SER SEGUIDOR DE JESUS ___Qual é a sua motivação?
Certo dia, Jesus, entre
costumeiras e constantes atividades no serviço do Reino de Deus, “... viu um publicano, chamado Levi, assentado na
recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. E ele, deixando tudo, levantou-se e o
seguiu”. (Lucas 5: 27,28)
“... E
ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu”. O que motivou aquele homem,
um publicano, um cobrador de impostos, Levi, mais tarde conhecido como Mateus,
a seguir prontamente o convite de Jesus? Certamente ele ouvira muito sobre
aquele homem que realizava milagres e que maravilhava seus ouvintes, com as palavras cheias de graça que ele proferia.
(Mateus 7: 28,29) Mas, também, talvez tenha sido motivado pelo fato de que Jesus
falara com ele, um homem que era desprezado pelos de sua nação, inclusive pelos
religiosos, (Mateus 9: 10,11) por ser um funcionário a serviço do império
romano, o que lhe trazia má fama, pois muitos naquele serviço extorquia o povo
em beneficio próprio. Mas Jesus agiu de modo diferente! Não somente falou com
ele ____Convidou-o para ser seu seguidor! Que privilégio! E Mateus não teve
duvidas. “... levantou-se e o seguiu”.
Terá Mateus seguido a Jesus, pelo
fato de ele ter lhe dirigida a palavra, pela Oportunidade lhe dada de estar
perto de alguém cuja fama se propagava rapidamente por causa das coisas
maravilhosas que fazia às pessoas necessitadas? ( Lucas 5: 15) O fato é que ele
mostrou prontidão em não somente aceitar o maravilhoso convite, mas também de
levar Jesus consigo até sua casa e oferecendo-lhe um banquete onde seus amigos
puderam também estar. ( Lucas 5: 29-31)
De fato, podemos aqui
considerar variados tipos de motivações que poderiam ter levado Mateus a dar
ouvidos ao convite de Jesus. Estaria
intrigado com a tão grande fama daquele homem simples diante de si e quisesse
constatar por si mesmo se valeria a pena dar-lhe ouvidos? Sentia-se lisonjeado
que um de sua nação viera falar-lhe quando outros o evitava? Não sabemos com
certeza. Mas, como havia muitos que seguiam Jesus por motivos banais ou
maldosos, tiremos nossas conclusões.
Não trabalhem pela comida que se estraga, mas
pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem dará a
vocês. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação".
João 6:27
João 6:27
Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio
estavam procurando um depoimento falso contra Jesus, para que pudessem
condená-lo à morte.
Finalmente se apresentaram duas
Mateus 26:59
Finalmente se apresentaram duas
Mateus 26:59
Contudo não podemos deixar de
elogiar a atitude de Levi em deixar tudo e seguir a Jesus, fosse qual fosse sua
motivação naquele momento em que fora convidado. O fato é que se tornou integrante
do grupo daqueles que tiveram a oportunidade de continuar a obra de
evangelização iniciada por Cristo, quando este já não estava na terra, mas
voltara para o céu.
Considerando desse ponto de
vista a nossa própria condição de seguidor de Cristo, perguntamos ____Qual a
motivação que nos levou a isso? Por que estamos proclamando a qualquer que nos
pergunte acerca de nossas crenças que somos “servos do Senhor”? Muitos são os
motivos que possam nos ter conduzido a Jesus, e na sua grande maioria são
motivos legítimos e louváveis. Mas, infelizmente não podemos negar que a
exemplo dos dias de Jesus na terra, pode ser que haja alguns hoje que seguem a
Jesus pensando benefícios e satisfações passageiros.
E, achando-o no outro
lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui?
Jesus respondeu-lhes e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.
Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.
João 6:25-27
Jesus respondeu-lhes e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.
Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.
João 6:25-27
Perguntemos: O que eu posso dar pra Jesus?
