quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Muito prazer eu sou Deus



Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto seu eterno poder, como sua divindade,  
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MUITO PRAZER EU SOU DEUS



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Dedico este trabalho em primeiro lugar a Jehova o Deus sublime e glorioso, cuja inspiração, por seu Espirito santo, esteve em todo o tempo comigo inspirando-me a colocar em palavras aquilo que está além do véu do entendimento humano. Em segundo, dedico à minha esposa que muito pacientemente tem me apoiado em meus momentos de reclusão emocional. Por último, a meus filhos que são verdadeiras dádivas do céu. Pelos quais rogo ao Deus de toda graça, que lhos conceda a benção dos justos e lhos dê nas mãos as abundancias do que se mede ao que teme o seu Santo Nome.
Geraldo R. filho




Por
Geraldo Ribeiro Filho

Gov. Valadares MG
Ano 2014
1ª Edição

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“Mesmo que não tenha nada, mesmo que aos olhos de alguns pareça que não tenha chegado a lugar algum; contudo me darei por satisfeito se tiver cumprido meu papel como sacerdote de meu lar e como divulgador das boas novas do Reino de Deus”.

Geraldo Ribeiro


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I



Deus...

“Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus”. Salmos 90: 2

Não é novidade que através dos muitos séculos de sua existência que o homem tem buscado pelo que adorar, e a quem atribuir a criação do universo. Advém isso de sua incapacidade de explicar a própria existência e, portanto, o fato deste desenvolver a ideia de um Ser superior responsável pela origem do mundo? Para os céticos talvez seja a explicação mais razoável. Contudo não se pode negar que os mesmos céticos e incrédulos, cujas formas de explicar a existência são baseadas pura e simplesmente na ciência humana, são homens que por não aceitarem a possibilidade de Alguém superior, de alguém que tenha idealizado e criado todas as coisas, inventam ideias confusas e muito mais difíceis de aceitar, que a certeza produzida pela fé naqueles que afirmam que tudo foi criado e que não surgiu por acaso. Na verdade, quanto a crer ou não crer, aqui duas forças se encontram e se debatem. Aqui a fé e a razão, não obstante andarem juntas contrabalanceando o físico e o espiritual no homem tornam-se poderes que se chocam numa batalha épica. A fé diz ao homem que “... os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”. (Hebreus 11:3) Porém a razão, diz que a tudo não passa de milhões de anos de evolução. Que o universo é fruto de uma colossal explosão e os seres vivos resultado de um arranjo evolutivo donde, cada espécie quer “por seleção natural”, quer por “favorecimento das raças na preservação da vida”, tiveram seu ponto de partida. Entretanto, mesmo que alguns inventem as mais variadas formas de “assassinar” Deus e apagar a certeza de sua existência do coração daqueles que têm fé, Este continua vivo e reinante na vida de bilhões mundo afora, e Dele continuam a se aproximar homens de todas as nacionalidades e em todas as épocas, adorando-o e reconhecendo Nele o inicio e o fim de todas as coisas. (Apocalipse 22: 13) Tais homens são mais que felizes porque além se encontrar paz mental por aceitarem com humildade a soberania de Deus sobre tudo o que há, descansam na certeza de que suas promessas, inabaláveis e eternas de um novo mundo justo se, cumprirão sobre aqueles que esperam Nele. (2 Pedro 3: 13) Infelizmente, porém, não se pode negar que o mesmo homem que vê a razão de tudo em um ser superior, também, em alguns casos, tem inventado um jeito, ou muitos jeito de dar forma a tal Ser sobrenatural, e então, criatura e criador acabam por se confundir, quando aquele que se diz criado passa a criar, dar forma àquele por quem se diz ter vindo à existência. Mas, A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis? O artífice funde a imagem, e o ourives a cobre de ouro, e forja para ela cadeias de prata. O empobrecido, que não pode oferecer tanto, escolhe madeira que não se apodrece; artífice sábio busca, para gravar uma imagem que não se pode mover”. (Isaías 40: 18-20) Assim, mesmo que jamais tenha sequer sonhado com algo semelhante a Deus, o homem arranja uma maneira de inventar uma forma que lhe pareça semelhante a Deus e esta, segundo julga, lhe serve de “aio” para que “se  chegue ao Criador”.
Mas, do que precisamos para nos aproximarmos de Deus?

Diante de uma pergunta dessa natureza muitos talvez apareçam com argumentos prontos ou procurem em suas mentes as mais variadas respostas que lhes pareçam satisfatórias, mas talvez a religião seja a vencedora na opinião da esmagadora maioria. Com seu papel importante na sociedade, a religião, por milênios vem assumindo esse lugar onde pessoas de todas as culturas e nacionalidades vão para ter um encontro com seu Deus. Entretanto, é isso suficiente? Basta a cada um professar uma religião para ser considerado um que vive um relacionamento pleno com Deus? Se assim for, então ter-se-á um grande problema que resolver. Sendo que há milhares de religiões no mundo, qual escolher para que através desta possa se relacionar com o Criador?

Caminhos diferentes podem levar ao topo de uma mesma montanha ____alguém diria ____do mesmo modo, as várias formas de crenças são caminhos diferentes entre si, mas que no fim redundam em um mesmo objetivo ____Deus! Embora parecer um argumento válido, não é verdadeiro. O filho de Deus, Jesus o Cristo, disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; e ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (João 14: 6) Diante disso, nota-se que não é bastante ter uma religião. Mesmo que esta desempenhe um importante papel social, é preciso que se encontre o Caminho único e exclusivo que conduz o homem à presença de Deus, Jesus Cristo. Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.
No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.

Efésios (2: 18-22) Sendo Jesus “O Caminho”, é bom que atentemos para o que está envolvido aqui. Um caminho pode ser qualquer medida de distancia que alguém pode percorrer para chegar a um lugar desejado. Assim sendo, pode ser uma distancia passível de ser galgada em poucos passos ou mesmo que pode consumir dias de caminhada. Diferente de qualquer jornada comum, “O Caminho” que conduz o homem a Deus é uma distancia a ser percorrida por uma vida inteira. Note as palavras do próprio Jesus quanto a isso: “E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo”. (Marcos 13: 13) Pelas palavras do Senhor no texto bíblico acima se percebe que a jornada pelo caminho, o único que conduz o homem à vida, é passível de dificuldades. ____“E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições”. (2 Timóteo 3:12 ) Porem, a recompensa não se encontra no início desse caminho, nem no meio dele. Entretanto haver as alegrias da proteção e outras bênçãos do Senhor durante o percurso, a recompensa maior está no fim. Se desistirmos por qualquer motivo, ainda que a um passo do final, então perderemos aquilo que está reservado para os fiéis. “___Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam”. ( 1 Coríntios 2:9)

Não há meio termo, nem desculpas ou subterfúgios, forçosamente, todos terão que passar pela porta ___Jesus Cristo ____se o que pretende é um real convívio com Deus no dia a dia e por fim alcançar as bem-aventuranças da eternidade! Como sabemos ser assim? Bem, certo dia, em mais uma de suas muitas palestras às multidões que o seguiam para onde quer que fosse, ele disse: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens”. (João 10:9) Note que passar pela porta da qual o Mestre falava, cuja porta era ele mesmo, redundaria em ser salvo, donde subtende-se segurança no sentido mais amplo da palavra, e ainda mais em achar alimentação em abundancia, por onde entendemos que aquele que passa por essa porta não sofrerá fome espiritual, mas desfrutara da fartura existente na casa do Pai! Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que os meus servos comerão, mas vós padecereis fome; eis que os meus servos beberão, porém vós tereis sede; eis que os meus servos se alegrarão, mas vós vos envergonhareis”; (Isaías 65: 13)

Esse mesmo Jesus que se declarou como uma porta de salvação e segurança, foi anunciado como sendo o Advogado dos pecadores, o apóstolo disse: Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. (1 João 2:1) Sendo assim, os homens não precisam mais ficarem encolhidos pelo pavor de estarem irremediavelmente perdidos em sem ajudador. Ao manifestar a sua gloria aos homens por meio de seu filho Jesus e dos grandes atos que este realizou entre o povo de sua época, o Criador dos céus e da terra quis também revelar à toda a humanidade que Ele se importa, que tem prazer naquilo que criou, que seu desejo é trazer todas as coisas de volta ao seu estado original como Ele idealizou, criou e como era no princípio antes que o homem viesse à queda lá no jardim do Éden. Donde concluímos que não há subterfúgios; que não há como pegarmos atalhos nessa caminhada e isso é maravilho! Maravilhoso porque não precisamos tatear na escuridão buscando uma saída. Jesus o Cristo de Deus, é a luz que veio ao mundo, para que os homens não permaneçam nas trevas! (João 8: 12)


“E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja”. João 17: 26

É forçosamente necessário saber que para vivermos  plena comunhão com Deus é preciso que o conheçamos. Não da forma como é “desenhado” pela religião, mas da forma que seu filho Jesus o deu a Conhecer. Ao andar entre os homens de sua época, Jesus Cristo realizou a obra de seu Pai, Deus, na forma mais ampla da palavra. Não se eximiu, nem se negou a fazer o trabalho que lhe foi designado e o fez na forma mais completa. Renunciando a si mesmo e negando-se a se deixar levar pelos objetivos egoístas e superficiais, inerentes à natureza humana ____”Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. (João 6: 38 - note João 6: 15)____registra a bíblia “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus”,... E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. ( Filipenses 2:6, 8) Desta forma Jesus demonstrou qual era sua verdadeira origem e a fonte de onde vinha a doutrina que ensinava àquele que o seguiam. Ao negar-se às exaltações humanas, fazia questão de que toda e qualquer exaltação fosse direcionada ao seu Deus e Pai nos céus. Se alguém o interpelava com palavras bajulatórias ele respondia à altura das circunstâncias. Não permitia em tempo algum que qualquer ato, por menor que fosse, fizesse com fosse posto à frente daquele que o enviara a resgatar os pecadores. (Veja: Lucas 18:19)

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. João 14:6

Sendo que Jesus é o ponto de partida para conhecermos, aproximarmos e relacionarmo-nos com Deus nosso Criador, estudar seu modo de vida enquanto andou entre homens e imitá-lo é a chave para abrirmos os tesouros de uma comunhão plena com nosso Deus.

Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. 1 João 2:6
Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. 1 Pedro 2:21

Jesus o maior exemplo vida, integridade e obediência.

Sendo que Jesus participou cem por cento da natureza humana, como homem foi tentado e suportou as mesmas aflições inerentes a todos nós.  “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”. ( Hebreus 4:15)  Está registrado na bíblia que logo após ser batizado nas águas do rio Jordão, Jesus dirigiu-se  ao deserto e ali passou quarenta dias e noites e nesse período ele foi tentado pelo diabo. Segundo pode ser visto no evangelho de Mateus, capitulo 4 versículos de 1 a 10, Jesus foi tentado nos pontos em que todo homem é vulnerável. Sabendo que Jesus, após o longo período de jejum, estava fisicamente debilitado e com fome, o tentador apareceu com argumentos ardilosos. “Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães”. (Mateus 4: 3) Porem Jesus, sabedor de quem realmente era e do fora habilitado por Deus para realizar, tinha a plena certeza de que não precisava dar ouvidos a argumentos satânicos a fim de provar sua identidade, muito menos para obter satisfação pessoal. Que ele era filho de Deus e que podia realizar atos poderosos, ficara evidente por ocasião de seu batismo, quando fora capacitado com Espirito santo e fora ouvida a voz do céu dizendo: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Nas três diferentes formas de tentação por que Jesus passou no deserto, entretanto ser o objetivo de satanás um só, ou seja, desviar Jesus de sua missão, o filho de Deus rebateu veementemente os argumentos do tentador deixando claro a que viera e que nada o faria renunciar ao seu objetivo. (Mateus 3: 17. Veja também vv. 13-17) O que podemos ver das atitudes de Jesus é que ele decidira-se a viver à mercê de Deus. Sua própria vontade, desejos ou necessidades pessoais não eram relevantes. Com as palavras ____“Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus”. (Mateus 4:4) ____Jesus quis dizer que a maior necessidade de quem quer que seja, é de se alimentar do precioso alimento que pode proporcionar a palavra de Deus, da qual cada homem pode derivar sustentação para que possa se manter de pé diante de qualquer obstáculo. Ele quis de dizer que aquele que se nutre das palavras de Deus sem dúvida, estará fortalecido no homem interior e, portanto, capacitado para vencer. E, creia-me, esteja certo que se o homem se fortalece de dentro para fora, ou seja, na alma e no espirito, tal não precisará ou mesmo almejará qualquer outra forma de “alimentação” por melhor que possa parecer! Enquanto no deserto, logo após tentar o filho de Deus usando sua necessidade por alimento após este ter passado os quarenta dias em jejum, satanás agora quer que Jesus pratique um ato irresponsável apenas para que prove ser realmente o filho do Altíssimo. Disse o tentador ____“Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra”.
(Mateus 4:6) ____Aquelas palavras não eram desconhecidas para Jesus. Ele tinha o pleno conhecimento destas e do que diziam a seu respeito. Ele sabia da proteção que seu Pai o dispensara desde que sua mãe Maria concebera do Espirito Santo e não precisava dar provas disso ou de sua filiação a quem que quer que fosse, nem a satanás, ainda mais se disse dependesse colocar Deus à prova. Então, a resposta do leal e obediente Jesus foi: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus”. (Mateus 4:7) Continuando, haja vista não conseguir demover Jesus de sua certeza de ser filho de Deus, satanás agora quer levar Jesus ao vislumbre do que as riquezas e o poder podem proporcionar. Transportando o filho de Deus para um monte muito alto, “... mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles”.(Mateus 4:8) e então fez a oferta que a qualquer homem seria irresistível. Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. (Mateus 4:9) Sucumbiu Jesus à tentação? Aceitou este a oferta do tentador? Qual foi sua atitude diante da situação? Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. (Mateus 4: 10) Ainda que tentado com as mesmas tentações com que todos os homens são tentados, Jesus não se deixou sucumbir a elas; permaneceu firme e inabalável tendo por certa a recompensa que o aguardava junto a seu Pai no céu cuja grandeza nada, do que lhe fosse oferecido no mundo, podia suplantar. Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta,
Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”. (
Hebreus 12:1-2)

Como filho Jesus foi exemplo de obediência a Deus seguindo à risca seus mandamentos. (João 8: 29) Como o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”  cumpriu sua missão sendo sacrificado em beneficio da humanidade (Filipenses 2: 8; Marcos 10: 45).


Jesus exemplo de comunhão com Deus ____A comunhão com Deus é resultado de uma total entrega.

