segunda-feira, 23 de setembro de 2013


“... e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé”. 1 João 5:4

Como alguém poderá vencer uma luta se não estiver equipado para ela?
 O soldado se equipa para lutar numa guerra, não somente com armas e outros aparatos bélicos, mas também física e psicologicamente. Do mesmo modo o lutador cujas armas são as mãos e o próprio corpo. Seja em que campo se desenvolva a luta, para qualquer que seja requer-se uma rigorosa preparação.  No âmbito da fé não é diferente e nem poderia ser. O apostolo Paulo ao escrever sua primeira carta aos cristãos em Tessalônica, disse: “Portanto, tomai toda armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”.  Efésios 6:13
Note que o apostolo recomenda aqui, uma preparação, como se um comandante dissesse a seu soldado que se armasse para entrar na batalha.  Era desse dia mau que Paulo falava; um dia em que teremos que entrar na batalha, o que requererá estarmos prontos para ela. Mas quando seria, ou será esse “dia mau”? Bem, entretanto a igreja da qual cada cristão é membro, ser testada todos os dias em sua perseverança e castidade em seu “casamento” com o Cristo, o que pode ser considerado como “pequenas” incursões do inimigo contra si, um dia de luta “sangrenta” se desenha no horizonte e virá com ímpeto contra os moradores da terra e em especial sobre aqueles que querem viver piedosamente em Cristo Jesus. ( 2 Timóteo 3:12)
Então, é aqui que entra a prévia preparação. Não uma preparação comum e superficial, mas uma que nos capacite a sofrer com perseverança e, a exemplo do Cristo, sairmos vitoriosos.

____O que está envolvido nessa preparação?

Releia o texto de introdução acima. “... A vitória que vence o mundo, a nossa fé”. Indubitavelmente nada mais se requer nessa preparação, senão em que fortaleçamo-nos na fé em Cristo Jesus. ( Efésios 6:10; 1 Coríntios 16:13) O próprio Senhor disse que “se tivésseis fé, como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira : desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria”. Lucas 17:6

____Mas como podemos prepararmo-nos na fé?

Um passo importante é começarmos pelo inteirarmo-nos completa e verdadeiramente das promessas de Deus que ele nos fez através de seu filho Jesus. Em primeira instancia, é bom que saibamos que em Cristo somos reconciliados com Deus. “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados;...” .2 Coríntios 5:19 Isso é uma promessa real! “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso senhor Jesus Cristo”; Romanos 5:1. Veja, pois, aqui que somos justificados pela fé, daí a importância de seu desenvolvimento e consequente fortalecimento.

Como um caminho traçado com um objetivo especifico, a fé tem a sua finalidade. Finalidade de nos aproximar de Deus, de nos fazer crer nele e permanecer em suas promessas imutáveis. Nos dias escuros nos quais vivemos agora, nunca se fez tão necessário uma batalha vigorosa por esta fé genuína que uma vez nos foi dada, (1 Coríntios 12: 8,9) e que se faz necessário conservar com a mesma pureza e vigor com que se iniciou em nós. Esse tempo caminha para o seu inevitável fim, porem tristemente vemos ir à derrocada a esperança dos homens, e a fé morre como uma planta sem água sob um sol inclemente. (Lucas 18:8) O que vamos faze?
Subsequentemente ao inteiramo-nos das promessas de Deus, requer-se que fiquemos junto a seu trono, abrigados à sua sombra onde a segurança é genuína e infalível. ( Salmos 91:1) Entretanto, ficar à sombra do Altíssimo, não significa nos abastar, como diz um velho ditado, de “agua fria e sombra fresca”, mas estar ativo em seu serviço, quer por ajudar outros a se achegar à mesma proteção alcançando a mesma fé pelo anunciar da palavra de Deus,( Romanos 10:17) quer por procurar toda oportunidade possível para ser voluntario em algum serviço que promova o bem estar da igreja local. Esses serão, sem duvida, passos importantes que manterá o cristão vivo e eficiente na fé.

Portanto, batalhe pela fé. Lute por ela, por isto será a tua vida!


Geraldo R. Filho
22/09/2013


domingo, 22 de setembro de 2013

Decisões que valem uma vida








Decisões que valem uma vida





Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.
Eclesiastes 11: 9


Decisões que valem uma vida.