Quando decidimos ser seguidor
de Cristo; quando reconhecemos a Jesus como único e suficiente Salvador, éramos
como um náufrago que no meio do oceano, esperava pela mão salvadora de algum
tipo de agente resgatador. Mas, e após isso? E depois de sermos salvos e
estarmos em segurança? Na segurança e aconchego de um lugar quentinho,
tranquilo e acolhedor ____Os braços de Deus, é possível que nos esqueçamos de
que todo seguidor de Jesus, foi chamado para ser “pescador de homens”!____ Fomos motivados pela
esperança da salvação? Pela provisão do resgate pago por Cristo em nosso
beneficio ao erguermos nossas mãos num sinal de que estávamos lá, morrendo
afogados por nossas culpas? Mas há outros naufragando num mar escuro de pecados
e distantes do Criador. O que vamos fazer?
Como consequência da morte
Vicária de Jesus Cristo na cruz e sua ressurreição dentre os mortos, alcançamos
o perdão de nossos pecados; reconciliação com Deus, e podemos ter por certa a
esperança da salvação e ressurreição dentre os mortos.
“Porque
se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho,
muito mais, seremos salvos pela sua vida”. (romanos 5: 10)
“E tudo
isto provem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos
deu o ministério da reconciliação; isto é, Deus estava em Cristo reconciliando
consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da
reconciliação”. ( 2 Coríntios 5: 18,19)
Ao erguer as nossas mãos e
aceitarmos a Jesus como Salvador, passamos à condição de discípulos Seus. E,
como discípulos, devemos estar aos seus pés recebendo seus ensinamentos e sendo
treinados para a “boa milícia da fé”. ( 1 Timóteo 6: 12) Contudo, não podemos
ficar apenas sentados a aprender. Ficaríamos sentados em uma farta mesa apenas a
comer sem intervalos entre os períodos de digestão? De forma alguma há
possibilidade de que isso seja feito! O mínimo que conseguíramos de algo tão
inconsequente, seria ficarmos enfastiados, a passar mal, e irremediavelmente
abandonaríamos a mesa, enojados. Infelizmente, essa ilustração pode ser
aplicada àqueles que passam suas vidas assentados em uma confortável cadeira no
templo em que frequenta, “enfastiado de se alimentar”, mas não vai em busca de
outros para participarem daquelas delícias ____e há uns que já tem “cadeira cativa”.
Se não se sentar na mesma cadeira em que está acostumado, fica incomodado. Será
que já não passa da hora de sermos “discípulos” e agora sermos “apóstolos” do
Mestre?
A inércia é das condições mais
perigosas para qualquer que se professe seguidor de Jesus. Para compreendermos
esses perigos, usemos como comparação uma máquina de uso frequente e que de uma
hora para outra, sem manutenção, é abandonada sob as intempéries. O que vai acontecer com ela? Em pouco tempo
não servirá mais pra nada e será descartada de vez.
Todo ramo que, estando em
mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais
fruto ainda.
João 15:2
João 15:2
O que podemos concluir das
ilustrações acima é que, por estarmos sentados confortavelmente ou inertes,
pode ocorrer que essas duas condições cause que fiquemos primeiro, dentro de um
círculo “fastidioso” que passamos considerar enjoativo e “abandonamos a mesa”
____deixamos a Igreja. Segundo, ficamos desgastados pelo tempo fazendo apenas a
mesma coisa, ou seja, ir e vir dos cultos, e sem passar dai, acabamos fatigados
espiritualmente e abandonamos a carreira ____deixamos a Igreja. Note que os
perigos são os mesmos, não obstantes situações diferentes.
SER TREINADO COM AS PALAVRAS
DA VIDA ETERNA! João 6: 68
Se tornando
um discípulo
Ao recebermos a instrução do
Senhor, mediante a sua Palavra registrada na bíblia, estaremos sendo instruídos
“para toda boa obra”. ( 2 Timóteo 3: 16,16)
É na palavra de Deus, que suas
promessas se revelam. É pela palavra de Deus, que podemos divisar o mundo
vindouro onde há de habitar a justiça. ( 2 Pedro 3: 13)
É pela Palavra de Deus que nos
tornamos limpos para produzir os frutos que se espera de nós, como ramos
enxertados na Videira Verdadeira Jesus Cristo. (João 15: 1-3)
É pela Palavra de Deus que
nossa forma de conduta pode ser modificada. (salmo 119: 9)
Como receber esse treinamento?