Ao receber o Espirito Santo por ocasião de seu batismo nas águas do rio Jordão, Jesus recebeu, por assim dizer, o selo de autenticidade como que para atestar sua origem e filiação.
E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.
(
Mateus 3:16-17)
Além disso, o Espirito Santo de Deus capacitaria a Jesus, a partir de então, a realizar atos miraculosos e a cumprir sua missão de pregador do evangelho de Deus, (note: Atos 1: 8) o que realidade se deu e o que pode ser visto nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Entretanto, isso somente não bastava para que Jesus permanecer na graça de Deus e, portanto, em comunhão com Este. É forçoso que fique claro que, uma vida de plena comunhão com Deus advém de um estreito relacionamento com Ele. A titulo de exemplo: Como poderia uma pessoa desenvolver um achegado relacionamento com outra a menos que este seja baseado em convívio diário? No que diz respeito a Deus não é diferente. Embora viver de forma invisível aos olhos humanos, Deus é real e com toda certeza qualquer ser humano em qualquer lugar, se quiser, pode desenvolver um estreito e belo relacionamento com Ele. Como isso pode se dar? ____alguém talvez pergunte. Para responder, continuemos citando o exemplo de Jesus. Como já foi dito anteriormente, não obstante Jesus Cristo ser o filho unigênito de Deus, ele participou plenamente da natureza humana. Foi assim que ele foi concebido, foi assim que viveu e foi assim que morreu, dando a sua vida em resgate da humanidade. Sendo assim, ou seja, tendo Jesus vivido como humano, enfrentou os mesmos desafios que qualquer homem tem, ou terá que de enfrentar se quiser viver em comunhão com Deus. Por quê? É obvio! O mesmo tentador que esteve lá no jardim do Éden e que fez cair o primeiro casal humano, esteve no deserto, como já dissemos acima, tentando Jesus e continua até agora na sua ferrenha batalha contra Deus com o intuito de arruinar os seus planos com relação aos homens. Sabendo disso, como precioso alerta, o apóstolo Pedro disse: Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”; (1 Pedro 5:8) Sendo que o ideal do diabo é prejudicar os planos de Deus ____não sendo atoa ser justamente  ser chamado de Diabo ou satanás que quer dizer adversário ____ele fez e continuará fazendo de tudo para os homens percam o favor de seu Criador. Lá no deserto, quando tentou Jesus era esse o seu propósito como o foi lá no jardim do Éden onde pela desobediência de Adão ao ser tentado grande desgraça recaiu sobre os homens e a partir do que os homens ficaram sob o terrível estigma da morte. (Gênesis 3: 17-19; Romanos 5: 12) Deveras os desafios para uma comunhão plena com Deus não nada fáceis de se enfrentar. Contudo, ainda que combatamos com forças muito além da compreensão humana, nossas armas são poderosas! Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas”; (2 Coríntios 10:4) ____Que armas são essas? Recordemos as um ponto interessante das respostas de Jesus ao tentador lá no deserto. Em todas as investidas do diabo, a resposta de Jesus foi: “Está escrito...”. o que podemos tirar disso? Que a palavra de Deus é uma das principais armas que devera ser usada por aquele que se propõe viver um pleno relacionamento com seu Pai nos céus. Como nosso maior exemplo, Jesus deixou isso muito evidente. Além disso, Jesus arranjava tempo para orar. Esta era a forma que tinha para falar com seu Pai no céu, pedindo ajuda nos momentos de aflição. (Mateus 14: 23; 26: 36,42; Lucas 22: 41). Aconselhando seus discípulos no jardim de Getsemani, pouco antes de sua prisão, Jesus disse: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mateus 26: 41) Jesus fez isso porque sabia por experiência própria do poder que havia na oração. Pela oração todos podem expressar seus medos, preocupações e angustia e, muito mais que isso, é pela oração que o homem pode se humilhar diante do trono da graça infinita de Deus demonstrando sua fragilidade e dependência de seu Criador. Porem, os homens hodiernos vivem tempos de desafios e não sobra tempo para desenvolver uma vida de oração e, por conseguinte, muito menos tempo para desenvolver hábitos que o levem a viver em comunhão com Deus ____alguém diria. Seria diferente nos tempos de Jesus? Com toda a certeza não. Cada homem vive pelas circunstâncias de sua época e em qualquer meio ou cultura os desafios se apresentam de acordo com o pensamento ou costumes da época especificamente. Jesus também enfrentou os desafios do tempo. Seu trabalho requeria urgência, pois estava relacionado com a vida dos homens. ____“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. João 9:4 ____ele disse a seus discípulos certa vez. Entretanto, ele fez o tempo! É isso mesmo. Mas como se pode fazer tempo quando não podemos controlar o relógio, não o relógio fabricado pelo homem, mas aquele que naturalmente rege o movimento do universo? Outra pergunta talvez esclareça a questão. Quanto do tempo que gastamos é realmente importante? Todas as nossas escolhas são realmente imprescindíveis? Jesus escolheu fazer a obra de Deus (note: Isaias 6: 8) e esta era o seu objetivo principal. A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra”. (João 4:34) ____ele disse. Diante disso o que nos resta? Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo”. (Colossenses 4:5) De tudo o que possamos adquirir, o Tempo é o mais importante. Às vezes achamos tempo para realizarmos as coisas mais banais, mas quando se trata de buscarmos uma aproximação de Deus, ai a história muda. Estamos sempre ocupados demais para ter uma conversa com Ele e mais ainda para tirar alguns momentos para leitura de sua palavra e reflexão. Jesus, nosso maior exemplo, foi vitorioso porque se entregou a essas coisas. A ele não importava a própria vontade, mas a de Deus. Falando de quem era e a quê viera ao mundo, ele disse aos seus ouvintes em certa ocasião: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. (João 6:38)

Percebemos então que a comunhão de Jesus com seu Pai, era resultado de uma vida plena de observância daquilo que dele ____não se exigia ____mas se esperava. Jesus fez uma escolha e se entregou a ela. À mercê de Deus ele procura que o nome deste fosse exaltado em todas as ocasiões. Mesmo sendo o Príncipe da vida, (Atos 3: 15) mortificou-se; “... esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”; (Filipenses 2:7) Recebeu sobre si a injurias dos que injuriavam a Deus, (Romanos 15: 3) seguindo sempre em frente, em direção ao calvário.
Nos momentos que antecederam o seu suplicio na cruz, Jesus, o filho unigênito de Deus, sentiu o peso de sua responsabilidade. Orando no jardim do Getsemani a sua aflição era tamanha que “seu suor se tornou em grossas gotas de sangue, que corriam até o chão”. (Lucas 22: 44) Porem não desistiu. Ainda que orasse ao Pai para que o livrasse daquela hora, todavia não se esquecia de que a vontade de seu Pai era superior à sua e que morrer pela humanidade era o fim para o que viera ao mundo. (João 12: 27) “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem”;( Hebreus 5:9) Na sua obediência, Jesus se tornou o redentor da humanidade!

Jesus nos deu a conhecer Deus.

O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; (...) Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor, (Romanos 1:4; Colossenses 1: 15)

Como ficou caracterizado acima, Jesus demonstrou por palavras e obras a que viera e por quem fora enviado ao mundo. Houve uma ocasião em que ele disse: Se alguém quiser fazer a vontade Dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo”. (João 7: 17) Como filho, que buscava única e exclusivamente a glorificação do nome de seu Pai, (João 7: 18) Jesus deu-nos a conhecer Deus por sua conduta, humildade e amor às pessoas. Deixou claro que aquilo que realizava entre os homens, era algo aprendido de Um maior que ele. “Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente” ____ele disse. ( João 5: 19) Através de sua personalidade, Jesus nos deu a conhecer Quem é Deus, como É Deus, e os sentimentos que ele nutre em relação à humanidade. (João 3: 16) Mesmo não tolerando a iniquidade (Mateus 21: 12,15) e agindo com firmeza contra aqueles que não tinham respeito pelo sagrado, ele conviveu com os pecadores, comeu com eles em inúmeras ocasiões e amou-os ao ponto de dar a sua vida por eles. (Marcos 2: 15,16; Mateus 20: 28) compare com Genesis 6: 1-8. De fato, a morte de Jesus em prol da salvação da humanidade, é algo mais que necessário para conhecermos qual é o tipo de sentimento que o Criador nutre em relação às suas criaturas. Sim, por que além do resgate do homem, a morte de Jesus proporcionou que fossem reconciliadas (...) “todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus”. Colossenses 1: 20

Pergunte-se: Daria eu, um ente muito querido para morrer em lugar de um criminoso?

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Romanos 5:8

Haja vista o Filho ter praticado atos de amor, misericórdia e justiça, se faz necessário que entendamos que o Deus, por quem Jesus saiu ao mundo, possui os mesmos atributos e no que tange a sua Justiça Ele a plicará sobre o mundo quer para juízo justificador, quer para juízo condenatório. No que diz respeito a seus atributos de amor e sua misericórdia, Ele os demonstrou em máximo grau ao enviar seu filho ao mundo para dar a vida pelos pecadores. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3: 16) Esta é a expressão máxima do amor de Nosso Criador e Pai nos céus. Mas, se Deus ama os homens, então por que ele exercerá o juízo sobre a humanidade de duas maneiras distintas? Ou seja, para justificação ou condenação? Não poderia Ele, já que é amoroso apenas justificar todos os homens independentemente de se este é justo ou não? Não são todos filhos Dele? Perguntas interessantes...

É justamente por causa de sua retidão que Deus agira de modo distinto. Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra”? (Gênesis 18: 25) Consideremos: Sabedor de que alguém se encontra em perigo iminente, uma pessoa faz de tudo para que esse alguém se salve. Contudo, apesar dos muitos esforços, avisos e vaticínios sobre a iminente calamidade o implicado não dá ouvidos e sofre a pena. Poderia a pessoa que sabia do mal que se avizinhava ser considerada culpada pela calamidade daquele? Por ventura não fez esta todo esforço que podia a fim de que aquele fosse salvo? Do mesmo modo, desde que o homem descaiu da graça de Deus lá no jardim do Éden, a humanidade se acha em perigo iminente. O pecado colocou os homens à mercê da morte. (Romanos 5: 12) Porém Deus, o criador de todas as coisas tem avisado ao longo das eras, fazendo de tudo para que os homens fossem reconduzidos à retidão. Também vos enviou o Senhor todos os seus servos, os profetas, madrugando e enviando-os, mas vós não escutastes, nem inclinastes os vossos ouvidos para ouvir”, (Jeremias 25:4) Diante disso, poderia ser Deus considerado injusto com os homens? Jesus, a expressão máxima de seu amor, morreu pelos homens, consumando a maior obra de redenção já anunciada. E ainda assim Deus poderia ser considerado injusto? Jamais!

Nessa demonstração inefável, Ele nos deu a Vida que está em Jesus o Cristo (1 João 5: 11) Entretanto essa grande demonstração de amor, o Justo e Verdadeiro Deus em breve aplicara sua reta Justiça sobre este mundo e, como o Grande Juiz de toda a terra que é, saberá dar a cada um o veredicto cabível à seus atos.

“Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra”? Gênesis 18: 25

____Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. João 10:9____ Passando por Jesus, a porta por onde se tem acesso a lugares de descanso e refrigério, podemos ter acesso a Deus, conhece-lo e assim, poder desenvolver plena relação com Ele, desfrutar de uma vida plena de alegrias já aqui e no futuro, a Vida Eterna! (Note: João 17: 3)



II




Religião e Adoração aceitável. ____Duas forças em conjunto e entre elas os homens

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”. Hebreus 11:1

“A fé detêm o poder de elevar  homens às alturas, fazê-los como a cordeiros indefesos, ou leva-los atingir feitos monumentais”.

Geraldo R. Filho


Como algo que não pode ser cientificamente explicado ou medido, a fé tem, ao longo das eras, feito parte do cotidiano de muitos homens. Mas o que significa? Como definir o termo e dar-lhe um sentido que seja lhe fiel, que seja capaz de esclarecer-lhe a grandeza e poder? “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”. Hebreus 11:1 Esta é maior, melhor e talvez única definição que faz justiça ao termo. Com o poder de levar o homem a lugares inimagináveis, fazendo- avistar aquilo que jamais o olho humano viu ou verá, a fé, que é algo que se desenvolve a partir de um ponto especifico, pode ser manipulada se não vier da fonte certa, ou desacompanhada do conhecimento verdadeiro e, ao invés de fé genuína a pessoa pode acabar por desenvolver apenas crendices que por sua vez é algo meramente baseado em fábulas e mitos populares. Então, como se pode adquirir a Fé? Existe uma fonte correta de onde os homens possam derivar algo de tal gênero? Vejamos alguns pontos interessantes que precisam constar na lista daquele que anseia por desenvolver uma fé genuína, que se baseie em conceitos verdadeiros.

____Ser capaz de Ouvir.

Em primeiro lugar é preciso que se tenha a capacidade de ouvir, que não é o mesmo que por em ação o sentido inerente a todos os homens, o sentido da audição! Os animais também detêm esse sentido. Quando dizemos que é necessário ouvir, queremos dizer que aquele a quem a palavra é dirigida, precisa ser receptivo, com capacidade remoer no íntimo aquilo que escuta e aproveitara dai aquilo que faça bem à sua alma. Por que isso é necessário? Porque apenas aquilo que faz bem ao homem interior, é que é verdadeiro. O homem carnal pode ser enganado, mas o homem espiritual não!

