falamos em liberdade e independência, logo nos vêm à mente algo do tipo que aprendemos nos livros escolares de histórias ou outros. Porém, o desejo de liberdade transcende as histórias das várias nações do mundo e vai além da esfera didática.  O sonho de liberdade ___pode-se dizer ___é, ainda que inconscientemente o objetivo de cada homem sobre esse vasto mundo, quiçá é um mundo a conquistar por cada homem em particular, quer seja pequeno ou do tamanho do impossível. De fato, todos nos estamos imbuídos nessa luta que, não duvide, durará até o último hálito de vida de todos nós.  

Pela liberdade os homens mataram e morreram e, os que morreram como todo e qualquer que morre, tornaram-se prisioneiros da sepultura e cativos da morte. Na sua luta criaram nações e estabeleceram fronteiras e, por conseguinte, constituíram uma prisão, ficando sujeitos a limites de territórios que para ser transposto necessário se faz que esteja de posse de um documento que lhes  permita ir e vir. Assim, além de ser cativo de um limite territorial, é escravo de uma norma que só o faz livre para ir e vir se estiver sujeito às normas que determinado documento regulamenta quanto a sair e entrar pelas fronteiras que estabeleceram. Sem poder escapar, não do ponto de vista humano, onde quer que o homem vá, faça o que fizer, continuará um escravo; um prisioneiro em toda e qualquer instância que puder imaginar. Por viver de necessidade, o homem é cativo de possuir. Ao adquirir, é se faz cativo daquele de quem adquiriu que por sua vez é prisioneiro do adquirente e assim a lista se estende aos limites da concepção daquilo de que se precisa ou que mesmo se julgue necessitar na sobrevivência diária. Parece desesperador?  Pode ser que sim, mas se tomássemos consciência de quem realmente somos; de que, seja em que direção olhar, não há liberdade real e verdadeira, talvez assim começássemos a forjar a liberdade com que muitos sonharam e pela qual morreram e ainda morrem.

Do ponto de vista co-relacional, os homens se escravizam por contratos de varias naturezas que chegam, alguns, a durarem uma vida inteira e isso pela suposta “liberdade” de poder decidir pelo que é bom para si mesmo. No âmbito da família não é raro o filho se rebelar contra os pais porque quer ser livre das normas que regem a família ___ironicamente uma forma de "cativância" ___e acaba por enveredar-se por caminhos que julga ser de libertação, mas que acabam por levá-lo a outras formas de cativeiro, na maioria das vezes cruéis e assassinas, dando-se severamente mal.

Continua...



Com o que posso contribuir?

"Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas". Isaías 43:18



Sem sombra de qualquer equívoco todos nós temos coisas que lembrar, óbvio, mas dessas coisas muitas gostaríamos de esquecer, de apagar da memória; transformá-las em um branco suave e pacífico ou quem sabe, para os mais radicais, converter tudo em um buraco escuro onde pudéssemos lançar todas as demais recordações ruins que se acumulassem vida afora. Mas, infelizmente não fomos feitos com um botão de Liga/Desliga pelo qual tivéssemos o controle de situações pelas quais jamais gostaríamos de passar ou recordar. Por outro lado, considerando quão contumazes e rebeldes somos em determinados pontos de nossa existência, sermos capazes de lembrar, por certa "ironia" mais as coisas ruins que as boas, nos dá a oportunidade de regeneração; de fazermos mudanças e acertar nos pontos em que fomos mal sucedidos. Assim sendo lembrar, antes de ser uma "maldição" por assim dizer, é uma dádiva nos concedida pela Providência Divina com o intuito de, além de nos fazer únicos entre todas as criaturas vivas, dar-nos o privilégio de ter um "Mestre" por tempo integral a nosso lado nos apontando onde foi que nos perdemos. As recordações, ainda que ruins, são elos que nos ligam às grandes lições e que nos fazem caminhar em direção a coisas novas, atitudes melhores e melhores pensamentos. Saber que Deus é o nosso ajudador e quem nos quer no caminho do bem, é o que deve nos fazer debruçar sobre as lições aprendidas e decidir-nos por aquilo que é direito e que traz benefícios duradouros tanto para nós quanto para os que estão ao nosso redor, que vivem, ou convivem conosco no dia-a-dia. Haverá tempos melhores? No que depender de Deus ah isso haverá! "... segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, onde há de morar a justiça". (2 Pedro 3: 13) Mas, e no que depende de nós? O que estamos dispostos a fazer em contribuição com esta tão grande obra que o Criador fará em benefício de toda a sua Criação, inclusive nós? ___Fica a pergunta... 