Pela leitura constante e
diligente da bíblia. (1 Timóteo 4: 13)
Estudando e meditando
regularmente na palavra de Deus. (Josué 1: 8)
Nos estudos bíblicos
ministrados por aqueles que foram separados pelo Senhor para a obra do
ministério. (efésios 4: 12)
Esse treinamento, nos leva a
outra motivação:
O DISCIPULO ALMEJA SER COMO O
SEU MESTRE! (Lucas 6: 40)
Fazer as obras, como são
feitas pelo seu mestre é o sonho de todo e qualquer discípulo. Mas, os
verdadeiros discípulos de Jesus, são mais do que privilegiados. Ele disse: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele
que crê em mim também fara as obras que eu faço, e fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai”. (João 14: 12)
Que dádiva gloriosa!
Porem, para ser exatamente
igual a seu Mestre, o discípulo tem que estar disposto a ter as mesmas atitudes
que Ele, assumindo a mesma forma de vida que Ele assumiu. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus,
Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas
aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos
homens”;... (filipenses 2: 5-7)
Jesus Cristo negou-se a si
mesmo ao agir do modo citado acima. E, quanto àqueles que querem ser seus
discípulos, ele dá a formula, dizendo: “Se
alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e
irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”.
(Lucas 14: 26) note versículos 27-33.
Mas, apesar de ser assim, de
às vezes ser imposta ao discípulo uma vida de privações e luta para que fique
bem preparado para as dificuldades, o premio é a Vida Eterna! (Mateus 19: 27-29)
Quando decidimos ser, e nos
tornamos seguidores de Jesus, isso deve se tornar um modo de vida e prioridade
para nós. Pois, “Ninguém, que lança mão
do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus”. (Mateus 9: 62)
note os versículos 57-61. Deve haver em nós, uma motivação voluntaria e cheia
de alegria, em deixar; renunciar ao que quer que seja para seguir as pisadas do
Mestre. (Marcos 1: 16-20)
Note
esta passagem bíblica:
“E eis
que, aproximando-se dele um mancebo, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para
conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: porque me chamas bom? Não há bom
senão um só, que é Deus. Se queres, porem, entrar na vida, guarda os
mandamentos... Disse-lhe o mancebo: Tudo isso tenho guardado desde a minha
mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, e
vende tudo o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. E o mancebo, ouvindo esta
palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades”. (Mateus
19: 16-22)
Por esta palavra vemos que ser
discípulo e estar preso ao materialismo não dá certo. “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o
outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a
Mamon”. (Mateus 6: 24)
Percebemos que o ser
discípulo, é algo do coração, algo que se escolhe e ao qual se dedica
inteiramente, numa entrega total cujo único foco é o Mestre a quem se segue.
Nos dias de Jesus havia certas
contradições nesse respeito. O Mestre vivia rodeado de pessoas e em muitas
ocasiões a multidão o apertava. (Marcos 5: 31) “E, onde quer que entrava, ou em cidade ou em aldeias, ou no campo,
apresentavam-se os enfermos nas praças, e rogavam-lhe que os deixasse tocar ao
menos na orla do seu vestido; e todos que lhe tocavam saravam”; (Marcos 6:
56). Porem, muitos não o fazia por Jesus, ou para aprender com seus
ensinamentos. Alguns religiosos viviam a vigiá-lo para apanhá-lo em alguma
transgressão da lei, e assim ter de que o acusar e tirar-lhe a vida. (Marcos 3:
1,2,6) Havia daqueles que queriam ver os
sinais que ele realizava___ as curas milagrosas de cegos, mancos e ressicados,
e a expulsão dos espíritos impuros (João 4: 48; 6: 2) ou apenas por aquilo que
proporcionava uma satisfação passageira. (João 6: 24-26) A motivação daquelas
pessoas era equivocada. E a nossa hoje? Pelo que somos motivados?