Quando paramos para observar o correr da história é que percebemos como decisões e atitudes, por mínimas que sejam, podem mudar a nossa vida para sempre. Experimente olhar para trás, dê uma olhada em seu arquivo de lembranças e então entenderá com clareza o que digo.

Analisado à luz da bíblia, palavra viva de Deus, o nosso assunto adquirirá maior distinção podendo esclarecer qualquer dúvida que talvez alguém tenha à respeito.

Não é desconhecida, àqueles que estão familiarizados com a bíblia, a parábola contada por Jesus chamada de “Parábola do filho pródigo”. Nessa passagem das escrituras sagradas, que aparece no evangelho de Lucas capítulo 5 a partir do versículo 11, é narrado o drama de uma família onde o pai tristemente vê seu filho tomar uma decisão e escolher uma direção que com toda certeza não foi aquela imaginada por ele acerca de seus queridos filhos. É logico que nesta passagem das escrituras Jesus quer ressaltar o arrependimento por parte do pecador, que também não deixa de ser uma decisão e esta imprescindível a todo homem, ficando isto muito obvio se começarmos a leitura do capitulo citado acima desde seu primeiro versículo, e o que resulta dessa mudança de atitude e disposição em deixar o erro e voltar atrás. Entretanto, queremos daqui tirar a lição de como as decisões podem mudar a vida de uma pessoa. Jesus conta que “um certo homem tinha dois filhos; e o mais moço deles disse ao pai: Pai, dai-me a parte da herança que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente”. (Lucas 15:11-13 ) (Dissoluto: Que é contrário aos bons costumes, devasso ou libertino). No sentido exato da palavra, o rapaz decidiu adotar um modo de vida, com toda certeza, completamente oposto ao que estava acostumado enquanto vivia na casa de seu pai, sem se importar com as consequências ou com o que o futuro poderia lhe trazer. Fica evidente que o moço decidiu viver por si mesmo. Ar pararmos sobre assunto podemos imaginar, embora não se ache registrado na bíblia, quantas discussões geraram, nas reuniões de almoços ou jantares, a exposição por parte do jovem rapaz do desejo de sair de casa; de ser independente; de conhecer o mundo! Podemos imaginar quantos conselhos amorosos foram dados pelo velho pai na tentativa de demover o filho da ideia louca de sair da proteção do lar, antevendo as consequências que seu jovem filho inexperiente, que nada sabia do mundo, enfrentaria e sofreria lá fora. Mas nada foi capaz de fazer com que mudasse de ideia. Nada foi capaz de fazê-lo ver o quanto seu pai estava certo.

O poder de decidir é uma dádiva nos dada por nosso Criador Deus. Podemos fazer decisões! Mas como decidir corretamente? Há na palavra de Deus inúmeras situações, como a citada acima, e textos específicos que nos ajudam a tomar decisões sábias e corretas. (Provérbios 11: 14; 15: 22) É sábio buscar conselhos; se informar. Se você é um cristão temente a Deus, procure no seu meio pessoas que verdadeiramente amem a Deus e se aconselhe com elas. Não deixe que a ânsia de alcançar objetivos, o lance em uma queda livre onde o fim será a morte de sua alma!

Da nossa própria e vida e experiências próprias podemos tirar lições que nos ajudem a decidir por aquilo que trará benefícios ou, antes, que não nos permitira entrar por caminhos de tropeços e quedas. Quem de nós já não fez algo de que não se orgulha e que por causa não sofreu alguma consequência? Faríamos aquilo de novo? Com toda certeza não, pois seria como meter a mão na mesma chama que uma vez o queimou só para experimentar se a dor será como da primeira vez. Seria o cúmulo da estupidez!