____Ouvir de fonte segura e imparcial.

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. (Romanos 10: 17)

O mundo é permeado das mais varias crenças desenvolvidas ao longo dos milênios,
que aparentemente parecem verdadeiras, ser canais de ligação do homem com Deus. Contudo, algumas perguntas diretas, imparciais e desprovidas de preconceito precisam ser consideradas. Em que se baseiam essas crenças? Seus escritos, onde seus adeptos se baseiam são fieis imparciais e justos? Se tais perguntas puderem se respondidas de modo afirmativo, então eis ai um bom começo para buscar o conhecimento e, por conseguinte desenvolver a fé. Entretanto, pergunte-se: Qual de todos os escritos religiosos existentes fala de alguém que tenha dado sua vida em benefícios de homens pecadores? Que livro relacionado a assuntos espirituais conta a historia de homens do passado destacando sua fé e serviço a Deus sem, contudo, omitir suas imperfeiçoes e falhas cometidas? (Atos 13: 22; 2 Samuel 12: 7-9) Quais dos escritos antigos falam de um Deus que se levantou a favor de uma nação inteira, resgatando-a da escravidão? (Êxodo 12: 42). A bíblia é esse livro! Imparcialmente esta relata a história de homens de Deus, como estes viveram, seus medos, imperfeições e falhas, e relata as ações de Deus a favor daqueles que esperam nele. Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera”. (Isaías 64: 4)

____Ser humilde de coração a fim de poder ser instruído sem barreiras.

“Examinai tudo. Retende o bem”. 1 Tessalonicenses 5:21

Não obstante a necessidade de que detenhamos a qualidade de ouvir humildemente, forçoso é que tenhamos o cuidado de examinar aquilo que nos é anunciado, fazendo isso com mansidão, espirito crítico e perspicácia. Por quê? Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos”. (Marcos 13: 22) Como alerta contra tais falsos profetas o apóstolo João advertiu: “Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis”. (2 João 1:10) De que doutrina fala o santo apóstolo do Senhor? Bem, por ocasião da ascensão de Jesus ao céu, este disse aos seus discípulos que deveriam anunciar o evangelho a toda a criatura. De que tratava o evangelho? O evangelho falava do Cristo, do reino de Deus, da salvação dos homens que nele cressem. O evangelho falava de um Jesus carne e sangue, (2 João 1: 7) que à semelhança dos homens padeceu toda a sorte de padecimentos e se tornou o Príncipe da salvação. (Hebreus 2:10, 18; 1 Pedro 4:1) Desse modo se algo parecer-lhe diferente disto, então não é  o evangelho de Cristo.

É triste que a fé, como algo que capacita o homem para ver o invisível e acreditar naquilo que não se pode apalpar, tenha se tornado uma porta por onde ensinamentos errados entraram e se arraigaram profundamente na mente e coração dos homens. O escritor da carta os Hebreus chegou a dizer que “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”. Hebreus 11:3 De modo que a fé não precisa da ciência para que se explique a nossa existência, nem tampouco a existência do mundo e do cosmo infinito. Por onde percebemos o grau de poder da fé. Ela nos dá a consciência daquilo que não pode ser explicado pela razão e talvez por isso seja tão explorada por mentes deturpadas e impiedosas a fim de fazer seus escravos, pessoas em todos os lugares e épocas.

 ____Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes”. 2 Timóteo 2:14 ____alertou o apóstolo Paulo a Timóteo, cooperador com ele na obra do evangelho do Cristo. Por ele fez isso? Porque ele sabia haver no meio dos discípulos, homens amantes de si mesmos, aos quais ele chamou de Dissolutos, cuja fé era somente na aparência e não uma fé genuína amparada na Verdade das santas palavras do evangelho que este anunciava. (Note:  2 Tessalonicenses 3:2;  Atos 20:30).


A adoração verdadeira.

“Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança”. Romanos 15:4


Quando Deus resgatou os filhos de Israel da escravidão egípcia, (Êxodo 6: 6) lhes deu leis e observâncias que seguir e praticar na terra que passariam a possuir por herança. (Deuteronômio 12: 1) Seria a instituição de uma religião? Antes de respondermos a esta pergunta, vamos entender do que se trata o termo religião. Se considerarmos que religião é aquilo que se faz com rígida frequência, a definição seria incorreta porque iriamos descobrir uma infinidade de atividades praticadas rígida e diariamente e que, portanto, deveriam ser consideradas como religião e, no entanto não as vemos assim. De outro modo, se disséssemos que religião é toda forma de devoção a algo ou a algum costume, também estaria incorreto, porque podemos demonstrar devoção a uma infinidade de coisas e até a uma pessoa. Insistindo ainda mais um pouco, se considerássemos como religião algum tipo de rito, serviço ou reunião onde se entoam cânticos a certas divindades então como definir as reuniões comemorativas onde se celebram aniversários de nascimentos e casamentos entre outros? De modo que as definições de religião mais confundem que esclarecem, principalmente no que tange o ponto de vista espiritual. Assim sendo, melhor seria que fosse utilizado o termo Adoração, ao invés de Religião. (Note João 4: 22) O fato concreto em meio a tudo isso é que não importa muito qual o verdadeiro sentido desse substantivo que, segundo andei pesquisando, apareceu na sua versão em português a partir do século XIII. Se procede, me desculpem, não posso afirmar. Porem, como isso é o que menos importa à esta altura do assunto, vamos em frente sabendo que o verdadeiro objetivo entre tudo isso é encontrar Deus, adquirir conhecimento a seu respeito e por fim, desenvolver uma fé genuína e inabalável.(João 17: 3) Voltando à pergunta: Estaria Deus instituindo um religião? Para responder, é bom que primeiro atentemos para a passagem bíblica que segue: “Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus; para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar.
Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida”.
(Deuteronômio 4:5-6) Em primeira instância nota-se que o objetivo das leis era para que povo fosse ensinado, a fim de que adquirisse sabedoria e entendimento. (Deuteronômio 6: 1; 2 Timóteo 3: 16) E o modelo de adoração dado por Deus, um modo de proteger a nação contra a corrupção da falsa adoração vigente entre as nações ao redor de onde passariam a viver. Pelas retas palavras da lei, comumente chamadas Os Dez Mandamentos, o povo de Israel aprenderia a maneira correta de se conduzir como nação e, cada homem saberia o que fazer em qualquer questão de demanda. (Deuteronômio 19: 17) Na forma de adoração baseada em ofertas e sacrifícios, além levar o povo à consciência de que tudo o que possuíam era uma dádiva da parte de Deus, apontava para coisas futuras, destas o sacrifício de Jesus como resgate da humanidade. (Colossenses 2: 17 )  Com aquelas ordenanças o povo seria protegido. Tendo sua própria forma de adorar a Deus, eles estavam livres de se corromper com as falsidades religiosas das nações ao seu redor, onde os deuses eram os mais variados sendo representados nas mais diversas formas, sendo esculpidos de pedra ou madeira. (Salmos 135:15)

Sem um código de conduta especifico que praticar os filhos de Israel até então se conduziam praticando o que lhes parecia justo aos seus próprios olhos. Eles não possuíam uma lei e seu modo de adoração ao que parece era conforme o modelo praticado pelos povos ao seu redor, fato que fica muito evidente na facilidade e falta de temor com que, enquanto no deserto de Sinai eles esqueceram-se de como tinham sido livrados do poder de faraó e pediram ao irmão de Moisés que lhes fizessem deuses para ir adiante deles naquela jornada. Tal episódio ocorreu justamente no período em que seu líder Moisés estivera no cume do Sinai, lugar onde este recebeu do próprio Deus as leis que deveria ensinar a eles. Na ocasião, Moisés subira ao monte, de onde fora chamado por Deus, permanecendo lá por quarenta dias.(Êxodo 24: 16, 18)  Nesse ínterim o povo apenas aguardava. Então, na sua ociosidade, eles procurarão por Arão, o irmão de Moisés que estivera com este em todos os eventos ocorridos no Egito por ocasião da libertação do povo, (Êxodo 7: 1) e pediram: ... Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque não sabemos o que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito”. (Êxodo 32: 23) Esse episódio só vem confirmar que o povo até então, como já foi comentado anteriormente, vivera sem lei e não conhecia realmente aquele que fizera os prodígios no Egito e os libertara por meio de manifestações poderosas. (Jeremias 32: 20; Deuteronômio 34: 11) Assim sendo, em seu amoroso cuidado e firme nas promessas que fizera aos pais daquela nação, (Deuteronômio 9: 27) Deus proveu a Moisés as diretrizes necessárias de como deviam se conduzir e a maneira corretas de como proceder nos serviços referentes à adoração, ato que deveria ser praticado única e exclusivamente em devoção ao Deus que os libertara; o Deus de seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó. (Êxodo 2: 24; Mateus 22: 32) E a ordem vinha do Próprio Deus, dizendo: Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”. (Êxodo 20:4-5) Entretanto, é bom que fique evidente que as leis e os cultos instituídos por Deus e repassados aos israelitas através de Moisés, antes de ser uma obrigação imposta, ou considerada como a instituição de uma religião, era sobre tudo isso, para a proteção da nação de Israel! ____Porque esta palavra não vos é vã, antes é a vossa vida; e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a qual, passando o Jordão, ides a possuir”. (Deuteronômio 32:47) ____Foi vaticinado por Moisés. A prosperidade do povo, sua permanência na terra que Deus prometer a Abraão, que a daria aos seus filhos depois deste, (Gênesis 13: 15) baseava-se em eles observarem a lei de Deus e fazerem exatamente como estava escrito.

Olhai, pois, que façais como vos mandou o Senhor vosso Deus; não vos desviareis, nem para a direita nem para a esquerda”. (Deuteronômio 5: 32)

Fiquem atentos. Prestai atenção para fazer exatamente como lhes foi prescrito! Com muita clareza, aquelas palavras diziam ao povo o que fazer e como fazer. Assim, não teriam como se desculparem, nem poderiam dizer que eram ignorantes quanto ao justo e o injusto, quanto ao certo e o errado. (Deuteronômio 4: 6)

Note que a Israel foi dada a lei como algo que regularia a conduta do povo com relação ao próximo e nas coisas concernentes a Deus.

Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:
Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.
 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.
 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. (Êxodo 20:1-17)

Por ela o povo confessaria um único Deus; abominaria a idolatria; guardaria reverência ao santo nome de Deus; (יהוה caracteres do hebraico antigo que representavam o nome de Deus) respeitariam a observância do Sábado como um dia repouso absoluto; observariam a honra que se deve aos pais; teriam respeito pela vida; manteriam a pureza do corpo no que diz respeito à imoralidade sexual; não lançariam mão da propriedade alheia; seriam verdadeiros nas palavras; seriam puros de olhos com respeito a àquilo que pertencia a outrem. Porem os serviços a Deus se baseavam em ofertas, sacrifícios e ajuntamentos solenes em épocas especificas, apontadas pelo próprio Deus, (יהוה) ocasiões onde os filhos de Israel poderiam se alegrar e agradecer por todas boas dádivas recebidas do Criador. (Note Êxodo 34: 18, 22, 23)

“E te alegrarás por todo o bem que o Senhor teu Deus te tem dado a ti e à tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti”. (Deuteronômio 26: 11)

Teria Deus, com a instituição daquela forma de adoração, a intenção de criar uma religião? Vamos considera aqui algo muito peculiar que com certeza desfará qualquer conceito de que esta era a intenção de Deus.

Que o homem sempre demonstrou inclinações adorativas, concebendo em si a ideia de alguém ou algo superior que adorar, remonta a milênios na historia deste sobre a terra. Ainda lá no inicio da história humana registrada na bíblia, encontramos os dois primeiros filhos de Adão fazendo oferendas a Deus. Está assim registrado: E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.
E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta”.
(
Gênesis) Por que eles fizeram aquilo? De onde tiraram a ideia de que aquela era como deviam prestar culto a Deus? Sem dúvida alguma, naquela atitude implicava-se o sentimento de gratidão, principalmente no que diz respeito à oferta de Abel em particular. Com certeza, sabedores de quem era Deus e de que essência era, fora a forma mais adequada que encontraram de dar a Ele algo daquilo que consideravam terem recebido graciosamente de seu Deus. Assim, considerando que o ato de oferecer sacrifícios a Deus começa em Abel e seu irmão Caim, vemos que ao estabelecer os rituais que seriam praticados pelos filhos de Israel quando comparecessem perante si, Deus apenas estava, ao invés de promover uma religião, apenas corroborando a atitude adotada por nossos primeiros irmãos lá no inicio do mundo. Por outro lado, levando em conta que as nações ao redor de Israel também praticavam o ato de oferecer sacrifícios a uma infinidade de deuses inventados por si, é razoável duvidar que Deus jamais seria capaz de instituir uma religião que sequer se aproximasse em certos aspectos daquelas onde seus praticantes sacrificavam à pedra, ao ouro, às estrelas, ao sol, entre outros. (Note Deuteronômio 4: 14-20; Jeremias 8: 2)

“Os ídolos dos gentios são prata e ouro, obra das mãos dos homens”. (Salmos 135:15)

Assim, podemos afirmar categoricamente que Deus não instituía uma religião, mas que dava autenticidade à forma com que Abel e seu irmão Caim tinham, no princípio, praticado a adoração a Ele. Do mesmo modo que aqueles, os filhos de Israel apresentariam sacrifícios representativos a Deus, como forma de alcançarem perdão pelos pecados, (Levítico 16: 34) ou ainda, ofertando ao Senhor, quer do fruto dos animais, quer dos frutos da terra. Estas coisas fareis ao Senhor nas vossas solenidades além dos vossos votos, e das vossas ofertas voluntárias, com os vossos holocaustos, e com as vossas ofertas de alimentos, e com as vossas libações, e com as vossas ofertas pacíficas”. (Números 29: 39) Note Gênesis 4: 3,4.

A adoração de Deus hoje ____Como praticá-la?

“E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação;...” (Daniel 9: 27)

A passagem bíblica em destaque acima diz-nos sobre o que seria feito da forma de adoração que desde o Sinai ainda subsistia, atravessando séculos, chegando até os tempos em que o Messias se manifestou ao mundo. Com o aparecimento deste e, por conseguinte, com sua morte seria posto termo à antiga lei dos sacrifícios, se tornando ele mesmo o sacrifício, E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem”; (Hebreus 5:9) Jesus é esse Messias! Por ele, ao ser morto na cruz, foi posto um fim às ordenanças, que consistiam de ofertas e sacrifícios, os quais embora cumprissem certa medida de relevância aos olhos de Deus, contudo não podia perfeitamente cumprir o papel de remir os homens da escravidão ao pecado.
E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê”. (Atos 13: 39)
Como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” Jesus preencheu todas as lacunas, cumpriu todos os requisitos no que tange a redenção. Através dele todos os homens, independentemente de nação ou posição social, são aceitos sem qualquer distinção diante de Deus. E, ainda, ao contrario do que era anteriormente, ou seja, quando o mundo se dividia em “Judeu” (os filhos de Israel) e “Grego” (as demais nações do mundo) Note Colossenses 3: 11. Por Jesus a divisão veio abaixo. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades”. (Efésios 2: 14-16)

Muito diferente daquilo que por tradição o povo Judeu recebera de seus antepassados, (1 Pedro 1: 18) Jesus veio pregando a salvação pela fé e com isso ganhou muito inimigos entre os principais da nação. (Lucas 19: 47; veja João 3: 16) Na mensagem que Jesus anunciava não estava implícitas as cargas da lei, nem tampouco as cargas adicionais inventadas pelos doutores da lei ao longo dos séculos. (Mateus 23: 4) ao contrário do que os ensinadores da lei pregavam ao povo, Jesus dizia: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mateus 11: 28-30) Com isso Ele fazia o povo entender que o ato de prestar serviço a Deus era para ser algo prazeroso e não um fardo pesado, onde os lideres eram mais exatores cruéis, que pastores amorosos que conduzisse o rebanho com mansidão e benevolência. Por isso ele disse “Sou manso e humilde de coração”. Diferente de qualquer líder espiritual de sua época, Jesus amava aquelas pessoas à sua volta, vendo-as como ovelhas indefesas.

