Sem
sombra de qualquer equívoco todos nós temos coisas que lembrar, óbvio, mas
dessas coisas muitas gostaríamos de esquecer, de apagar da memória;
transformá-las em um branco suave e pacífico ou quem sabe, para os mais
radicais, converter tudo em um buraco escuro onde podéssemos lançar todas as
demais recordações ruins que se acumulassem vida afora. Mas, infelizmente não
fomos feitos com um botão de Liga/Desliga pelo qual tivéssemos o controle de
situações pelas quais jamais gostaríamos de passar ou recordar. Por outro lado,
considerando quão contumazes e rebeldes somos em determinados pontos de nossa
existência, sermos capazes de lembrar, por certa "ironia" mais as
coisas ruins que as boas, nos dá a oportunidade de regeneração; de fazermos
mudanças e acertar nos pontos em que fomos mal sucedidos. Assim sendo lembrar,
antes de ser uma "maldição" por assim dizer, é uma dádiva nos
concedida pela Providência Divina com o intuito de, além de nos fazer únicos
entre todas as criaturas vivas, dar-nos o privilégio de ter um "Mestre"
por tempo integral a nosso lado nos apontando onde foi que nos perdemos. As
recordações, ainda que ruins, são elos que nos ligam às grandes lições e que
nos fazem caminhar em direção a coisas novas, atitudes melhores e melhores
pensamentos. Saber que Deus é o nosso ajudador e quem nos quer no caminho
do bem, é o que deve nos fazer debruçar sobre as lições aprendidas e
decidir-nos por aquilo que é direito e que traz benefícios duradouros tanto
para nós quanto para os que estão ao nosso redor, que vivem, ou convivem conosco
no dia-a-dia. Haverá tempos melhores? No que depender de Deus ah isso haverá!
"... segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, onde
há de morar a justiça". (2 Pedro 3: 13) Mas, e no que depende de nós? O
que estamos dispostos a fazer em contribuição com esta tão grande obra que o
Criador fará em benefício de toda a sua Criação, inclusive nós? ___Fica a
pergunta...
Geraldo Ribeiro Filho.

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