Há em nós aquilo que chamamos de Desejo e que em muitas traduções da bíblia aparece traduzido como “Concupiscência”. O desejo é o sentimento que nasce a partir do momento em que algo nos agrada e que, portanto, passa a parecer aos nossos olhos ser bom adquirir, possuir, ou desfrutar aquilo. Na maioria dos casos pode se dizer que não se sofrerá prejuízo, pelo menos não visível, por se satisfazer desejos se, e somente se, tais desejos forem considerados ou comprovados lícitos não a nossos olhos ou modo de pensar, mas à luz do que ensina a Palavra de Deus, a bíblia. (Provérbios 11: 23; 13: 19)
Sendo que o desejo é algo inerente à natureza humana, havemos que ter cuidado com o que, e como desejamos. É bom que fique claro que alimentar o desejo é que faz com que decidamos por sua realização e trabalhemos, seja de que maneira for, para que aquilo que é alvo de nosso desejo seja nosso. Para que saibamos o quanto isso é serio é bom que atentemos para outra passagem bíblica onde está registrado algo do gênero. No livro de 2° Samuel capítulo 11 há o relato de como o rei Davi viu uma mulher a se banhar, desejou-a, cometeu adultério com ela e assassinou seu marido. Ficou ele impune por essas atrocidades? Claro que não! Davi foi repreendido por Natã, profeta de Deus, e um mal foi profetizado sobre Davi como consequência de sua imprudência e descaso com a palavra de Deus. (2 Samuel 12: 1-14; 13: 1...)

Decidir não é uma tarefa das mais fáceis de realizar. Contudo, como já dito acima, se atentarmos para bons conselhos e através de uma analise profunda de conceitos da palavra de Deus acerca de certos assuntos, certamente tomaremos boas decisões. Portanto, se jamais nos esquecermos de que há decisões que valem uma vida, não seremos precipitados na hora de decidir!


Geraldo R. Filho  Governador Valadares MG. 22 de Setembro de 2013.



terça-feira, 17 de setembro de 2013

Haja luz

Haja luz

E disse Deus: Haja luz; e houve luz. Gênesis 1:3

Viver uma vida de fé, nos dias atuais tem se tornado um grande desafio, principalmente para os mais jovens da sociedade. As distrações, a ânsia pela autogratificação, o desmoronar de princípios que, embora tratados como tabus, foram por muito tempo bases solidadas onde a sociedade firmou sua conduta, são males que corroem como um câncer, matando a consciência, relegando à invalidade princípios da palavra de Deus que ensinam o que realmente é justo, e o que realmente deveríamos seguir. O que podemos fazer diante disso? É uma boa pergunta, mas que é fácil ser respondida. A primeira e mais urgente atitude a ser adotada é nos armarmos de coragem para enfrentar as “fortalezas” que se erguem contra a Verdade, o avanço da fé, e consequentemente contra o seu estabelecimento nos corações. Quantos de nós já não se admirou com a atitude de Jesus diante da injustiça? Por inúmeras vezes, vemos passagens dos evangelhos relatarem a maneira corajosa com que ele confrontava aqueles que, sob o pretexto de manterem as aparências, (João 11: 48) iam contra os princípios justos que este ensinava. Sem ser diferentes aqueles que sucederam ao Mestre na obra de pregar e fazer discípulos, também tiveram coragem suficiente para atestarem a seus ouvintes que: “...do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça”. Romanos 1:18  Por que foram escritas essas palavras? Elas são como o prólogo daquilo que o apóstolo ainda diria aos romanos naquela época. Na sequencia da escritura, Paulo, o autor das palavras acima, disse o porquê da manifestação da Justiça de Deus sobre os homens.
Romanos 1:21-32 

Nesse tempo do fim, onde vemos o pecado corroer como uma gangrena maligna, e o ser humano se transmutar em um simples “pedaço de carne destinado ao simples prazer momentâneo”  urge-nos por em pratica as palavras de Jesus com toda veemência que se faz necessária, (Mateus 28:19,20 )procurando de todas as formas defender a fé e o conhecimento de Deus que conduz o homem à vida.  2 Coríntios 10:5
 

E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. Gênesis 1:4

Há uma separação! A luz e as trevas não se misturam porque assim Deus o determinou. De que lado vai estar? O senhor Jesus disse que há uma condenação.João 3:19

Portanto, é bom que coloquemos nossas obras em cheque. São obras da luz, ou das trevas? Estamos na luz com Cristo na luz está? (1 João 1: 7)


Geraldo R. Filho


Estudante a palavra de Deus, e livre pensador convicto de que Deus é o senhor sobre tudo que sua palavra é lei e deve ser observada e temida.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Vigiar