E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor”. (Mateus 9: 36)

Essa bela qualidade de Jesus, de ver as pessoas com sensibilidade, habilitava o a dizer com muita propriedade: Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido”. (João 10: 14)

Ensinando as multidões que se acercavam dele, Jesus sempre procurou que o ponto central fosse aquele por quem saíra ao mundo com a incumbência de anunciar as boas novas. (Lucas 18: 19) Deixou muito evidente que o que levava consigo, provinha de uma fonte elevada e que não era de si mesmo ____ “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo”. João 7:1 6-17 ___ele dizia. Com isso, ele apontava para que direção deveria ser dirigida a adoração e o mérito. Enfatizava que se alguma gloria lhe cabia, não a esperava de homens, mas daquele que o enviara, Deus!

Eu não recebo glória dos homens”; (João 5: 41)

Quando chegamos neste ponto, passamos a entender que o Cristo, o Messias de Deus é o meio; o elo entre os homens e seu criador, não havendo meio termo, subterfúgios, desvios ou qualquer outro ente que supostamente nos faria aproximarmo-nos de Deus e alcançar o seu favor, Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. (1 Timóteo 2:5) Por Jesus, e somente por ele é que podemos ter acesso ao trono da graça de Deus e, por ele, oferecer os nossos sacrifícios de louvor, “...isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome”. (Hebreus 13:15) “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus,
Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,
E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.
(Hebreus 10:19-23)


Do mesmo modo que nos tempos de Moisés, quando este por Deus ensinou ao povo os regulamentos justos do Criador recebendo ele próprio as leis de Deus e as dando à nação israelita, nos dias de Jesus este pregava ao povo belas mensagens e dava grandes ensinamentos recebidos do próprio Deus. (João 7: 16; compare Êxodo 32: 16) Note: Deuteronômio 18: 15. ____Demonstravam os ensinamentos de Jesus que era ele um inventor de uma nova forma de religião? Definitivamente não! ____Se bem que algumas autoridades religiosas de seu tempo cogitaram estar ele a ensinar algo diferente daquilo que estas ensinavam à nação (Marcos 1: 27)____Jesus no entanto, não veio ao mundo para implantar uma nova religião, do mesmo modo que o objetivo de Deus lá no deserto de Sinai quando instituiu a lei e os sacrifícios, não era dar ao povo uma religião. De fato ele veio para edificar uma igreja!  (Mateus 16: 18) Porém é óbvio que quando se fala em edificar uma Igreja ____do que falaremos em hora mais oportuna ____é claro que se excetua a edificação de um templo físico. A Igreja de Cristo é composta por aqueles que em todos os tempos e nações diferentes abraçaram a fé em seu sacrifico redentor, (Hebreus 12: 23) “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”. (Efésios 2: 20-22) Note que o escritor da passagem bíblica acima, destaca que os membros da “Igreja” do Senhor são edificados sobre os fundamentos, que é o mesmo que alicerces lançados pelos apóstolos, cuja pedra de ângulo é o próprio Jesus. O que isto quer dizer? Que nas bases sobre que deve estar edificada a “Igreja”, não há lugar para pedras estranhas, que é o mesmo que doutrinas contrárias às ensinadas por Jesus e consequentemente por seus apóstolos inspirados pelo Espirito santo. (Atos 1: 8) Quer dizer um único fundamento foi lançado, completo e sem necessidades de reformas, ampliações ou remendos, o qual permanece firme e inabalável séculos afora e não muda, nem pode ser mudado por quem quer que seja. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. (Gálatas 1:8)

“Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”. (João 4: 21-23)

Na passagem bíblica acima podemos ver Jesus lançando luz sobre como Deus seria adorado a partir do dia em que por este se fizesse cessar os ofícios sacrificiais ainda realizados no templo em Jerusalém. (Daniel 9: 27) Quando a mulher com quem Cisto falava fez referencia em “nós adoramos neste monte”, esta dizia do monte de adoração instituído por Jeroboão I, “Porque rasgou a Israel da casa de Davi; e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate. E Jeroboão apartou a Israel de seguir ao Senhor, e os fez cometer um grande pecado”. 2 Reis 17:21 No temor de que indo as dez tribos, sobre as quais fora constituído rei, a Jerusalém onde estava o templo de Deus e onde era o lugar instituído por este para a adoração, por ocasião das festividades ao Senhor estas viessem a se unir às outras duas que constituíam o reino do sul sobre o governo da descendência de Davi e por conseguinte lhe fosse tirado o reinado. Porquanto dizia: “Se este povo subir para fazer sacrifícios na casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração deste povo se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão, e tornarão a Roboão, rei de Judá. Assim o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro; e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito”. (1 Reis 12:27-28) A partir de então, com aquele ato de Jeroboão, o povo de Israel que compunha o reinado de dez tribos, passou a realizar suas festas conforma fora instituído pelo rei, sacrificando seus sacrifícios aos bezerros de ouro que este mandara constituir como deuses de Israel. As palavras de Jesus à mulher samaritana são deveras muito dignas de serem analisadas a fundo e com muito cuidado. Ao dizer à mulher ____“nem neste monte nem em Jerusalém”, ____ele deixa claro a adoração de Deus não exige um local especifico, desde que esta seja conduzida “em espirito e verdade”. Por quê? Note que em primeira mão o Senhor faz referência a que a adoração a Deus “em espírito”. Por que tem que ser assim? Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. 1 Coríntios (2:14) Sendo  assim, sem que o Espírito de Deus esteja atuante na adoração esta será vazia. É o Espírito que nos ajuda nas fraquezas, nos ensinado e inspirando na adoração. (Romanos 8: 26) No que tange ter Jesus dito que a adoração também precisa ser “em Verdade”, conduz-nos a entender que a nossa parte física também tem que fazer parte do ato de adoramos a Deus, Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago 2: 26) Em outras palavras, o Espírito nos liga às coisas espirituais nos fazendo conhecer e entender aquilo que à mente carnal é impossível. O físico ____ “em Verdade”____ nos liga às coisas naturais, pelas quais podemos prestar serviço a Deus por nos doar em beneficio de outros. O próprio Jesus foi exemplo disso. Pelo Espirito ele pregou o evangelho do Reino, curou os enfermos, libertou os oprimidos do diabo e, (Atos 10: 38) fisicamente deu-se como sacrifício em resgate da humanidade. Assim sendo, ele deu mostras reais do que adorar a Deus em espirito e verdade.

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. (Romanos 12:1)
Notemos que na passagem bíblica acima, o apóstolo exorta os crentes a apresentarem seus corpos em “sacrifício”. Logico é que ele não quer dizer que deveremos ser mortos à maneira de Jesus a fim de que apresentemos um “culto” a Deus, mas ele fala de subjugarmos o nosso corpo, restringindo as vontades da carne, para que assim possamos “em Verdade” adorarmos a Deus. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”. (Romanos 8:13) Atente que uma coisa não é sem a outra, ou, digo, que não há como adorar a Deus apenas “em Espírito”, como também não existe maneira de adorarmos a Deus apenas “em verdade”. O versículo bíblico imediatamente acima, deixa isso claro. Note que ai diz que ____ “mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”. Fica evidente então que, como a parte do homem que o liga diretamente a Deus ____o Espírito____ (Note Gênesis 2: 7; João 20: 22) necessário se faz que este suplante a carne, isto é, o nosso corpo físico, a fim de que tudo o que for realizado por nos quer no âmbito material, quer espiritual, manifestemos que realmente somos participantes da Natureza divina! (2 Pedro 1: 4)

Um povo chamado “Cristão”.

“E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” Atos 11:26.

O que podemos deduzir do ato de serem os discípulos chamados de “cristãos”?

No início e também muito depois que os discípulos de Jesus começaram com a obra de evangelização eles sofreram as mais severas perseguições que resultou em morte e dispersão. Em Jerusalém Estevão foi apedrejado até à morte, “E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos”.
(...)
Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra”.
(Atos 8:1, 4)
e o que pareceu a princípio ser ponto a favor dos perseguidores, estes da mesma estirpe dos que haviam condenado e crucificado a Jesus, resultou em que as boas novas do Reino de Deus alcançasse outros muito além dos muros de Jerusalém! A obra de evangelização se espalhou pelas terras e chegou a Antioquia e ali foram os discípulos, pela primeira vez, chamados “Cristãos”. ____Foi o meio encontrado por alguém para distinguir os seguidores de Jesus?  ____ A nós hoje se dá exatamente assim. Quando se diz que alguém é cristão, é porque não muçulmano, hindu, budista, etc., contudo, podemos ter certeza que no inicio não soou assim. Por quê? Ora, justamente pelo motivo com o qual iniciamos este parágrafo, Perseguição! Podemos assegurar que a última coisa que os opositores do evangelho queriam naquele tempo, era contribuir com qualquer coisa que lhe fosse benéfica. Assim sendo, tenha certeza, chamar os discípulos de “Cristãos” naquele tempo era uma forma pejorativa de se referir a este! Os seguidores de Cristo não eram bem vistos pelos principais dos judeus residentes em Jerusalém, ou pelas comunidades judaicas espalhadas por todo o mundo conhecido daquela época, sendo esses mesmos seus principais e mais ferrenhos opositores. (Atos 13: 50; 17: 5, 6; 25:15) Então, sem sombra de dúvida podemos dizer que serem chamados “Cristãos” era mais uma maneira de rotulá-los, de depreciá-los, que mesmo de dar lhes um designativo que os separasse de qualquer outro grupo religioso de seu tempo. (Pesquise por: Fariseus, Saduceus, Essênios) Contudo parece que o termo veio a calhar, e tornou então comum os discípulos do Senhor serem trados assim. (Atos 26: 28; 1 Pedro 4: 16) Então, com o decorrer dos séculos tornou-se comum que: Cristianismo, ou Cristandade, fosse tido como a “Religião” daqueles que professam seguir os ensinamentos de Jesus. Assim, é digno de nota que o termo “Cristão” foi cunhado sem dúvida por alguém oposto à evangelização, não por Jesus, e nem por qualquer de seus seguidores.

O Cristianismo.

Como já vimos anteriormente, e como, acredito, ficou claro, mesmo que pareça quere reivindicar a ideia de alguém que é “doutrinado nos ensinamentos de Cristo”, o termo “Cristão”, de onde se deriva “Cristianismo”, na verdade é usado no sentido de indicar uma “Religião” que pretende ser “fundamentada nos ensinamentos de Cristo”. Com três ramificações diferentes, o “cristianismo” se divide em Catolicismo, Protestantismo e igreja ortodoxa. Contudo, a formas de crenças não diferem muito entre si, embora algumas “variáveis”. Por exemplo, se o ensinamento sobre “purgatório”, é aceito por um ramo, por outro não é, e há divergências sobre a suposta ascensão de Maria ao céu. Por outro lado, a vida após a morte é um ensinamento comum às três ramificações.

O Cristianismo se difundiu grandemente pela Ásia, Europa e África. (1 Coríntios 16: 19; Atos 2: 10; Romanos 15: 24, 28)A “Religião” cresceu tanto que, no ano de 313, o imperador Constantino concedeu aos cristãos liberdade de culto; e em 392, foi considerada a religião oficial do Império Romano.

Falsidades e apostasia. ____Onde começou?

Não são do mundo, como eu do mundo não sou”. João 17:16

O apóstolo asseverou por varias vezes que entre os discípulos do Senhor se infiltraria daqueles que primariam meramente pelo poder, por dominar sobre o rebanho de Cristo. Na sua ultima viagem à Ásia, tendo reunido os anciãos em Mileto, entre outras exortações ele alertou: Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si”.
(Atos 20:28-30)

Houve um ponto na historia onde a “Igreja” liderada por homens ávidos de poder e principalmente esquecidos das palavras de Jesus no evangelho de João 17 versículo 16,  se aliou ao estado e, a mesma Igreja que antes era odiada e perseguida, tornou-se a “religião” do Império romano e, por conseguinte adquiriu poder. Não aquele poder prometido por Jesus e registrado no evangelho segundo Lucas capitulo 24 versículo 49, poder com o qual os discípulos seriam capacitados para dar testemunho de Jesus, mas um poder meramente carnal, mundano, carregado de crueldade. Enquanto que o poder prometido por Cristo capacitava para a obra de fazer discípulos entre outras coisas, como a operação de milagres, (1 Coríntios 12: 6-11) o poder proporcionado pela coalisão “Igreja-Estado” promovia o terror. A liberdade de fé não era tolerada e os povos conquistados eram forçados a se “converterem” a peso de artifícios bem convincentes porem alienados da pureza daquele evangelho anunciado por Pedro do dia de Pentecostes em Jerusalém, logo depois da morte de Jesus, cuja mensagem levou três mil almas aos pés do Senhor e cujo teor é como segue:

“Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:
E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão;
E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, E a lua em sangue, Antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor; E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela; Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, Porque está à minha direita, para que eu não seja comovido;
Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; E ainda a minha carne há de repousar em esperança; Pois não deixarás a minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; Com a tua face me encherás de júbilo. Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção.
Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.
De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.
Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.
Saiba pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?
E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;
Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.
De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”
, (Atos 2: 14-41)

Ao se aliar ao estado, o poder e as riquezas que a “Igreja” adquiriu eram enormes “Na Idade Média, a Igreja Católica ____que reivindica ser a “Igreja” de Jesus Cristo” ____dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a “Igreja” influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento. “A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando”. Nesse contexto, dogmas e ensinamentos estranhos aos deixados por Jesus foram instaurados e pode-se dizer que “o joio contaminou a lavoura de trigo”. (Mateus 13: 24, 25) (Pesquise Dogmas do Catolicismo)

Um pouco de história

No século XI, dentro do contexto histórico da expansão árabe, os muçulmanos conquistaram a cidade sagrada de Jerusalém. Diante dessa situação, o papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada (1096), com o objetivo de expulsar os "infiéis" (árabes) da Terra Santa.  Essas batalhas, entre católicos e muçulmanos, duraram cerca de dois séculos, deixando milhares de mortos e um grande rastro de destruição.  (Fonte: Sua Pesquisa)

