Continuação:
VII
Escravos todos
os homens são e não o poderão refutar ainda que tentem. Do vil ao nobre, daquele que vive na sarjeta ao que se assenta no lugar dos ilustres e vice
versa, pesam sobre todos os grilhões do cativeiro. Sobre o que nasce e o que morre,
sobre aquele que vai e sobre aquele que está chegando. Não há distinção e nem o
podem escapar de tal realidade por meras forças ou méritos. Desse cativeiro a
liberdade não se compra por dinheiro, ainda que alguns talvez o possam imaginar
conseguir. Aqui, o de poucos ou nenhum meio se equipara ao abastado e os dois
estão no mesmo prato da balança. Em suma, todos estão sob um mesmo estigma. As
cadeias sob que estamos sujeitos são o legado da desobediência daqueles de quem
somos, segundo a bíblia, descendentes diretos ___ “Adão e Eva” ___assim, como
produtos de uma mesma forma defeituosa, saímos à semelhança daqueles que nos
produziram e, portanto, levarmos em nós, sem exceção, a terrível herança que por
eles nos foi deixada e há apenas uma saída:

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