Geraldo Ribeiro Filho.













terça-feira, 22 de abril de 2014

Para refletir




"Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera'. Efésios 3:20


De acordo com o texto biblico acima, não importa o que você peça; Deus é capaz de realizar o feito condizente, muito alem da proporção que possa conceber em seu pensamento. Assim sendo, Qualquer que seja a sua ansiedade, apresente-a ao criador com a certeza de que ele é poderoso para lhe socorrer com uma eficácia tal que vai muito alem dos limites do impossível!

domingo, 20 de abril de 2014

Amor Pleno e Incodicional





Para começar esta segunda parte da postagem sobre "Amar o próximo como a nós mesmos", quero começar com uma análise, ainda que bastante superficial, sobre o que significa o "Amor" cantado nos versos das canções que soam aos nossos ouvidos diariamente quer através do rádio, da mídia gravada ou televisionada. Canta-se o amor __como o elo que une um homem e uma mulher e o que uso aqui a título de exemplo para que entendamos o que significa o Amor para muitos e como é "Transmitido" às massas __fazendo deste algo carregado de sentido sexual. Em outras palavras, o que se canta nas canções, talvez, na maioria dos casos, não seja o "amor" no sentido perfeito da palavra, mas o ato da relação sexual entre os casais. Contudo, não  não é nisso que quero me deter, mas sim no que envolve amar, e amar de verdade, com um amor puro e genuíno, "O amor de Deus"!  João 5:42

Como amor pleno, genuíno e incondicional, entende-se aquele descrito pelo apóstolo Paulo em sua primeira carta aos cristãos residentes na cidade de Corinto, no capítulo 13, do versículo 1 ao 7. Poética e divinamente o apóstolo aqui descreve esse tão sublime sentimento que se praticado, no sentido em que é apresentado, os homens já não mais se odiarão nem se matarão entre si. Disse Paulo: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta".


 Esse é o amor genuíno e verdadeiro. Quando se diz que "o amor é sofredor", aqui entendemos que ele trás consigo a qualidade do perdão. (Lucas 23:34) O verdadeiro amor vê as possibilidade antes que as impossibilidades. Percebe que mudanças podem ocorrer e que perdoar é a melhor escolha diante da ofensa. Jesus viu isso naqueles que o condenaram à morte e por isso pediu a Deus, ao Pai, que os perdoasse. Sendo que "o amor não é invejoso",  este folga com o sucesso do outro. Não reivindica secretamente as bem-aventuranças alheias. Por não ser "leviano" o amor dá-nos a capacidade de sermos transparentes. Por ele podemos dizer que somos, na inteireza e não apenas em parte, aquilo em que se pode traduzir as nossas palavras. (Salmos 15: 2) Por último, pode-se dizer que as palavras do versículo 7 é chave de todo o texto de que estamos falando. "Tudo sofre" __destaca a qualidade daquele que é longânime. Aquele que aqui se enquadra tem consigo a capacidade passar pelas adversidades ou fraquezas alheias sem a perca de tempo na busca por culpados, certos ou errados na questão. "Tudo crê" __as possibilidades são coisas palpáveis e não apenas hipóteses. "Tudo espera" __àquele que detém o amor no teor aqui descrito  não se precipita, mas tem a esperança por âncora segura e firme, que mantem o seu "barco" bem atracado na certeza daquilo em que acredita vai acontecer."Tudo suporta" __neste ponto, o amor verdadeiro nos dá a capacidade da contenção, fazendo com que jamais pensemos, ou sequer cogitemos um revide diante de uma afronta, ofensa, ou mesmo algo que possa deixar marcas profundas em nossos sentimentos. Esse é o amor no sentido mais pleno do termo! Portanto, aprendamo-lo e pratiquemo-lo todos os dias e façamos os nossos dias melhores, como também os dias de nosso próximo!


Considerando:  

Talvez não tenha sido profundo ou claro na medida em que o assunto merece, mas sei qual a intenção que aqui apliquei. Àquele que talvez considerar assim, rogo que pesquise e aprenda por si mesmo a grandeza de tão sublime tema.