Através do pequeno trecho histórico acima podemos notar que aquilo que antes era uma questão de escolha, passa se tornar objeto de desculpa para se pegar em armas. A “igreja” é agora contra a liberdade de crença e entra em questões que não lhe dizem respeito, indo contra ensinamentos das Escrituras Sagradas, para não dizer contra todos os princípios de quem diz basear nos conceitos de Deus a sua conduta. A fé é agora objeto de imposição e não de escolha. Contudo, não queremos aqui entrar nesse mérito, pois se ousássemos destacar o lugar ocupado pela “Igreja” em muitas barbáries cometidas durante a inquisição onde as pessoas eram torturadas por qualquer motivo que a “Igreja” considerasse herético, faltaria tempo e espaço para tal, sem contar que acabaríamos por nos entediar com a extensão do assunto. Contudo, não poderíamos deixar de expor aqui, pelo menos uma “pitadinha” daquilo que historiadores têm registrado de alguns dos acontecimentos. E então, como segue ____Inquisição, ou Santa Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica.
Fundado pelo Papa Gregório IX, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges (praticante de heresias; doutrinas ou práticas contrárias ao que é definido pela Igreja Católica) por praticarem atos considerados bruxaria, heresia ou simplesmente por serem praticantes de outra religião que não o catolicismo.
A verdade é que embora o apogeu da Inquisição tenha se dado no século XVIII, as perseguições aos hereges pelos católicos, têm registros bem mais antigos. No século XII os “albigenses” foram massacrados a mando do Papa Inocêncio III que liderou uma cruzada contra aqueles que eram considerados os “hereges do sul da França” por pregarem a volta da Igreja às suas origens e a rejeição a opulência da “Igreja” da época.
Em 1252, a situação que já era ruim, piora. O Papa Inocêncio IV publica um documento, o “Ad Exstirpanda”, onde autoriza o uso da tortura como forma de conseguir a conversão. O documento é renovado pelos papas seguintes reforçando o poder da Igreja e a perseguição.
A Inquisição tomou tamanha força que mesmo os soberanos e os nobres temiam a perseguição pelo Tribunal e, por isso, eram obrigados a ser condizentes. Até porque, naquela época, o poder da Igreja estava intimamente ligado ao do estado.
Mais terrível que qualquer episódio da história humana até então, a Inquisição enterrou a Europa sob um milênio de trevas deixando um saldo de incontáveis vítimas de torturas e perseguições que eram condenadas pelos chamados “autos de fé” – ocasião em que é lida a sentença em praça pública. (fonte: Info Escola)
Os alicerces da “Reforma Protestante”

Diante das atrocidades praticadas por aqueles que se professavam representantes de Deus, não é de admirarmo-nos que as pessoas passassem a ver seu Criador como alguém cruel e implacável cuja obediência era exigida, e os métodos para consegui-la, os mais cruéis que se podia imaginar. Com isso, Deus não é mais alguém amoroso que perdoa graciosamente os pecados. (João 5: 1) Ele se torna alguém que exige sacrifícios. Como se o Sacrifício de seu amado filho Jesus não fosse bastante suficiente para redimir os homens, a “Igreja” passa a cobrar uma taxa dos cristãos para que seus pecados sejam perdoados ____ época em que Martinho Lutero se revolta, é excomungado pelo Papa, e onde se irrompem os movimentos de reforma (?).

E o interessante de tudo é que o apóstolo Pedro profetizara sobre certos acontecimentos no meio dos cristãos, que denotaria um tempo de desvio da verdadeira fé.

“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”. 2 Pedro 2:3

Mas, o verdadeiro interesse aqui não é narrar o que milhares de competentes historiadores já o fizeram. E nem incriminar quaisquer religião que seja, por qualquer mal ou atrocidade cometida contra quem quer que seja. Isto ___eu posso garantir ___está registrado para memória diante de Deus, E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar. (Hebreus 4:13) E é Ele quem dará a cada um o seu galardão conforme a sua obra. (Apocalipse 22: 12) O objetivo exato desse estudo é, na verdade, apresentar Deus como as Escrituras Sagradas o descreve, seus propósitos e como pode ser visto em tudo o que foi criado por Ele!


Sem querer ter a pretensão de promover um “resgate de Deus”, a próxima parte desse estudo quer, não menos do que já foi feito até aqui, levar o leitor para dentro das Escrituras Sagradas e apontar as ações do Criador e que relação teve seus grandiosos atos do passado com o que pretende para o futuro eterno dos homens. Com uma analise, ainda que um tanto quanto superficial, do mundo ao redor, procurará destacar a realidade de Deus e a impossibilidade de que uma existência tão complexa; tanto a nossa quanto a de tudo que nos cerca, pudessem surgir por acaso como o pregam os defensores do evolucionismo. Assim sendo, oro ao Pai das luzes para que abra os entendimentos e revele a sua Verdade aos corações ávidos por conhecimento verdadeiro. Até aqui passamos pelos pontos principais com relação à existência dos homens e o modo com que Deus tem agido ao longo das eras com o objetivo de reconduzir-nos ao estado de comunhão com Ele. Vimos que, longe que quererem instituir “Religiões” em oposição a qualquer outro tipo de forma de crença existente, tanto o Criador; quanto seu filho e Messias enviado ao mudo, tiveram como único e singular propósito, ao estabelecer formas de ensinos e cultos, levar os homens à sabedoria que é segundo o Divino, querendo que a humanidade ande pela justiça e seja conduzida a um estado de graça e comunhão plenos com sua origem, Deus! Se houve desvios; se houve a proliferação de dúvidas e doutrinas obscuras no que tange as coisas espirituais, tais percalços não se originam de Deus, nem de seu filho Jesus. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”. (Tiago 1: 17)


III


“Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”. Oséias 6:3

יהוה

Um Nome ligado a um grandioso propósito.

“Jeová é uma tradução do nome de Deus em português que tem sido usada por séculos. Embora alguns eruditos prefiram a forma “Javé”, Jeová é a forma mais amplamente reconhecida do nome. A primeira parte da Bíblia não foi escrita em português, mas em hebraico, um idioma que se lê da direita para a esquerda. Nessa língua, o nome divino aparece na forma de quatro consoantes, יהוה. Esses quatro caracteres hebraicos — transliterados YHWH — são conhecidos como Tetragrama” *.

Como no hebraico antigo não se usava vogais na escrita, infelizmente a verdadeira pronuncia do nome de Deus se perdeu com o tempo. Como outro agravante, não se sabe se por zelo ou má interpretação do mandamento dado por Moisés que diz ____Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Êxodo 20:7 ) ____Os antigos israelitas se resguardavam de pronuncia-lo exceto nas ocasiões que consideravam adequadas. Desse modo as gerações subsequentes dos filhos de Israel quer por esse fato em especial, mencionado, quer pela sucessão de exílios sofridas, (Salmo 137: 1-4; 2Reis 15: 29) pouco a pouco perderam a forma correta de pronunciar as quatro consoantes que formam o nome Divino. Entretanto esse detalhe um tanto quanto lamentável, nada nos exime da culpa de ignorar Deus, ou de nos negar a conhecê-lo, sendo que ele por si mesmo se apresenta a nós através da grandiosidade de sua criação e por meio de sua palavra contida na bíblia.


Mas como conhecer alguém cujo nome nem sabemos exatamente?

Um nome, não obstante ser de grande importância, devido fazer parte da identidade de alguém, é, de fato, apenas um nome. Destarte, o que faz um nome de verdade são as ações, a conduta e o caráter de alguém. No que diz respeito ao Criador dos céus e da terra, há evidencias mais que suficientes de suas maravilhosas ações através da historia dos homens sobre a terra, ações que revelam seu grande poder, sua misericórdia, sua personalidade e amor incomparáveis. Contudo, quando falamos de ações praticadas por Deus, é claro que se excetuam as tragédias ocorridas no mundo, cujas causas não se originam no Criador. Os atos de Deus em qualquer época e circunstância visa revelar à humanidade que Ele está atento e se importa. Ainda que nosso Criador fosse o autor das catástrofes que dizimam homens em muitos lugares do mundo, ainda assim não poderia ser considerado injusto ou cruel, haja vista termo-nos alienado deste, sendo ignorantes quanto à sua realidade e propósitos. Ainda que o Criador desembainhasse uma espada para com ela nos despedaçar, mesmo assim seria justo e suas ações de amor para conosco, jamais reputadas como sendo nada. Se assim se desse, será que então não o reconheceríamos e amaríamos, fazendo exatamente como este requer de nós?


As Escrituras Sagradas e o registro sobre Deus.

Quando nos voltamos para o âmbito das Escrituras Sagradas procurando trilhar os meandros de sua narrativa, descobrimos quem é o verdadeiro Deus. Nas primeiras palavras, do primeiro livro da Sagrada narrativa que se inicia com o relato sobre origem das coisas, diz que “No principio criou Deus o céu e a terra”. (Gênesis 1: 1)  Aqui encontramos Deus como a origem; o principio de tudo. Encontramos Deus como o Criador de todas as coisas. Nos versículos subsequentes as Escrituras narram em detalhes o tempo em que cada coisa foi criada e como Deus analisou o seu resultado final. Por exemplo, em gênesis 1: 10, na parte final do versículo lemos ____ “... e viu Deus que era bom”. O que podemos concluir disso? ____ Que o Criador, Jeová, nada fez sem propósito, mas como um que constrói uma bela casa para satisfação pessoal e familiar, Ele fez tudo para sua satisfação e a de suas criaturas inteligentes (Jó 38: 4-7). Assim, vemos um Deus empenhado em construir algo com o que pudesse se alegrar e achar contentamento. Donde percebemos que Ele é um Ser real e não apenas uma “ideia” ou um “lugar” para onde fogem os desvalidos a fim de achar alivio para seu desencanto e desespero. Na narrativa da criação podemos divisar o caráter empreendedor de Deus, e acredito que aqui começa a ficar claro para nós o que significa a passagem bíblica onde está escrito ____ “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. (Gênesis 1: 26)

“E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”. Êxodo 3: 14

Com um grandioso significado, o nome Jeová remete à ideia de alguém que indiscutivelmente “É”. Ou seja, cujo principio e fim não existem e cujo limite de tempo é a eternidade! Ao se identificar como “Eu Sou”, Deus declara que ele não precisa ser explicado quando suas grandes obras falam por si mesmas e dão testemunho de sua gloria. (Salmo 19: 1) Se um agente da lei, ou qualquer que preste serviços exercendo autoridade pública nos interpelar, das primeiras coisas que vamos querer saber é se o interpelando possui algum documento que ateste sua delegação como autoridade. No que diz respeito a Deus, apenas precisamos saber que Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz”. (Salmos 19:1-3) Contudo, vamos adentrar alguns passos a mais para além do véu, para que possamos vislumbrar um pouco mais da glória Daquele que vive pela eternidade!
Infelizmente por causa de sua presunção, os homens têm inventado formas grotescas de explicar a própria existência. Deve-se isto a algum erro de interpretação das Escrituras Sagradas? Infelizmente não. Digo infelizmente, porque se fosse esse o caso, tal poderia ser reajustado apenas se os homens procurassem fazer um reexame dos fatos, tendo a mente aberta e no coração o desejo sincero de conhecer seu Criador. Mas não é esse o caso. A verdade é que diante da própria incredulidade e superfluidade, estes reputam a si mesmos com sendo objeto de uma absurda ideia de evolução cujo escopo está mais para confundir, que explicar a “origem das espécies”. Não entendem que a explicação da existência não reside em ideias mirabolantes, mas na simplicidade da fé. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”. (Hebreus 11:3) Pela fé entendemos a existência e vemo-la tendo como ponto de partida Deus, (Apocalipse 22: 13) que teve como ingrediente principal a sua Palavra. Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu”. (Salmos 33:9)

O Mundo e os que nele habitam.

“E disse Deus: Haja luz; e houve luz”. Gênesis 1:3

O livro de Gênesis aponta as origens do céu e da terra e apresenta um quadro maravilho daquilo que Deus em principio planejou para os homens: Uma vida de delicias no paraíso! E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado”. (Gênesis 2:8)

Em seus atos criativos Deus se revela como engenhoso idealizador, arquiteto e criador de organismos complexos aos quais, o homem, nem se viver uma eternidade, jamais conseguirá desvendar e explicar.

Como primeiro item na lista das coisas criadas aparece a Luz. Mas o que é a luz? É ausência de escuridão ____alguém responderia de imediato. Porem, ao invés de satisfazer ao inquiridor, só faria apresentar outra pergunta: E o que é a escuridão? A ausência de luz? De fato não se pode explicar a luz do mesmo modo que não se explica seu originador, nem se pode explicar a escuridão, como não se explica aquele que a fez expulsar ao criar a luz. Assim sendo, o que podemos fazer é concordar com o modo com que o próprio Deus distinguiu a luz e as trevas. “... E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite...” (Gênesis 1:5)

No ato de criar os céus e a terra, (Gênesis 1: 1) revela-se o imensurável poder de Deus. Como não temer diante de tamanha grandeza? Como não nos curvarmos diante de tal Soberano e honra-lo com tributos de louvor? Aleluia! Por que os homens ainda se mantêm distantes e fazem-se como cegos e surdos ao que a criação proclama a respeito de seu Criador? (Salmo 19: 1-4) Deveras a dureza de seu coração o leva à derrocada e o fazer-se de cego o fara cair num abismo escuro de perdição!


“Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”. Salmos 24:1


Digamos que o leitor seja dono de uma bela propriedade que construiu com as próprias mãos, na qual empregou tempo de planejamento, investiu valores altíssimos e regou-a com seu suor até que estivesse completamente adornada, após o que arrendou a alguém e partiu para muito longe. Entretanto, acontece que passados muitos anos volta e encontra a bela propriedade que deixara ao partir, agora completamente arruinada, com seu jardim tomado por ervas daninhas, a pintura destruída, sua cobertura fazendo goteiras, os belos vitrais destruídos, enfim, toda em estado deplorável. Qual será a sua reação? Se você se sentiu mal apenas em ler o trecho acima e imaginar o antes e o depois daquela propriedade, saiba que é exatamente assim que Deus se sente com relação à sua bela propriedade que adornou amorosamente e deu aos homens como moradia. Sim porque “Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens”. (Salmos 115:16) Diante disso, o que está disposto a fazer em contribuição para melhorar o aspecto da bela propriedade de Deus, que inclui você?

A dádiva do livre-arbítrio.