Vigiar

Cheio de significado, o verbo vigiar, no que tange as coisas espirituais, adquire mais peso quando se trata de atenção à urgência em cuidarmos para que não sejamos apanhados desprevenidos no dia do Senhor. No trecho da parábola que segue o senhor Jesus deixa muito claro o que significara estar desatento ao que ele prometeu. As virgens esperavam pelo noivo e, um detalhe interessante é que se refere a todas elas como virgens. O que na linguagem bíblica é sinônimo de pureza. Porem, não obstante esse detalhe importante, cinco delas não mantiveram a atenção e a prudência necessária quanto à espera. Faltou a elas a preparação. Elas não levaram em consideração uma possível demora do noivo ____veja o trecho bíblico a seguir.
Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.
E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.
As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.
Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. 

E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.
Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.
E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.
E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.


Mateus 25:1-10

O que pode significar isso para todos nós?

Que de um momento para outro podemos ter a triste surpresa de que “as nossas lâmpadas se apagam”. Temos mais azeite? Ou seja, diante de uma “demora” do noivo, temos animo suficiente para continuar esperando, e ainda que cochilemos um pouco, ao despertarmos nossas lâmpadas estarão acessas e ainda nos restará boa quantidade de azeite?



Geraldo R. Filho

Estudante da bíblia e um convicto das promessas de Deus, de que haverá novos céus e uma nova terra onde habitará a justiça.


“Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça”.
2 Pedro 3:13

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Resgatados pelo Sangue!

 Um resgate incomparável


 Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito,...  1 Pedro 1: 1,19

Geraldo R. Filho
03/09/2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Uma Jornada pelo tempo ___Video

Por causa de uma discussão entre professores e doutores de um Seminário teológico, o professor Carlisle é convidado a se deslocar no tempo pra poder contemplar no futuro os perigos de se dissociar o nome de Cristo dos ensinamentos que ele deixou, e de como certa publicação de sua autoria poderia contribuir pra que esse perigo fosse disseminado. Assistam! Vejam por si mesmo que ao dizer pra alguém que certo ato é errado é importante que a exemplo dos profetas da antiguidade seja dito que foi o Senhor quem disse.

SER SEGUIDOR DE JESUS ___Qual é a sua motivação?

SER SEGUIDOR DE JESUS ___Qual é a sua motivação?



Certo dia, Jesus, entre costumeiras e constantes atividades no serviço do Reino de Deus, “... viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu”. (Lucas 5: 27,28)

“... E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu”. O que motivou aquele homem, um publicano, um cobrador de impostos, Levi, mais tarde conhecido como Mateus, a seguir prontamente o convite de Jesus? Certamente ele ouvira muito sobre aquele homem que realizava milagres e que maravilhava seus ouvintes, com as palavras cheias de graça que ele proferia. (Mateus 7: 28,29) Mas, também, talvez tenha sido motivado pelo fato de que Jesus falara com ele, um homem que era desprezado pelos de sua nação, inclusive pelos religiosos, (Mateus 9: 10,11) por ser um funcionário a serviço do império romano, o que lhe trazia má fama, pois muitos naquele serviço extorquia o povo em beneficio próprio. Mas Jesus agiu de modo diferente! Não somente falou com ele ____Convidou-o para ser seu seguidor! Que privilégio! E Mateus não teve duvidas. “... levantou-se e o seguiu”.

Terá Mateus seguido a Jesus, pelo fato de ele ter lhe dirigida a palavra, pela Oportunidade lhe dada de estar perto de alguém cuja fama se propagava rapidamente por causa das coisas maravilhosas que fazia às pessoas necessitadas? ( Lucas 5: 15) O fato é que ele mostrou prontidão em não somente aceitar o maravilhoso convite, mas também de levar Jesus consigo até sua casa e oferecendo-lhe um banquete onde seus amigos puderam também estar. ( Lucas 5: 29-31)

De fato, podemos aqui considerar variados tipos de motivações que poderiam ter levado Mateus a dar ouvidos ao convite de Jesus.  Estaria intrigado com a tão grande fama daquele homem simples diante de si e quisesse constatar por si mesmo se valeria a pena dar-lhe ouvidos? Sentia-se lisonjeado que um de sua nação viera falar-lhe quando outros o evitava? Não sabemos com certeza. Mas, como havia muitos que seguiam Jesus por motivos banais ou maldosos, tiremos nossas conclusões.

Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem dará a vocês. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação". 
João 6:27

Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando um depoimento falso contra Jesus, para que pudessem condená-lo à morte.
Finalmente se apresentaram duas 
Mateus 26:59

Contudo não podemos deixar de elogiar a atitude de Levi em deixar tudo e seguir a Jesus, fosse qual fosse sua motivação naquele momento em que fora convidado. O fato é que se tornou integrante do grupo daqueles que tiveram a oportunidade de continuar a obra de evangelização iniciada por Cristo, quando este já não estava na terra, mas voltara para o céu.

Considerando desse ponto de vista a nossa própria condição de seguidor de Cristo, perguntamos ____Qual a motivação que nos levou a isso? Por que estamos proclamando a qualquer que nos pergunte acerca de nossas crenças que somos “servos do Senhor”? Muitos são os motivos que possam nos ter conduzido a Jesus, e na sua grande maioria são motivos legítimos e louváveis. Mas, infelizmente não podemos negar que a exemplo dos dias de Jesus na terra, pode ser que haja alguns hoje que seguem a Jesus pensando benefícios e satisfações passageiros.

E, achando-o no outro lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui?
Jesus respondeu-lhes e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.
Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.

João 6:25-27

Perguntemos: O que eu posso dar pra Jesus?

Quando decidimos ser seguidor de Cristo; quando reconhecemos a Jesus como único e suficiente Salvador, éramos como um náufrago que no meio do oceano, esperava pela mão salvadora de algum tipo de agente resgatador. Mas, e após isso? E depois de sermos salvos e estarmos em segurança? Na segurança e aconchego de um lugar quentinho, tranquilo e acolhedor ____Os braços de Deus, é possível que nos esqueçamos de que todo seguidor de Jesus, foi chamado para ser “pescador de homens”!____ Fomos motivados pela esperança da salvação? Pela provisão do resgate pago por Cristo em nosso beneficio ao erguermos nossas mãos num sinal de que estávamos lá, morrendo afogados por nossas culpas? Mas há outros naufragando num mar escuro de pecados e distantes do Criador. O que vamos fazer?

Como consequência da morte Vicária de Jesus Cristo na cruz e sua ressurreição dentre os mortos, alcançamos o perdão de nossos pecados; reconciliação com Deus, e podemos ter por certa a esperança da salvação e ressurreição dentre os mortos.
“Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho, muito mais, seremos salvos pela sua vida”. (romanos 5: 10)
“E tudo isto provem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação”. ( 2 Coríntios 5: 18,19)

Ao erguer as nossas mãos e aceitarmos a Jesus como Salvador, passamos à condição de discípulos Seus. E, como discípulos, devemos estar aos seus pés recebendo seus ensinamentos e sendo treinados para a “boa milícia da fé”. ( 1 Timóteo 6: 12) Contudo, não podemos ficar apenas sentados a aprender. Ficaríamos sentados em uma farta mesa apenas a comer sem intervalos entre os períodos de digestão? De forma alguma há possibilidade de que isso seja feito! O mínimo que conseguíramos de algo tão inconsequente, seria ficarmos enfastiados, a passar mal, e irremediavelmente abandonaríamos a mesa, enojados. Infelizmente, essa ilustração pode ser aplicada àqueles que passam suas vidas assentados em uma confortável cadeira no templo em que frequenta, “enfastiado de se alimentar”, mas não vai em busca de outros para participarem daquelas delícias ____e há uns que já tem “cadeira cativa”. Se não se sentar na mesma cadeira em que está acostumado, fica incomodado. Será que já não passa da hora de sermos “discípulos” e agora sermos “apóstolos” do Mestre?

A inércia é das condições mais perigosas para qualquer que se professe seguidor de Jesus. Para compreendermos esses perigos, usemos como comparação uma máquina de uso frequente e que de uma hora para outra, sem manutenção, é abandonada sob as intempéries.  O que vai acontecer com ela? Em pouco tempo não servirá mais pra nada e será descartada de vez.

Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. 
João 15:2

O que podemos concluir das ilustrações acima é que, por estarmos sentados confortavelmente ou inertes, pode ocorrer que essas duas condições cause que fiquemos primeiro, dentro de um círculo “fastidioso” que passamos considerar enjoativo e “abandonamos a mesa” ____deixamos a Igreja. Segundo, ficamos desgastados pelo tempo fazendo apenas a mesma coisa, ou seja, ir e vir dos cultos, e sem passar dai, acabamos fatigados espiritualmente e abandonamos a carreira ____deixamos a Igreja. Note que os perigos são os mesmos, não obstantes situações diferentes.



SER TREINADO COM AS PALAVRAS DA VIDA ETERNA!  João 6: 68

Se tornando um discípulo

Ao recebermos a instrução do Senhor, mediante a sua Palavra registrada na bíblia, estaremos sendo instruídos “para toda boa obra”. ( 2 Timóteo 3: 16,16)
É na palavra de Deus, que suas promessas se revelam. É pela palavra de Deus, que podemos divisar o mundo vindouro onde há de habitar a justiça. ( 2 Pedro 3: 13)
É pela Palavra de Deus que nos tornamos limpos para produzir os frutos que se espera de nós, como ramos enxertados na Videira Verdadeira Jesus Cristo. (João 15: 1-3)
É pela Palavra de Deus que nossa forma de conduta pode ser modificada. (salmo 119: 9)

Como receber esse treinamento?

Pela leitura constante e diligente da bíblia. (1 Timóteo 4: 13)

Estudando e meditando regularmente na palavra de Deus. (Josué 1: 8)

Nos estudos bíblicos ministrados por aqueles que foram separados pelo Senhor para a obra do ministério. (efésios 4: 12)

Esse treinamento, nos leva a outra motivação:

O DISCIPULO ALMEJA SER COMO O SEU MESTRE!  (Lucas 6: 40)

Fazer as obras, como são feitas pelo seu mestre é o sonho de todo e qualquer discípulo. Mas, os verdadeiros discípulos de Jesus, são mais do que privilegiados. Ele disse: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fara as obras que eu faço, e fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai”. (João 14: 12)
Que dádiva gloriosa!

Porem, para ser exatamente igual a seu Mestre, o discípulo tem que estar disposto a ter as mesmas atitudes que Ele, assumindo a mesma forma de vida que Ele assumiu. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”;... (filipenses 2: 5-7)

Jesus Cristo negou-se a si mesmo ao agir do modo citado acima. E, quanto àqueles que querem ser seus discípulos, ele dá a formula, dizendo: “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”. (Lucas 14: 26) note versículos 27-33.

Mas, apesar de ser assim, de às vezes ser imposta ao discípulo uma vida de privações e luta para que fique bem preparado para as dificuldades, o premio é a Vida Eterna! (Mateus 19: 27-29)

Quando decidimos ser, e nos tornamos seguidores de Jesus, isso deve se tornar um modo de vida e prioridade para nós. Pois, “Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus”. (Mateus 9: 62) note os versículos 57-61. Deve haver em nós, uma motivação voluntaria e cheia de alegria, em deixar; renunciar ao que quer que seja para seguir as pisadas do Mestre. (Marcos 1: 16-20)

Note esta passagem bíblica:

“E eis que, aproximando-se dele um mancebo, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: porque me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porem, entrar na vida, guarda os mandamentos... Disse-lhe o mancebo: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, e vende tudo o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. E o mancebo, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades”. (Mateus 19: 16-22)

Por esta palavra vemos que ser discípulo e estar preso ao materialismo não dá certo. “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon”. (Mateus 6: 24)
Percebemos que o ser discípulo, é algo do coração, algo que se escolhe e ao qual se dedica inteiramente, numa entrega total cujo único foco é o Mestre a quem se segue.