sábado, 19 de abril de 2014

Vida e aprendizado





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"Vivendo e aprendendo". Por quantas vezes já não ouvimos ou dissemos essas palavras? Garanto que não saberíamos responder com certeza, mas com certeza as dissemos uma vez ou outra diante de algum evento novo que nos tenha surpreendido. Contudo, quanto de substância, ou quão verdadeiras nos soam estas? Por mais uma vez posso dizer que não teríamos certeza quanto a isso. O que sei, e que sem sombra de dúvida você nisso também pode apostar, é que ao longo de nossa história mais parecemos desaprender que aprender alguma coisa que realmente seja substancial e benéfico tanto a nós quanto ao nosso semelhante. É terrível que à esta altura da existência humana sobre a terra, com todo o avanço e desenvolvimento nas áreas de tecnologia e conhecimento, ainda ferimo-nos uns aos outros, mesmo tirando a vida ao nosso próximo. Então, estamos realmente "vivendo e aprendendo"? Isso merece um redundante ____Não! Não estamos aprendendo. Se é que os homens de hoje tiveram como antepassados aqueles que habitaram cavernas eu diria que, embora tenham se desenvolvido em certos aspectos, quanto à convivência entre si ainda são homens das cavernas que digladiam-se pela presa. Pergunto: Por que entre tudo o que dissemos ter aprendido, não aprendemos o mais importante ___AMAR O PRÓXIMO COMO NOS AMAMOS A NÓS MESMOS? ____Lamentavelmente isso ainda está um pouco longe de nossa realidade, mas não nos é impossível. Com a surpreendente capacidade que temos de assimilar o conhecimento, podemos aprender a amar. Exemplo nós temos. Jesus Cristo, o filho de Deus é esse exemplo e o maior que já existiu e viveu sobre a terra. Ele, que no momento de seu suplício na cruz soube perdoar a seus executores, (Lucas 23:34) deixou-nos o exemplo para que pudéssemos seguir de perto. "Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas". 1 Pedro 2:21 


O que nos custa amar? Deveras envolve sacrifícios e dai deriva-se a nossa dificuldade em desenvolver essa tão sublime qualidade na forma mais perfeita e plena da palavra. Na próxima postagem falei sobre os sacrifícios envolvidos no desenvolvimento e exercício do Amor Pleno e Incondicional.



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Vida

"A fragilidade e duração da vida não é mais que a simples chama de uma vela"

Ribeiro Filho

terça-feira, 15 de abril de 2014

ELEIÇÕES...





Todos os homens nesta vida que Deus graciosamente lhes deu, tem a possibilidade de escolher e seguir por caminhos que melhor lhes convierem. Seja boa ou ruim, ou, qualquer que for a escolha, suas consequências serão medidas e/ou sentidas durante um longo período de tempo, senão por toda a vida, diga-se de passagem. Considere aquele que escolheu resolver um pendência entre si e o seu semelhante antes que procurar a justiça para isso. No seu afã de ser recompensado à altura, ele feriu, ou até mesmo tirou a vida de seu próximo. Porém, apanhado e julgado este recebe a paga de seu ato sendo condenado. Assim, sofre a consequência de sua afoita e mal pensada escolha. Posso parecer um tanto quanto drástico ao usar tal ilustração, mas o que seria mais drástico que pôr nosso destino nas mãos de quem não conhecemos ou com quem sequer trocamos um "dedo de prosa"? E é o que fazemos quando escolhemos alguém para nos governar. Ao tomarmos a decisão de que tal nome ___pois é o que na maioria das vezes fazemos ao votar, escolhendo um nome e não uma pessoa no sentido pleno da palavra ____ é bom o suficiente para receber o nosso voto e assim tomar nosso destino em suas mãos. "Mas o bom não nasce com uma estrela na testa". É o velho bordão que usamos para justificar ___me desculpem ____a nossa burrice. Sim, porém, é justo que assim se diga, mas não seja esse o caso. ainda que a bondade não seja caracterizada por uma estrela na testa desse ou daquele, contudo temos o poder pesquisar e saber de que semente é a árvore da qual vamos arriscar em comer o fruto. Com justiça uso aqui as palavras do grande mestre Jesus Cristo que diz: "Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore". Mateus 12:33 . Quão sábias são estas palavras! Seu significado? Significam o que significam, ora essa! Mas, para fim de conversa, entenda que não se pode colher amoras de um pimenteiro. Enfim. Estamos às raias das eleições do ano de 2014. O que vamos fazer? É a grande questão. Deixaremos de ir às Urnas apenas porque não vale a pena? Não! Esse não é o melhor caminho. O melhor caminho é ir em busca de quem realmente tenha algo a oferecer. Não uma paga monetária pelo seu voto, que fique claro, mas algo que trará beneficio coletivo e duradouro. Encontre alguém que mereça sua confiança e apresente substância e não apenas promessas vazias!

Ribeiro filho.

Comunicação da Palavra: Pense...

Comunicação da Palavra: Pense...: "Aquele que diz: ___Não sou feliz ___talvez precise ser apresentado ao sofrimento". Ribeiro filho

Pense...

"Aquele que diz: ___Não sou feliz ___talvez precise ser apresentado ao sofrimento".

Ribeiro filho

Para Pensar...

"Há
coisas que vão e voltam. Jamais a infância perdida, o vigor da juventude, o tempo".

Ribeiro Filho