Conquanto nossas obrigações e deveres com relação a Deus, não fomos feitos robôs. Livres que somos para escolher, podemos tomar decisões, ser ou fazer o que bem quisermos. Contudo, será proveitoso para nós que escolhamos o que é justo, Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau”. (Eclesiastes 12: 14)

Manifestando o seu cuidado com relação ao homem feito à sua imagem e semelhança, ao providenciar-lhe uma companheira, Deus acrescenta o de dar a este a oportunidade de demonstrar qual a sua posição em toda a grandiosidade criada. A justiça de Deus entra em ação. Nesse ponto ele deixa claro que o homem precisa ser voluntario em seus atos, deixa claro que este pode escolher. Que Deus Glorioso! Mesmo sendo o dono e Senhor sobre todas as coisas, não quer interferir no livre-arbítrio com o qual suas criaturas inteligentes foram criadas! ____ Outra vez mais um pouco de luz recai sobre o que significa ser criado à imagem e semelhança dos Seres celestiais! ____ Do mesmo modo que Deus seguiu o “conselho de sua vontade” ao criar todas as coisas, o homem feito à imagem e semelhança de Deus, também podia seguir o conselho de sua vontade em questões de escolhas, direções a seguir e empreender. (Efésios 1: 11) Então foi lhe dito por Deus ____ “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Gênesis 2: 16-17

Estaria Deus restringindo a liberdade do homem?

Em um primeiro momento talvez pareça ter soado como uma restrição. Mas, quando analisado à luz do amor de Deus demonstrado em seus tratos com suas criaturas, percebe-se que era um conselho, uma “dica”, como diríamos em termos mais populares. Aquelas palavras de Deus ao primeiro homem sobre a terra, eram um alerta, e também uma questão a ser respondida: “De que lado ele ficará nesse mandamento”? Mas alguém perguntaria: “Não foi um ato premeditado de Deus, já que ele sabia que o homem poderia cair na tentação”? ____Por que é que um professor aplica uma prova a seus alunos mesmo sabendo que podem não serem capazes de acertar, de serem bem sucedidos nas questões? ____Respondo: Porque ele precisa dar-lhes a oportunidade de demonstrarem quem são em matéria de conhecimentos, se são capazes de se sobressaírem a um desafio proposto. E, ainda, do mesmo modo que em um simples teste escolar um aluno pode ser induzido ao erro em uma questão por dar ouvidos a algum colega “bem intencionado”, o primeiro homem, cujo nome na bíblia é Adão, acabou por ser induzido ao erro ao dar ouvidos à sua mulher sobre o comer do fruto da árvore apontada por Deus como sendo prejudicial. (Gênesis 3: 6) Ao ouvir sua mulher Eva sobre o “valor” do fruto da tal árvore sobre a qual Deus o alertara, Adão fez uso de sua liberdade de escolha, mas causando uma catástrofe colossal trazendo, por seu ato, a morte sobre si e consequentemente sobre todos os que viessem depois dele, obviamente, sua descendência, que por natureza herdam o pecado. Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. (Romanos 5: 12)  

A justiça de Deus em ação.

Por ter escolhido mal e decidido agir contra a palavra de Deus, o primeiro casal humano agora precisava receber a punição por seu ato. Interrogados pelo criador, os principais envolvidos, Adão e Eva procuraram apontar aqueles a quem julgavam culpados. O homem apontou sua mulher. A mulher apontou a serpente, que por sua vez não teve a quem acusar, mas a verdade era que todos tinham a sua parcela de culpa naquele julgamento.  E cada um recebeu a sentença que cabia à sua culpa.

Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirão; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás. (Gênesis 3: 14-19)

Depois de tudo isso o Senhor Deus os expulsou do jardim para a hostilidade de um mundo estranho fora do jardim onde viviam; mundo onde teriam que literalmente cavar a sua própria subsistência. (Gênesis 3: 23)  A partir de então, todos os males da humanidade se devem a esse ato voluntario do primeiro casal humano. As guerras as enfermidades, as tragédias humanas em toda a sua plenitude e em todas as épocas, remontam àquele fatídico dia em que Adão tomou a decisão de querer ser igual a Deus, saber o que era bom e o que era mau. (Gênesis 3: 4,5)


O Amor de Deus se manifesta em uma grande promessa!



Havendo Adão descaído de sua privilegiada posição de comunhão plena com Deus ______  pois é isso que aquele jardim representa (compare: Gênesis 3: 8; Mateus 26: 36) ____  agora seu fim seria a morte. (Genesis 3: 19) O que Deus poderia fazer para mudar aquela realidade dura e triste a que ficara sujeito Adão e, por conseguinte sua descendência depois dele? Deixaria o Criador, agora, toda a sua criação à mercê da dura expectação do que o pecado produziu, ou faria algo a respeito a fim de desfazer o mal causado pela desobediência de Adão?

A promessa!

“Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Gênesis 3: 14-15 (compare com Apocalipse 20: 2)

Como uma obra do diabo, “... porque o diabo peca desde o princípio...”. (1 João 3:8) O pecado precisava ser desfeito e com ele as suas consequências. Adão já não mais podia ser pivô de uma mudança que solucionasse o problema, nem podia este gerar uma descendência livre de culpa, devido ter sido ele o caminho pelo qual o pecado entrara no mundo e por este a morte. (Romanos 5: 12) Com isso somente uma Semente pura e imaculada, sem pecado poderia resolver essa questão. Outro “Adão”! Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante”. (1 Coríntios 15:45)

“Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”. (1 João 3:8)

Como promessa de Deus, para reconduzir o homem a seu Criador, (2 Coríntios 5: 19) Jesus tinha ainda a missão de subjugar todos os seus inimigos. Na promessa contida em Gênesis 3: 15, diz que Jesus esmagaria a cabeça da serpente. (Note apocalipse 20: 2) Esta passagem bíblica predizia que Jesus venceria o diabo. Que o subjugaria sob seus pés. Que isto é verdade, pode ser visto nos evangelhos. Jesus dá muitas e maravilhosas demonstrações de poder sobre os demônios, quando os faz sair das pessoas possuídas por este. E, sem parar por ai, Jesus venceu o diabo lá no deserto quando foi tentado; venceu o diabo ao cumprir sua trajetória até o calvário onde foi imolado em sacrifício pelos pecados da humanidade. (Compare Mateus 16: 23) Ao ressuscitar dentre os mortos, Jesus venceu a morte e em breve a subjugara para sempre! Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”.(1 Coríntios 15:26) E finalmente, a humanidade que crer no sacrifício expiatório de Cristo, crendo nele de todo o coração, enfim será livre! E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. (Apocalipse 21:4; Isaias 25: 8 ) Quando Jesus começar a reinar como descendência de Davi, sobre o trono do Reino de Deus ____Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés”. (1 Coríntios 15:25) ____como último inimigo, a morte deixará de existir, porque o sacrifício de Jesus terá de uma vez para sempre sido aplicado sobre os homens, “tirando o pecado do mudo”. (João 1: 29) Aleluia! Que essa libertação venha logo senhor Jesus!


“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. Apocalipse 1:3

Conhecer para crer.
“Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos,
Para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento;
Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, Então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, Para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos. Então entenderás a justiça, o juízo, a equidade e todas as boas veredas. Pois quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for agradável à tua alma, O bom siso te guardará e a inteligência te conservará”;
Provérbios 2:1-11.

“O conhecimento de Deus redunda em paz e tranquilidade, pois liberta o homem de crendices prejudiciais que mais produzem medo que benefícios”.

Geraldo Ribeiro


Em seus tratos com os homens, o real objetivo de Deus sempre foi reconduzi-lo ao caminho da justiça, quando aplicou a sua lei de maneira mais drástica jamais quis ser cruel, como a principio poderíamos conjecturar, agindo pura e simplesmente dentro da medida de sua reta Justiça. Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade”. (Hebreus 12:6-10)

Vejamos:

Nunca devemos perder de vista que o pecado e as consequências advindas deste, não passam do que é, na verdade, o maléfico fruto da decisão tomada por nossos primeiros pais, Adão e sua esposa Eva, ou seja, a decisão de ir na contra mão do justo mandamento de Deus. Assim sendo jamais poderemos atribuir a nosso Pai celestial, nosso criador, qualquer dificuldade por que estivermos passando ou qualquer calamidade a que venhamos sofrer. (Jó 1: 22) Antes disso devemos olhar para trás e fazermos as contas do que devemos para que talvez assim então, quem sabe, possamos acha uma razão para queixa.

Não obstante haver Deus criado o homem com livre arbítrio, não vem ao caso deixa-lo agir a seu bel-prazer sem que receba a retribuição justa que caiba a qualquer ato seu que esteja em questão. Imagine-se em um tribunal, onde há um juiz, um promotor, advogados, um júri e muitos espectadores, estes últimos, que vieram para assistir o desenrolar do julgamento de alguém. Ali, testemunhas são ouvidas, provas são apresentadas, e acusadores e defensores de digladiam entre si pela condenação ou absolvição do réu. Por que ele está ali? Obvio é que por algum suposto ato de transgressão da lei. Inocente ou culpado, o fato é que o tal será julgado e com base nas evidencias e argumento dos advogados poderá sair livre ou ser lançado na prisão. Ele, o réu em julgamento, poderia ter escolhido não estar ali, de cabeça baixa, sem poder argumentar, e apenas a ouvir aquilo que dele é falado? Com toda a certeza, sim! Não são raras as situações em que decisões tomadas tenham primeiro, sido pensadas, remoídas e analisadas até que chegue à consumação. É verdade que o bem e o mal andam lado a lado no mundo e que os homens são perseguidos dia e noite pela tentação do que é incorreto, ficando deveras difícil escolher entre um e outro, principalmente, se fazer o que é errado produzir rápida auto gratificação, com toda certeza a sedução será muito mais difícil de suportar, e o homem acabará por se deixar levar. De fato, Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo”. (Romanos 7: 21) Conquanto a ilustração acima, nós ainda não estamos em um tribunal, mas com todo certeza nos acharemos em um algum dia. Não um tribunal terreno onde a lei pode ser aplicada erroneamente, condenando inocentes, mas no tribunal de Cristo. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. (2 Coríntios 5:10) Diante disso, o que estamos dispostos a fazer? Andaremos pela lei de Deus, ou segundo nossas próprias escolhas? Ao contrario daquilo que alguém possa pensar, as leis de Deus são para o bem daqueles que o amam, protegendo-os por lhes mostrar o caminho certo a seguir, caminho esse que sem dúvida segue direto para o trona da majestade Divina e para a salvação. “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices”. (Salmos 19:7)

“Porque esta palavra não vos é vã, antes é a vossa vida; e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a qual, passando o Jordão, ides a possuir”. Deuteronômio 32:47

O Diluvio ____Um exemplo de aplicação da justiça de Deus.

E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.
E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor.
Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus. E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.
A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência
. (Gênesis 6:1-11)


Do mesmo modo que no jardim do Éden por ocasião da transgressão de Adão, de novo encontramos razões para que a reta justiça de Deus recaia como pena sobre a humanidade antediluviana ____A terra estava corrompida e cheia de violência e isso pesou no coração de Deus, causando que se arrependesse de haver feito o homem sobre a terra. Resolvido a destruir o homem da superfície da terra, Deus encontrou Noé. Um homem cujos princípios agradaram a Ele, o que fez com que achasse uma medida de favor que redundou lhe em salvação, e com isso a perpetuação da humanidade sobre a terra. (Gênesis 6: 18)

Desse ato de Deus em conceder salvação a Noé e sua família e, por conseguinte permitir que os homens continuassem sobre a terra, tira-se uma bela lição de amor e misericórdia gloriosos. Deus exerce sua justiça julgando uns para destruição e outros para salvação. Não seria este um maravilhoso motivo para que o amassemos, engrandecêssemos e glorificássemos por escolher andar com Ele, ainda que isso nos custasse a própria vida sobre esta terra? É claro que sim, não obstante ser muito mais glorioso amarmos a Deus não pelo que Ele faz, mas pelo que Ele é!

Ao julgar aqueles que viveram anterior ao dilúvio, Deus demonstrou que não coaduna com a injustiça. Isso vem provar para nós que Deus é Santo e Justo, que para agradarmo-lo é necessário que escolhamos o caminho da retidão, justiça e santificação. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação...” (1 Tessalonicenses 4:3 ) Ao prover que Noé fosse salvo, Deus provou que quer o bem dos homens. Mas, será que ele fez isso a Noé porque ele era diferente de nós? Não! Noé era um homem semelhante a qualquer outro e, portanto sujeito às mesmas imperfeições a que estamos. O que atesta a Palavra de Deus a respeito de Noé, é que “andava com Deus” (Gênesis 6: 9) O que isso quer dizer? Como Noé andava com Deus? Isso se dava pelo fato de Noé ser homem que levava em conta o ponto de vista de Deus sobre suas ações, que ele escolhia aquilo que era puro aos olhos de Deus, entretanto ser da mesma essência que os demais homens. (Note Tiago 5: 17)
 
Este é o Deus que todos precisam conhecer. Deus Justo e salvador. (Isaias 45: 21) Veja: Êxodo 34: 7


“Ouvi a palavra do SENHOR, vós filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra; porque na terra não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus”. Oséias 4:1

O conhecimento de Deus.

É bom que se esclareça que o conhecimento de Deus não é algo que advém de cursos em faculdades de ensinos, sejam estes seculares ou teológicos. Por este ultimo quando muito, conseguiremos falar sobre termos complicados que mais confundirão que esclarecerão ao ouvinte leigo. De fato, como já vimos no início desse livro, o conhecimento de Deus vem de um permanente, real e estreito relacionamento com Ele, conseguido através de se filho Jesus ____Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. 1 Timóteo 2:5. ____ Adicionado a isso a observação, através de nossas faculdades racionais, das coisas criadas. “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”; Romanos 1: 20

Experiente nessa matéria de observar a criação de Deus, o salmista disse: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”.
(Salmos 19: 1) Ele podia ver Deus através de sua obra. Nós também o podemos ver se o quisermos!


Destarte, Deus um Ser espiritual, ou seja, que não é feito de carne e sangue, não pode ser entendido ao nível da natureza humana. Por isso muitos negam a existência do Criador. Eles acham que Deus é algo que se pode pegar com as mãos. Para entender Deus é preciso que nos elevemos ao Espirito. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. (1 Coríntios 2: 14)  Porem não podemos pensar que tal significa uma espécie de transe onde teríamos que entrar para entender o Criador. Não se trata disso de maneira nenhuma. Trata-se, de fato, de adquirirmos um relacionamento tão estreito com o Criador, ao ponto de sermos seus perfeitos imitadores, (Efésios 5: 1) o que nos dará a capacidade ver do ponto de vista de Deus de entender as coisas de modo amplo, devido o esclarecimento do Espirito Santo agindo através de nós.

