domingo, 22 de setembro de 2013

Decisões que valem uma vida








Decisões que valem uma vida





Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.
Eclesiastes 11: 9


Decisões que valem uma vida.


Quando paramos para observar o correr da história é que percebemos como decisões e atitudes, por mínimas que sejam, podem mudar a nossa vida para sempre. Experimente olhar para trás, dê uma olhada em seu arquivo de lembranças e então entenderá com clareza o que digo.

Analisado à luz da bíblia, palavra viva de Deus, o nosso assunto adquirirá maior distinção podendo esclarecer qualquer dúvida que talvez alguém tenha à respeito.

Não é desconhecida, àqueles que estão familiarizados com a bíblia, a parábola contada por Jesus chamada de “Parábola do filho pródigo”. Nessa passagem das escrituras sagradas, que aparece no evangelho de Lucas capítulo 5 a partir do versículo 11, é narrado o drama de uma família onde o pai tristemente vê seu filho tomar uma decisão e escolher uma direção que com toda certeza não foi aquela imaginada por ele acerca de seus queridos filhos. É logico que nesta passagem das escrituras Jesus quer ressaltar o arrependimento por parte do pecador, que também não deixa de ser uma decisão e esta imprescindível a todo homem, ficando isto muito obvio se começarmos a leitura do capitulo citado acima desde seu primeiro versículo, e o que resulta dessa mudança de atitude e disposição em deixar o erro e voltar atrás. Entretanto, queremos daqui tirar a lição de como as decisões podem mudar a vida de uma pessoa. Jesus conta que “um certo homem tinha dois filhos; e o mais moço deles disse ao pai: Pai, dai-me a parte da herança que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente”. (Lucas 15:11-13 ) (Dissoluto: Que é contrário aos bons costumes, devasso ou libertino). No sentido exato da palavra, o rapaz decidiu adotar um modo de vida, com toda certeza, completamente oposto ao que estava acostumado enquanto vivia na casa de seu pai, sem se importar com as consequências ou com o que o futuro poderia lhe trazer. Fica evidente que o moço decidiu viver por si mesmo. Ar pararmos sobre assunto podemos imaginar, embora não se ache registrado na bíblia, quantas discussões geraram, nas reuniões de almoços ou jantares, a exposição por parte do jovem rapaz do desejo de sair de casa; de ser independente; de conhecer o mundo! Podemos imaginar quantos conselhos amorosos foram dados pelo velho pai na tentativa de demover o filho da ideia louca de sair da proteção do lar, antevendo as consequências que seu jovem filho inexperiente, que nada sabia do mundo, enfrentaria e sofreria lá fora. Mas nada foi capaz de fazer com que mudasse de ideia. Nada foi capaz de fazê-lo ver o quanto seu pai estava certo.

O poder de decidir é uma dádiva nos dada por nosso Criador Deus. Podemos fazer decisões! Mas como decidir corretamente? Há na palavra de Deus inúmeras situações, como a citada acima, e textos específicos que nos ajudam a tomar decisões sábias e corretas. (Provérbios 11: 14; 15: 22) É sábio buscar conselhos; se informar. Se você é um cristão temente a Deus, procure no seu meio pessoas que verdadeiramente amem a Deus e se aconselhe com elas. Não deixe que a ânsia de alcançar objetivos, o lance em uma queda livre onde o fim será a morte de sua alma!

Da nossa própria e vida e experiências próprias podemos tirar lições que nos ajudem a decidir por aquilo que trará benefícios ou, antes, que não nos permitira entrar por caminhos de tropeços e quedas. Quem de nós já não fez algo de que não se orgulha e que por causa não sofreu alguma consequência? Faríamos aquilo de novo? Com toda certeza não, pois seria como meter a mão na mesma chama que uma vez o queimou só para experimentar se a dor será como da primeira vez. Seria o cúmulo da estupidez!

Há em nós aquilo que chamamos de Desejo e que em muitas traduções da bíblia aparece traduzido como “Concupiscência”. O desejo é o sentimento que nasce a partir do momento em que algo nos agrada e que, portanto, passa a parecer aos nossos olhos ser bom adquirir, possuir, ou desfrutar aquilo. Na maioria dos casos pode se dizer que não se sofrerá prejuízo, pelo menos não visível, por se satisfazer desejos se, e somente se, tais desejos forem considerados ou comprovados lícitos não a nossos olhos ou modo de pensar, mas à luz do que ensina a Palavra de Deus, a bíblia. (Provérbios 11: 23; 13: 19)
Sendo que o desejo é algo inerente à natureza humana, havemos que ter cuidado com o que, e como desejamos. É bom que fique claro que alimentar o desejo é que faz com que decidamos por sua realização e trabalhemos, seja de que maneira for, para que aquilo que é alvo de nosso desejo seja nosso. Para que saibamos o quanto isso é serio é bom que atentemos para outra passagem bíblica onde está registrado algo do gênero. No livro de 2° Samuel capítulo 11 há o relato de como o rei Davi viu uma mulher a se banhar, desejou-a, cometeu adultério com ela e assassinou seu marido. Ficou ele impune por essas atrocidades? Claro que não! Davi foi repreendido por Natã, profeta de Deus, e um mal foi profetizado sobre Davi como consequência de sua imprudência e descaso com a palavra de Deus. (2 Samuel 12: 1-14; 13: 1...)

Decidir não é uma tarefa das mais fáceis de realizar. Contudo, como já dito acima, se atentarmos para bons conselhos e através de uma analise profunda de conceitos da palavra de Deus acerca de certos assuntos, certamente tomaremos boas decisões. Portanto, se jamais nos esquecermos de que há decisões que valem uma vida, não seremos precipitados na hora de decidir!


Geraldo R. Filho  Governador Valadares MG. 22 de Setembro de 2013.



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