Nos dias de Jesus havia certas contradições nesse respeito. O Mestre vivia rodeado de pessoas e em muitas ocasiões a multidão o apertava. (Marcos 5: 31) “E, onde quer que entrava, ou em cidade ou em aldeias, ou no campo, apresentavam-se os enfermos nas praças, e rogavam-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla do seu vestido; e todos que lhe tocavam saravam”; (Marcos 6: 56). Porem, muitos não o fazia por Jesus, ou para aprender com seus ensinamentos. Alguns religiosos viviam a vigiá-lo para apanhá-lo em alguma transgressão da lei, e assim ter de que o acusar e tirar-lhe a vida. (Marcos 3: 1,2,6)  Havia daqueles que queriam ver os sinais que ele realizava___ as curas milagrosas de cegos, mancos e ressicados, e a expulsão dos espíritos impuros (João 4: 48; 6: 2) ou apenas por aquilo que proporcionava uma satisfação passageira. (João 6: 24-26) A motivação daquelas pessoas era equivocada. E a nossa hoje? Pelo que somos motivados?
Infelizmente muito daquilo que foi manifestado por algumas pessoas naquela época, se repete em nossos dias. Pessoas que estão atrás apenas de algo momentâneo, e não de algo verdadeiramente substancial e duradouro.  “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou” ____Disse Jesus.  (João 6: 27) Esta era a motivação adequada, e que Jesus aconselhou àquela multidão que andava atrás de pão.

Seguir a Jesus pode não ser fácil e, na verdade não é se esperarmos nele somente para esta vida.  “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” ____ escreveu o apostolo Paulo. (1corintios 15: 19) Quando ele disse essas palavras, alertava os crentes para o fato de que a esperança em Cristo transcende essa passageira vida que vivemos e atinge a eternidade!
“Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, ____ continua Paulo____ e foi feito as primícias dos que dormem”.
Podemos seguir o Senhor, com os nossos olhos postos na eternidade! Motivados por sua ressurreição e entronização ao lado do Pai, onde vive para interceder, como o grande sacerdote que é, por aqueles que por ele se chegam a Deus. (hebreus 7: 24; 10: 21)

Como ser discípulo?

O arrependimento é o ponto de partida para aquele que, motivado pelas boas novas do reino de Deus o evangelho de Cristo, recebe Jesus como seu salvador. Caracterizado por uma mudança de atitude e conduta, o arrependimento é o ato de “tornar ao contrario” é como uma guinada de cento e oitenta graus em um caminho anteriormente seguido. Portanto, o seguidor de Jesus, aquele que “o recebe em sua casa”, tem que estar disposto a fazer mudanças em sua vida. A titulo de exemplo____ “E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali. E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o gostoso. (com muito gosto) E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado”. (Lucas 19: 1-8)
Mudanças, sem exceção, envolvem sacrifícios ou custos. Sempre que queremos, temos ou somos levados a ter que mudar algo, algum custo terá que ser empregado. ____ Seja a força física que se emprega para deslocar um móvel do lugar, a despesa acarretada por uma troca de local de moradia ou mudar uma parede da casa em que moramos, enfim. Em toda e qualquer das situações acima ou outras, emprega-se esforço, tempo, dinheiro e disposição. Não é diferente em nosso viver. Abandonar antigos hábitos, uma paixão escondida a sete chaves; porem ilícita, defeitos de personalidade e algum gosto excessivo por coisas que embora lícitas não acrescentem nada à nossa vida espiritual, (1corintios 10: 23) exige um ferrenho combate, do qual a maior parte se desenrola na esfera espiritual. (efésios 6: 12) Mas vale o sacrifício! Sacrifício este, que não se compara ao que foi sofrido por Cristo, “... o Justo pelos injustos para nos levar a Deus”. (1 Pedro 3:18)
Mudanças são feitas com objetivos concretos. Não se muda algo apenas por mudar. Alguma intenção tem que estar envolvida, e o fim é sempre o bem estar pessoal. Porem, no que diz respeito à mudanças no âmbito pessoal, a motivação principal deve ser o desejo de obedecer ao nosso Deus, nosso Pai celestial, cumprindo seus requisitos para uma vida livre da corrupção do mundo. “Porquanto escrito está: “Sede santos, porque eu sou Santo”. (1 Pedro 1: 16)

Conclusão:

O que analisamos aqui embora de maneira sucinta quer alertar àqueles que estão à sombra do Onipotente que, avaliem suas motivações; que pesem a sua responsabilidade como pescador de homens; que busquem outros pra que consigo possam descansar nesse lugar de paz e segurança.

01/09/2013

Geraldo R. Filho