Porem é bom que não nos enganemos. Para podermos adquirir um estreito relacionamento com Deus, um longo e difícil caminho precisa ser trilhado. Nesse longo e árduo caminho decisões precisarão ser tomadas, interesses pessoais precisarão ser sacrificados, começando com a decisão de negarmo-nos a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e seguirmos a Cristo. Não esquecendo porem que, no fim, todo sacrifício terá valido o esforço. (Mateus 16: 24)

Saiba o querido leitor que no conhecimento de Deus jaz o resultado de uma boa conduta, o entendimento, discernimento e a segurança de poder seguir em frente com a certeza de se é protegido contra o cativeiro redundante da falsidade. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”. (Josué 1:8) Note Isaias 5: 13.


A comunhão com Deus.


“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”. Isaías 59:2

O grandioso Deus Jehova, Criador e Senhor de tudo, está presente em toda a sua maravilhosa obra e, se às vezes nos parece distante ou em silencio, nós o fazemos assim. Como? O versículo imediatamente acima o esclarece muito bem. O pecado como um ato resultante de nossa tendência ao mal nos separa do Criador. Então o que fazer, haja vista estarmos sob o jugo de algo inerente à nossa natureza? Podemos alegrarmo-nos com o Fato de que embora ser assim, ou seja, de que, apesar dessa triste condição herdada de Adão, há esperança!  

Jesus o Cristo, a expressão máxima do amor de Deus pelos homens ____Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3: 16 ____é a saída perfeita para a humanidade ou, por que não dizer uma porta de escape, por onde todo aquele que passar, encontrara um maravilhoso lugar de comunhão com o Pai celestial! (Note João 10: 9) Ao participar da mesma natureza que os homens, Jesus conheceu suas mesmas fraquezas, aflições e dores. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. (Hebreus 7: 25) De modo que sendo Cristo “... o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. João 1: 29 por ele podemos ser livres de pecado e ter acesso a Deus o Pai em uma vida nova. (Efésios 2: 18; Romanos 6: 4)

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. 1 João 2:1

Entendemos que embora a condição herdada de nossos primeiros pais, nossa natureza pecaminosa, não precisamos nos deixar subjugar por esta. Em Cristo podemos morrer para o pecado e ressuscitar para uma nova vida plena de comunhão com Deus. (Romanos 6: 11;) Como pode ser isso? Pelo batismo, ora essa.
“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. (...) Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos”. (Romanos 6: 4; Colossenses 2: 12)
No que vimos até o presente, está o Deus real e Verdadeiro; que ama as suas criaturas e cujo intuito é reconduzi-la a seu estado original. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”. (Romanos 8: 19-22)

Como já vimos, ter Deus manifestado o seu amor na forma mais sublime e com grande sacrifício para si mesmo, (João 3: 16) só vem confirmar que Ele não é o tipo de Deus “desenhado” por muitas religiões do mundo. Principalmente que não é um Deus cruel, mas um Pai amoroso que aplica a disciplina em tempo e na medida em que sua Justiça o permite. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos”? (Hebreus 12:9) A sujeição ao Pai dos espíritos redundará em benção àqueles que acatarem amorosamente e sem murmuração, a sua disciplina. E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? (Falo como homem.) De maneira nenhuma; de outro modo, como julgará Deus o mundo”? Romanos 3: 5-6

Um ato de adoração e demonstração de gratidão.

E edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobreo altar. E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz. (Gênesis 8: 20-21)


Praticar um ato de adoração é das primeiras coisas que Noé procura fazer a Deus ao sair da arca com sua família e os animais que com eles foram salvos do diluvio, e Deus se agradou daquele gesto. Subsequentemente, vemos o Criador dando leis ao homem e a estas, acrescentado uma aliança de não destruição da terra, como fora com as aguas do diluvio. (Genesis 9: 1-17) Em tudo isso podemos notar um Deus Justo e Santo no mais sublime grau. Um Deus para ser temido e reverenciado. Não por causa da pena, mas causa da dívida que temos com Ele, o qual mesmo podendo dispor de suas criaturas como bem lhe parecer aos olhos tem escolhido nos amar e providenciar meios que, sem ferir sua Justiça e Santidade, possam nos permitir continuar sobre a terra! É um Deus assim, o que você adora?

Veja que Noé sai da arca e oferece sacrifícios a Deus ali mesmo no monte. Não havia leis escritas; não havia normas declaradas pelas quais pudesse Noé ser conduzido no serviço a Deus. Então, pergunto ao caro leitor: De quê você precisa para prestar serviço a Deus? Precisa de um templo grandioso onde tudo possa ser conduzido com pompa e circunstancias? Precisa de um líder que o conduza nessa tarefa? Note que Noé tomou a inciativa de prestar adoração ao Criador, sem que nem os itens acima fossem necessários. Pelo menos não do ponto de vista que foram apresentados. O grandioso templo para Noé foi a imensa natureza que o cercava onde tinha como teto sobre sua cabeça, o céu infinito. Por líder a conduzi-lo, tinha seu próprio desejo de demonstrar o quanto era grato por ter escapado juntamente com sua família, do grande diluvio lançado sobre a terra, o qual lavou da face do mundo tudo o respirava e que vivia no seco. (Gênesis 7: 22) Que lição nós podemos tirar dai? Fica a lição de que, adorar a Deus deve ser um ato espontâneo. Onde o adorador se lança diante de seu Criador com aquilo que tem à mão, agradecido e onde quer que possa estar. De fato nosso culto a Deus é algo que deve ser apresentado de dia em dia, não importando as circunstâncias sob que estivermos. Portanto, treine a sua mente e o seu espirito para adorar a Deus em todo o tempo e em todo o lugar! Porque chegará um tempo em que um opositor se levantará, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora”;... (2 Tessalonicenses 2:4). Quando aquele tempo chegar, e olhe que está às portas, quem poderá subsistir sem o seu “Lugar preferido de adoração”? Não digo para deixar a sua congregação. Não! Não isso. Alerto-te para que esteja pronto para ser tu mesmo a Igreja e o pastor. Seja você mesmo casa espiritual, edificada para morada de Deus em Espirito! (Efésios 2: 22; 1 Pedro 2:5)


Na escolha de um povo ____O plano de salvação para todos os homens!

“... e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Gênesis 12:3

No seu escolher de um povo exclusivamente seu, alguém poderia ter o criador como um que faz da parcialidade um modo de distinguir raças e nacionalidades. Contudo, não seria correto tal raciocínio. O Criador não é parcial. Aquele que disse: “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha...”. (Ezequiel 18: 4) têm o pleno poder e o direito de dispor de suas criaturas como bem lhe convier. Não obstante, ao escolher Deus um povo único dentre todas as nações da terra, não estava envolvido esse seu legitimo direito. Então, qual seria o verdadeiro propósito de Deus ao separar para si um povo dentre todas as nações da terra? Era o plano de salvação dos homens em andamento! “... e em ti serão benditas todas as famílias da terra” diz o texto áureo deste tópico. No plano, de fato, ao escolher um povo dentre todos os povos do mundo, Deus apresenta o seu verdadeiro propósito. Note as passagens bíblicas que seguem:
“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel... E irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor”. (Isaías 2:3; Êxodo 19:5-6)
Como o farol que orienta os navegantes nas noites escuras sobre o mar, com a chamada de Abraão e, por conseguinte o estabelecimento de Israel, um grande farol se acendeu para orientar os homens em direção a seu Criador.

“Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”. (Isaías 49:6; Atos 13: 47)

A partir do dia em que Deus disse a Abraão ____ Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar”. (Atos 7:3; Gênesis 12: 12:1)____estava lançado os fundamentos da salvação dos homens e, por conseguinte, sua reconciliação com Deus! (2 Coríntios 5: 19) Dentre os filhos de Abraão, mais especificamente da linhagem do rei Davi, muitos séculos mais tarde nasceria o Cristo, do qual, ainda uns setecentos anos antes de seu surgimento, profetizou o profeta Isaias: ... te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”. (Isaías 49:6) Por meio de Cristo, descendência de Abraão, (Gálatas 3: 16) os homens ficaram participantes das promessas feitas a Abraão. E por ele, Jesus, e somente por ele que podemos receber a herança. (Colossenses 1: 12 )

“... e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Gênesis 12:3

Quão claras e inspiradoras soam as palavras do fragmento de texto bíblico em destaque acima! Todas as nações da terra, pela fé, podem ser participantes da promessa feita a Abraão. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão”. (Gálatas 3:9) Percebe-se então que na chamada de Abraão se encerra um grandioso propósito, cujo beneficio não seria algo exclusivo de sua descendência que o eram por laços de sangue, mas também de uma descendência que o seria por laços de fé.

Alguns passos atrás na historia ____Uma chamada e uma promessa.

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Gênesis 12:1-3

Segundo a historia secular era comum a emigração de pessoas de Ur dos caldeus em direção à região hoje conhecida como "Crescente Fértil”, região que compreende Iraque, Jordânia, Líbano, Síria, Egito, Israel e Palestina, além da parte sul da Turquia e da área mais ocidental do território do Irã. Essa região do Oriente Médio é historicamente habitada por diversos povos e civilizações desde os mais primitivos estágios de evolução do homem moderno. Seu nome deriva precisamente do fato dessa região, em forma de lua crescente, ser extremamente propícia à agricultura, literalmente "rasgando" áreas desérticas completamente inóspitas, impróprias para povoamento constante e estável”(#).

Diz o texto sagrado:

“E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali”. Gênesis 11: 31

Ao sair com sua família de Ur, Tera o pai de Abraão talvez apenas estivesse seguindo o costume emigratório de povos da região, de sair em busca de terras férteis onde pudessem cultivar seus alimentos ou alimentar a seu gado. Contudo, se formos olhar do ponto de vista bíblico, divisaremos ali o propósito do Criador em ação. Conforme escavações feitas na região onde estava situada a cidade de Ur dos caldeus e os objetos encontrados, bem como a quantidade de templos, Ur era uma cidade de vida religiosa baseada na adoração pagã. Entre os muitos objetos e registros encontrados nas escavações em Ur, “Há também uma oração a Nannar, o deus Lua, pelo próprio rei e por seu filho Belsazar, para que fosse “guardado do pecado” e “estivesse satisfeito com a abundância da vida”. Estas e outras inscrições confirmam o relato bíblico sobre Belsazar*” ____Não sabemos como era o modo de vida de Tera pai de Abraão e, por conseguinte, de sua família, antes de saírem de Ur. Não há registros de sua historia de vida, pelo menos não que conheçamos, que antecedam o capitulo 11 de Gênesis, se participavam da adoração idólatra da população de Ur ou não. Mas, sobre qualquer hipótese que se possa levantar à respeito, prefiro crer que, como já disse acima, o plano de Deus estava em ação e Ele, com a movimentação daquela família para uma outra terra cujo pensamento próprio talvez se encerrasse no pretexto de encontrar lugares férteis onde produzirem seu alimento, começava a agir miraculosamente em prol do estabelecimento de uma nação por onde seria abençoada toda a humanidade. Note: Genesis 12: 1-3; 15: 7.


Entretanto ser a historia o elo que nos liga ao passado e nos diz quem somos, no que diz respeito aos propósitos de Deus nada substitui a fé, fundamento seguro daquilo que não se pode explicar racionalmente.
                                                                 Geraldo Ribeiro


Embora não se saiba como era vida de Abraão em Ur dos caldeus, sabe-se que era dos descendentes diretos de Noé. Abraão era da família de Sem, o filho mais velho do patriarca Noé. (Gênesis 11: 10-27) Tendo nascido dos descendentes de Sem, Abraão tinha por herança a benção de Noé a esse seu filho mais velho por ocasião do incidente de sua embriagues logo depois do diluvio. Note: Gênesis 9: 20-26. Embora possa não ter sido um fator determinante para a chamada de Abraão para herdeiro das promessas de Deus, é bem provável que tenha contribuído para isso. Mesmo porque, se havia algo que era estimado pelos homens dos tempos antigos era o ser abençoado pelo pai. (Gênesis 27: 38) Para eles, ser abençoado era um fator determinante para uma vida de prosperidade e fortuna. (Gênesis 27: 26-29, 37) Contudo, o que importa é que sendo chamado, Abraão ouviu, teve fé e obedeceu. (Hebreus 11: 8) “De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão”. (Gálatas 3:9)

À chamada de Abraão sucede uma sequencia de eventos que provam e refina a fé deste que se tornou o pai de todos aqueles que têm fé nas promessas de Deus. (Romanos 4: 12)

Um homem velho e uma mulher impossibilitada de gerar filhos

“Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos”?
Gênesis 17: 17 (Compare com Gênesis 17: 1-16)

A qualquer mente natural era humanamente impossível a Abraão e Sara terem filhos na idade em que estavam. (Gênesis 18: 11) E, se já eram velhos e muito distantes de uma realidade onde pudessem gerar filhos, a isso se agregava outro agravante: Sara era estéril. (Gênesis 11: 30)

“Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho”. Gênesis 18: 14

Mas não se tratava de um propósito humano nem estava em analise se podiam ou não gerar filhos. A promessa era algo saído de um plano arquitetado por aquele que mandara e o mundo aparecera. “Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu”. Salmos 33:9 Sendo assim, quem poderia agir de maneira a impedir o Senhor de realizar o que prometia? “... não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes”? Daniel 4: 35! A velhice de Abraão não importava porque Deus não se limita ao tempo. A esterilidade de Sara também não era problema, (Isaias 66: 9) porque o Deus que fez todas as coisas é capaz de endireitar o que está torto ou mesmo mudar aquilo que não parecer direito aos seus olhos. Ao próprio Abraão aquilo era impossível, tanto que riu com a notícia dada pelo Senhor. (Gênesis 17: 17) Porem, isso foi um ato de Abraão baseado na sua condição física e na de sua mulher, “E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus”, Romanos 4: 20

O povo escolhido de Deus rejeita seu propósito de um reino de sacerdotes.

“E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor”. 1 Samuel 8: 5-6

O modo de governo das nações em volta agradava aos filhos de Israel. Era interessante, de seu ponto de vista, ter um rei que os “julgassem” e lutassem por eles as suas guerras. Desprezando todo e qualquer aviso da parte de Deus através de seu profeta Samuel, eles insistiram na ideia, reforçando o pedido de um rei. (1 Samuel 8: 6-20) Pode-se dizer que começa ai uma trajetória de tropeços,  quedas e provações da nação israelita. Quando tinham bons reis, eram conduzidos a Deus e sua adoração verdadeira. (2 Crônicas 34: 1-4) Porem se seu rei era mau, acabavam por ser levados com ele na sua rebelião contra Deus. (2 Crônicas 33: 1-11)
Não obstante os erros da nação israelita, o propósito de Deus continuou firme e daquela instituição monárquica, prometeu um Rei para reinar para sempre sobre a casa de Davi. (2 Samuel 7: 16) “Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto”. (Isaías 9:7) Na linhagem de Davi fica lançada então, as bases para o nascimento de um Reino messiânico que trará paz sem fim a toda a humanidade. “E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear”. ( Isaías 2:4) Com esse Reino estabelecer-se-á uma paz sobre o mundo, cujo refrigério somente foi experimentado por Adão antes de sua queda. Será uma paz gloriosa!

