Decisões que valem uma vida
Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração
nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista
dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.
Eclesiastes 11: 9
Eclesiastes 11: 9
Decisões que valem uma vida.
Quando paramos para observar o correr da
história é que percebemos como decisões e atitudes, por mínimas que sejam,
podem mudar a nossa vida para sempre. Experimente olhar para trás, dê uma
olhada em seu arquivo de lembranças e então entenderá com clareza o que digo.
Analisado à luz da bíblia, palavra viva
de Deus, o nosso assunto adquirirá maior distinção podendo esclarecer qualquer
dúvida que talvez alguém tenha à respeito.
Não é desconhecida, àqueles que estão
familiarizados com a bíblia, a parábola contada por Jesus chamada de “Parábola
do filho pródigo”. Nessa passagem das escrituras sagradas, que aparece no
evangelho de Lucas capítulo 5 a partir do versículo 11, é narrado o drama de
uma família onde o pai tristemente vê seu filho tomar uma decisão e escolher
uma direção que com toda certeza não foi aquela imaginada por ele acerca de
seus queridos filhos. É logico que nesta passagem das escrituras Jesus quer
ressaltar o arrependimento por parte do pecador, que também não deixa de ser
uma decisão e esta imprescindível a todo homem, ficando isto muito obvio se
começarmos a leitura do capitulo citado acima desde seu primeiro versículo, e o
que resulta dessa mudança de atitude e disposição em deixar o erro e voltar
atrás. Entretanto, queremos daqui tirar a lição de como as decisões podem mudar
a vida de uma pessoa. Jesus conta que “um certo homem tinha dois filhos; e o
mais moço deles disse ao pai: Pai, dai-me a parte da herança que me pertence. E
ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo,
ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus
bens, vivendo dissolutamente”. (Lucas 15:11-13
) (Dissoluto:
Que
é contrário aos bons costumes, devasso ou libertino). No sentido exato da
palavra, o rapaz decidiu adotar um modo de vida, com toda certeza,
completamente oposto ao que estava acostumado enquanto vivia na casa de seu
pai, sem se importar com as consequências ou com o que o futuro poderia lhe
trazer. Fica evidente que o moço decidiu viver por si mesmo. Ar pararmos sobre assunto
podemos imaginar, embora não se ache registrado na bíblia, quantas discussões
geraram, nas reuniões de almoços ou jantares, a exposição por parte do jovem
rapaz do desejo de sair de casa; de ser independente; de conhecer o mundo!
Podemos imaginar quantos conselhos amorosos foram dados pelo velho pai na
tentativa de demover o filho da ideia louca de sair da proteção do lar,
antevendo as consequências que seu jovem filho inexperiente, que nada sabia do
mundo, enfrentaria e sofreria lá fora. Mas nada foi capaz de fazer com que
mudasse de ideia. Nada foi capaz de fazê-lo ver o quanto seu pai estava certo.
O poder de decidir é uma dádiva nos dada por
nosso Criador Deus. Podemos fazer decisões! Mas como decidir corretamente? Há
na palavra de Deus inúmeras situações, como a citada acima, e textos
específicos que nos ajudam a tomar decisões sábias e corretas. (Provérbios 11:
14; 15: 22) É sábio buscar conselhos; se informar. Se você é um cristão temente
a Deus, procure no seu meio pessoas que verdadeiramente amem a Deus e se
aconselhe com elas. Não deixe que a ânsia de alcançar objetivos, o lance em uma
queda livre onde o fim será a morte de sua alma!
Da nossa própria e vida e experiências próprias
podemos tirar lições que nos ajudem a decidir por aquilo que trará benefícios
ou, antes, que não nos permitira entrar por caminhos de tropeços e quedas. Quem
de nós já não fez algo de que não se orgulha e que por causa não sofreu alguma
consequência? Faríamos aquilo de novo? Com toda certeza não, pois seria como meter
a mão na mesma chama que uma vez o queimou só para experimentar se a dor será
como da primeira vez. Seria o cúmulo da estupidez!
Há em nós aquilo que chamamos de Desejo e que em
muitas traduções da bíblia aparece traduzido como “Concupiscência”. O desejo é
o sentimento que nasce a partir do momento em que algo nos agrada e que,
portanto, passa a parecer aos nossos olhos ser bom adquirir, possuir, ou
desfrutar aquilo. Na maioria dos casos pode se dizer que não se sofrerá
prejuízo, pelo menos não visível, por se satisfazer desejos se, e somente se,
tais desejos forem considerados ou comprovados lícitos não a nossos olhos ou
modo de pensar, mas à luz do que ensina a Palavra de Deus, a bíblia.
(Provérbios 11: 23; 13: 19)
Sendo que o desejo é algo inerente à natureza
humana, havemos que ter cuidado com o que, e como desejamos. É bom que fique
claro que alimentar o desejo é que faz com que decidamos por sua realização e
trabalhemos, seja de que maneira for, para que aquilo que é alvo de nosso
desejo seja nosso. Para que saibamos o quanto isso é serio é bom que atentemos
para outra passagem bíblica onde está registrado algo do gênero. No livro de 2°
Samuel capítulo 11 há o relato de como o rei Davi viu uma mulher a se banhar,
desejou-a, cometeu adultério com ela e assassinou seu marido. Ficou ele impune
por essas atrocidades? Claro que não! Davi foi repreendido por Natã, profeta de
Deus, e um mal foi profetizado sobre Davi como consequência de sua imprudência
e descaso com a palavra de Deus. (2 Samuel 12: 1-14; 13: 1...)
Decidir não é uma tarefa das mais fáceis de
realizar. Contudo, como já dito acima, se atentarmos para bons conselhos e
através de uma analise profunda de conceitos da palavra de Deus acerca de
certos assuntos, certamente tomaremos boas decisões. Portanto, se jamais nos
esquecermos de que há decisões que valem uma vida, não seremos precipitados na
hora de decidir!
Geraldo R. Filho Governador Valadares MG. 22 de Setembro de
2013.

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