Continuação...
Parte VI
“Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se
também servo”. 2 Pedro 2:19
Geraldo Ribeiro Filho
Certo é que
tendo o Mal como uma força que não descansa, mas que noite e dia peleja contra qualquer
centelha do Bem que talvez haja em nós, vivemos então entre dois extremos onde
mais fácil é ceder ao Mal que ao Bem e, desse modo, sendo que o Mal é uma força
que induz de maneira sedutora apresentando o erro como algo de rápida satisfação,
então cedemos. Mas, e o Bem? Por que este não se esforça contra o Mal e lute
por sobrepujá-lo nessa guerra que parece sem fim e onde o alvo sempre será um
ser humano aparentemente sem chances? Está ai mais uma boa pergunta, que merece
uma boa resposta. Haja vista ser fruto de uma ação voluntaria fazer o que é
correto, o Bem, aqui neste Tratado sobre “a escravidão humana”, não aparecerá
como o fruto de algo imposto e, portanto, o único lado da história dos homens
que não lhe é imposto. Assim sendo, visto que fazer o bem requer entrega voluntária
em prol do benefício, aparentemente, de
outro e não de nós mesmos, então melhor se torna escolher a direção oposta já
que por ali o beneficiado direto seremos nós mesmos e não o semelhante. Daí
tornamo-nos escravos de um dos muitos filhos do Mal: O Egoísmo!
Como algo que aos nossos olhos é visto como o caminho mais
curto para se conseguir qualquer coisa, agir erradamente foi no início dos
homens e será até não sei quando, a escolha de todos nós para alcançarmos
aquilo que a nós produz satisfação, ainda que passageira, mesmo que para isso
desprezemos princípios de justiça, lealdade e por ai vai.
Como descendentes de “Adão e Eva", primeiras pessoas a
habitarem a terra segundo a bíblia, não poderíamos ser diferentes deles que
escolheram um caminho que aparentemente traria algo de bom e que lhes pareceu estar sendo
negado*. Não é assim que agimos ao olhar em volta e ver que alguém prospera e
nos julgamos preteridos mesmo sendo merecedores, a nosso ver, mais do que aquele? E, então, induzidos pelo sentimento de egoísmo e movidos pela inveja somos levados a
trilhar por caminhos escabrosos para também prosperarmos e ter com que peitar o
outro que consideramos menor do que nós mesmos.
(*Ver gênesis
3: 1-5.)

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