“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria”? Números 23: 19

Não será uma paz localizada. Não será a paz de um país, mas a paz do planeta. O agente das tragédias no mundo será preso para que, por mil anos, não provoque o mal no coração dos homens.

E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos”. Apocalipse 20:1-2

Quão glorioso é saber dessas promessas do grandioso Criador!

A esse Deus que sempre foi quem deu o primeiro passo em direção ao propósito de salvar os homens, (1 João 4: 19) devemos a honra e a gloria por toda a eternidade!

Jesus o Rei!

“Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés”. Salmos 110: 1

Como o rei prometido, Jesus reinará até que seus inimigos lhe sejam subjugados ____ “Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”. (1 Coríntios 15:26)____E a humanidade redimida experimentará o a que ponto vai o sacrifício do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! (João 1: 29)

Uma curiosidade.

Pelo que consta nos registros do novo testamento nota-se Jesus interferindo em pelo menos cinco situações distintas que envolvia os homens em seus dias:

Perdão ____Em varias ocasiões encontramos o Senhor dizendo: “Os teus pecados te são perdoados”. (Lucas 7:48;  Marcos 2:5Mateus 9:2) Donde podemos concluir que o reino do messias será caracterizado pela benevolência e tolerância com o pecador que caracterize arrependimento.
Curas miraculosas ____Os evangelistas registram com riqueza de detalhes os milagres de Jesus e, entretanto ser conhecido não como “Curandeiro”, mas como “Mestre”, ele aliviou a dor de muitas pessoas por onde andou. (Mateus 4: 23) Fatos que nos revelam que o Reino de Deus, nas mãos de seu filho Jesus, será caracterizado pela saúde de seus súditos fiéis.
Interferência sobre a morte ____Em algumas ocasiões Jesus trouxe pessoas que tinham morrido, de volta à vida. (João 11: 43; Marcos 5: 41) Por isto, podemos vislumbrar um Reino onde as pessoas não chorarão a perda de seus entes queridos. Como aquele tem as chaves da morte, o Senhor Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor DEUS as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o SENHOR o disse”. (Isaías 25:8)

Alimento em abundância ____ E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si.
Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer.
Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
E ele disse: Trazei-mos aqui. E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias. E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças. (
Mateus 14:15-21) Sob o reinado do Cristo, ninguém será dispensado com fome. Haverá abundância do que comer até mesmo nos desertos! (Isaias 41: 19)

Conhecimento abundante ____E não ensinará cada um a seu próximo, Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior. (...) Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar”.( Habacuque 2: 14; Hebreus 8:11) Como grande ensinador que era, Jesus fez jus ao predicado de Mestre. Ele se preocupava em ensinar as pessoas por onde andava, fazendo com que ouvissem a palavra de Deus. (Marcos 4: 33; Lucas 3: 18) A humanidade não mais será vítima de ensinamentos enganosos porque aprenderão da genuína fonte, as palavras de Deus!

“...Venha o teu reino; seja feita tua vontade...! (Mateus 6: 19)


Uma dura peleja

Desde que se deixou levar pelo engano lá no Éden, que o homem tem sido perseguido pelo mal. Ao cobiçar ser como Deus, “sabendo o que é bom e o que é mau”, o homem trouxe sobre si algo com o qual tem que lutar por toda a sua existência, se desistir de lutar será irremediavelmente dominado.

O que foi exatamente? ____vejamos.

Sendo feito do pó da terra; tendo tornado carne e sangue e adquirido vida mediante o sopro de Deus em suas narinas, (Gênesis 2: 7) há mais no homem que ser anulado, a fim de que o espirito se sobreponha, que alguém possa imaginar. Sendo dito pelo apóstolo Paulo que “carne e sangue não herdarão o Reino de Deus”, (1 Coríntios 15: 50) fica subtendido que a natureza humana precisa ser aniquilada em todos os sentidos para que a operação do Espirito se torne evidente em nós. E não nos enganemos! Nisto está envolvido uma das maiores batalhas que o homem tem que enfrentar. Nessa batalha ele tem que lutar contra si mesmo, coisa que jamais será algo fácil de fazer. Donde se percebe que ao encontrar o “conhecimento do que é bom e do que é mau”, descobrimos também que embora o espirito esteja pronto, a carne é fraca. (Marcos 14: 38) O que isso significa? Significa que a carne não pode resistir ao mal, nem ao erro. E assim, é com justiça que a palavra de Deus diz: “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. (...)Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”. (Romanos 8: 5, 8)
Contudo, não serve de justificativa para que permaneçamos no erro. “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”. (Romanos 8:13)

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados”. 1 João 4:10

Sabedor da condição humana nosso amoroso Criador em seu incomparável amor e imensurável justiça, providenciou para que a nós fosse dada a oportunidade de redenção. Ao enviar ser filho ao mundo, Ele abriu uma porta de salvação eterna pela qual podemos passar e sermos livres! (João 10: 9)

“E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão”. Hebreus 2: 15

Este é o verdadeiro Deus, o Senhor Jehova. Bendito seja! “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera. Isaías 64:4


IV




Nos milênios de trajetória dos homens sobre a terra, embora possa parecer a muitos que não, Deus sempre esteve envolvido nos assuntos da humanidade e sempre com objetivos específicos. Como se pode saber isso é o que veremos a seguir.

“E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo”. Apocalipse 17: 10

Os Impérios mundiais ____o que trouxeram à humanidade?

Grandes e poderosos impérios têm, há muito, se levantado e governado o mundo. Para alguns com pouco ou sem nenhum interesse, isso foi apenas um acontecimento natural ou simplesmente resultado da manifestação do poder de uns em suplantar outros. Entretanto, isso não é verdade. Os poderosos reinos que se levantaram no decorrer da historia humana teve e têm seu propósito baseado única e exclusivamente em um plano divino. Nenhum rei que se levantou com grande poder sobre outros reinos na terra, jamais o foi por ser ele capaz ou mais forte que os demais.

“Tu, ó rei, és rei de reis; a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força, e a glória”. Daniel 2: 37 (Note: Daniel 4: 17).

Por que Deus todo poderoso trabalharia com os reinos do mundo? Com que objetivo?

Como o grandioso juiz de toda a terra que é, (Gênesis 18: 25) pode se dizer que Deus tem feito instituir poderosos impérios para que através desses seus planos se cumpram na terra e, também, para que seus justos julgamentos se façam recair sobre as costas dos homens ímpios, ou para mostrar seu grandioso poder. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra”. (Romanos 9: 17) É digno de nota ainda, que quando Deus trouxe os caldeus contra as terras de seu povo Israel, também foi por um propósito específico. Por muito tempo o povo fora avisado através dos profetas de Deus, dizendo que se convertessem de seus erros caso contrario seriam levados de sua terra em cativeiro. Contudo não quiseram ouvir. E o Senhor enviou contra ele as tropas dos caldeus, as tropas dos sírios, as tropas dos moabitas e as tropas dos filhos de Amom; e as enviou contra Judá, para o destruir, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de seus servos, os profetas”. (2 Reis 24:2) Porem chegará um dia, e se aproxima muito rapidamente, em que o Deus dos céus, mediante Jesus o seu amado filho e prometido rei messiânico, fará desaparecer o governo dos homens de sobre a terra. Ainda que tenham sido usados para cumprir profecias sobre o mundo, serão esmigalhados e se farão como o pó que o vento leva. Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”. (Daniel 2:45)

Quando o reino de Deus for estabelecido e suplantar todo reino e qualquer lembrança destes, nem mesmo os grandes legados que os impérios mundiais deixaram à humanidade serão lembrados. O reino de Deus se exaltará acima de todos os reinos e ficará estabelecido para sempre.

O que trará o reino de Deus?

“Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua”. Salmos 72:7

Analisando a oração comumente conhecida como “Pai nosso” ensinado por Jesus a seus discípulos, podemos ter uma ideia do que proporcionará o Reino de Deus à humanidade e o que ele trará.

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”. (
Mateus 6:9-13)

A santificação do nome de Deus, é um os objetivos do Reino. Sendo que os reinos e grandes impérios mundiais causaram mais malefícios que benefícios à humanidade, o Reino de Deus, ao contrario trará benefícios verdadeiros, eternos e justos. Com isso os homens perceberam finalmente a diferença entre estar sobre o domínio amoroso do Criador, e a tirania de reinados humanos  ____

“Tudo isto vi quando apliquei o meu coração a toda a obra que se faz debaixo do sol; tempo há em que um homem tem domínio sobre outro homem, para desgraça sua”. Eclesiastes 8:9(Compare: Mateus 11: 30)

____e por causa disso será santificado o nome de Deus. Quando todos os homens finalmente reconhecerem que Ele é a justiça perfeita. (2 Pedro 3: 13)

Diante da afirmação acima, alguém talvez pergunte:

Se isso é verdade, por que Deus está demorando tanto em realizar? ____ Eis a resposta:

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânime para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se”. 2 Pedro 3:9

Digno de nota é que o nome Jesus, dado ao filho de Deus, tem por significado “Deus é salvação” e, que o nome Cristo ou Messias, significam o “Ungido do Senhor”. Assim sendo, fica evidente que o propósito de Deus é salvar a humanidade e consequentemente estabelecer o seu Reino sobre a terra às mão de seu filho. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés”. (1 Coríntios 15:25) Então, haja vista estar nos planos de Deus que todos os homens se salvem, mesmo que estes desprezem a salvação, sua justiça não lhe permite agir como agiria qualquer homem, ou seja, precipitadamente. A sua justiça testificará no juízo final, que Ele foi paciente e esperou que todos os homens se arrependessem de seus erros a fim de serem salvos.


Como será o reino de Deus? ____Não será um reino à semelhança dos reinos do mundo
“E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior”. Lucas 17: 20

O povo judeu dos tempos de Jesus estava sob o domínio do império romano e, conhecedor que era das promessas de Deus por seus profetas acerca do estabelecimento do reino de Deus, (2 Samuel 7: 13) pareciam esperar que o surgimento deste se desse, à moda dos reinos humanos, com pompa e circunstâncias, talvez com miríades de anjos a atacar e expulsar os romanos que os oprimiam, Porem não se deu assim. O reino já estava entre eles e não conseguiam percebê-lo. Ao dizer que o reino de Deus não se daria com aparência exterior, Jesus descartava exatamente aquilo que os Judeus esperavam e pensavam ser o reino de Deus. O rei que esperavam era um que fosse como aquele que seus antepassados pedira muitos séculos atrás, quando rejeitou o modo de governo estabelecido por Deus e pediu ____“constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações”. (1 Samuel 8:5; note; 1 Samuel 8: 7) Aquela geração esperava que o reino de Deus trouxesse um rei assim, mas se enganaram. Não entenderam a promessa profética que dizia ____”Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta”. (Zacarias 9:9; compare com João 12:15; Mateus 21: 5) Diferentemente daquilo imaginavam _____um reino que os libertasse de uma vez para sempre da opressão de outros reis e agora do império romano ____o povo judeu não entendeu que o Reino de Deus, do qual Jesus era o representante legal e Rei designado, não tinha como principal objetivo a libertação imaginada ou esperada pela nação.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. João 8: 34-36

Jesus não aparecera com intenção de liderar um levante contra os Romanos; seu objetivo não era um reinado ao estilo dos homens.

“Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte”. João 6: 15

Ao dizer aos inquisidores que o Reino de Deus não viria com aparência externa, queria dizer o Mestre que o Reino de Deus não era como eles imaginavam que seria. Eles precisavam entender que ao contrario dos reinos dos homens ____tirânicos, escravagistas e cruéis ____o Reino de Deus era um reino de verdadeira liberdade, fundamentado no amor e na misericórdia. As obras feitas por Jesus o revelavam assim. Ele demonstrou compaixão quando curou as pessoas doentes ou libertou os oprimidos do diabo. Revelou a misericórdia de Deus quando perdoou os pecadores e era assim que precisavam entender o Reino de Deus. (Note: João 8: 11; Mateus 8:16; 14: 14)
E é assim que será o reino de Deus às mão de seu filho Jesus. “Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés”. (1 Coríntios 15:25) Aniquilará a dor e a opressão. Destruirá os efeitos produzidos pelo pecado, entre eles o principal e mais terrível que é a Morte. Todos os inimigos do Reino de Deus, começando por Satanás e seus demônios, passando pelos homens que o rejeitam e tudo o que for maléfico serão aniquilados por toda a eternidade.

“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis”.
Apocalipse 21:1-5

Que o Deus de toda graça nos conceda ver aquele glorioso tempo e poder desfrutar de suas delicias por toda a eternidade!

O nosso grande desejo foi, até aqui, deixar claro que o grande e maravilhoso amor, poder e realidade de Deus se entendem e claramente podem ser vistos em suas grandes obras. Que Ele é real! Está presente e se importa com os homens. Quem dera todos tivessem a sensibilidade de olhar pra existência com os olhos de quem detém a fé. Quem dera os homens todos se virassem para aquele a quem dão as costas e reconhecessem sua insignificância e miséria. Quem dera se arrependessem de seus erros e confessassem suas rebeliões. Assim saberiam o que verdadeiramente é sentir o refrigério da graça de Deus, e o quão maravilhoso é desfrutar de uma intimidade com o Criador. Saber que:

O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança”. Salmos 25: 14

Conclusão

Portanto, saibam todos que Deus é justo em todos os seus caminhos e as suas obras são a pura retidão. Ele ama as suas criaturas, mas como um pai também sabe corrigir e aplicar a justa disciplina quando isso se faz necessário. Assim, já é tempo que paremos de culpar a ele por nossos infortúnios, quando estes não passam de frutos dos nossos desvios e decisões mal feitas. Escutemos a suas palavras, amemos as suas leis, acatemo-las para que nos vá bem e possamos ser achados dignos da salvação e da vida eterna!

Que assim seja!












*FONTES:
Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia - Ed. Vida.
Dicionário Bíblico - Editora BetâniaO Plano de Deus e o Arrebatamento, Enéas Tognini - Editora Candeia.

# Bibliografia:
http://www.historiadigital.org/2010/05/saiba-o-que-e-crescente-fertil.html - Página História Digital - Saiba o que é o Crescente Fértil

III- * perguntas bíblicas, publicadas por Torre de Vigia de Bíblias e Tratados
 se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis. Romanos 1: 20 

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