Infelizmente muito daquilo que
foi manifestado por algumas pessoas naquela época, se repete em nossos dias.
Pessoas que estão atrás apenas de algo momentâneo, e não de algo
verdadeiramente substancial e duradouro.
“Trabalhai, não pela comida que
perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o filho do
homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou” ____Disse Jesus. (João 6: 27) Esta era a motivação adequada, e
que Jesus aconselhou àquela multidão que andava atrás de pão.
Seguir a Jesus pode não ser
fácil e, na verdade não é se esperarmos nele somente para esta vida. “Se
esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”
____ escreveu o apostolo Paulo. (1corintios 15: 19) Quando ele disse essas
palavras, alertava os crentes para o fato de que a esperança em Cristo
transcende essa passageira vida que vivemos e atinge a eternidade!
“Mas agora Cristo ressuscitou
dos mortos, ____ continua Paulo____ e foi feito as primícias dos que dormem”.
Podemos seguir o Senhor, com
os nossos olhos postos na eternidade! Motivados por sua ressurreição e
entronização ao lado do Pai, onde vive para interceder, como o grande sacerdote
que é, por aqueles que por ele se chegam a Deus. (hebreus 7: 24; 10: 21)
Como ser discípulo?
O arrependimento é o ponto de
partida para aquele que, motivado pelas boas novas do reino de Deus o evangelho
de Cristo, recebe Jesus como seu salvador. Caracterizado por uma mudança de
atitude e conduta, o arrependimento é o ato de “tornar ao contrario” é como uma
guinada de cento e oitenta graus em um caminho anteriormente seguido. Portanto,
o seguidor de Jesus, aquele que “o recebe em sua casa”, tem que estar disposto
a fazer mudanças em sua vida. A titulo de exemplo____ “E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um
varão chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E
procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de
pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver;
porque havia de passar por ali. E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando
para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém
pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o gostoso. (com muito
gosto) E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de
um homem pecador. E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu
dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado
alguém, o restituo quadruplicado”. (Lucas 19: 1-8)
Mudanças, sem exceção,
envolvem sacrifícios ou custos. Sempre que queremos, temos ou somos levados a
ter que mudar algo, algum custo terá que ser empregado. ____ Seja a força
física que se emprega para deslocar um móvel do lugar, a despesa acarretada por
uma troca de local de moradia ou mudar uma parede da casa em que moramos,
enfim. Em toda e qualquer das situações acima ou outras, emprega-se esforço,
tempo, dinheiro e disposição. Não é diferente em nosso viver. Abandonar antigos
hábitos, uma paixão escondida a sete chaves; porem ilícita, defeitos de personalidade
e algum gosto excessivo por coisas que embora lícitas não acrescentem nada à
nossa vida espiritual, (1corintios 10: 23) exige um ferrenho combate, do qual a
maior parte se desenrola na esfera espiritual. (efésios 6: 12) Mas vale o
sacrifício! Sacrifício este, que não se compara ao que foi sofrido por Cristo,
“... o Justo pelos injustos para nos levar a Deus”. (1 Pedro 3:18)
Mudanças são feitas com
objetivos concretos. Não se muda algo apenas por mudar. Alguma intenção tem que
estar envolvida, e o fim é sempre o bem estar pessoal. Porem, no que diz
respeito à mudanças no âmbito pessoal, a motivação principal deve ser o desejo
de obedecer ao nosso Deus, nosso Pai celestial, cumprindo seus requisitos para
uma vida livre da corrupção do mundo. “Porquanto escrito está: “Sede santos,
porque eu sou Santo”. (1 Pedro 1: 16)
Conclusão:
O que
analisamos aqui embora de maneira sucinta quer alertar àqueles que estão à sombra
do Onipotente que, avaliem suas motivações; que pesem a sua responsabilidade
como pescador de homens; que busquem outros pra que consigo possam descansar
nesse lugar de paz e segurança.
01/09/2013
Geraldo R. Filho

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